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8 Benefícios da Graviola – Para Que Serve e Propriedades

Graviola

A graviola é uma fruta característica de regiões tropicais, principalmente América Central, do Sul e sudeste asiático. Possui forma ovalada ou de coração, e pode chegar a pesar 8 quilos. Apresenta uma coloração verde, mais escura quando a fruta ainda está verde e mais clara conforme amadurece. Tem sulcos e saliências em formato de espinho na casca e uma polpa branca macia e suculenta com pequenas sementes pretas. Tem sabor doce ácido e pode chegar a pesar 8 quilos.

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Os benefícios da graviola para a saúde são numerosos. Iremos explorar agora para que serve a fruta, quais propriedades se destaque e como você pode tirar vantagem dela.

Para que serve a Graviola?

Devido à sua cremosidade, a graviola apresenta várias formas de consumo e aplicações culinárias, como in natura, sucos, sorvetes, geleias, mousses, outros doces e bebidas.

A graviola é extremamente nutritiva, porém além da fruta em si, as folhas, raízes, casca e sementes têm grande tradição de uso em compostos medicinais, sendo utilizados como remédio natural para doenças como infecções, febre, problemas digestivos, diarreia, pressão alta, parasitas externos e internos, diabetes, entre outras. Existem, inclusive, registros de seu uso como planta medicinal no tratamento de diversas enfermidades por populações indígenas da América e tribos africanas.

Propriedades da graviola

Uma porção de 100g da fruta fornece cerca de 62 Kcal, aproximadamente 16g de carboidratos, predominantemente frutose, 0,8 g de proteínas, 1,9 g de fibras e não contém quantidade significativa de gorduras. Além disso, apresenta uma enorme variedade de vitaminas e minerais: cálcio, magnésio, ferro, fósforo, potássio, zinco, cobre, e vitaminas C, B1, B3, B2 e B6, além de folato.

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8 Maiores benefícios da graviola – Para que serve e propriedades

Veja a seguir os benefícios da graviola para sua saúde e boa forma.

1) Possivelmente benéfica na atuação contra o câncer

Recentemente, a graviola tem ganhado notoriedade por apresentar expressiva atividade anticancerígena. Pesquisas com cultura de células e camundongos demonstraram que o extrato da planta foi eficaz contra 12 tipos de câncer, incluindo o de cólon, mama, próstata, pulmão e pâncreas. Acredita-se que as substâncias com atividade antitumoral sejam as acetogeninas, compostos encontrados apenas nas Anonáceas, família a que pertence a graviola.

O extrato da fruta, semente e folhas foi capaz de matar células cancerosas até 10.000 vezes mais do que medicamentos utilizados na quimioterapia, por impedir que essa células produzam a energia que necessitam para crescerem e se multiplicarem. Entretanto, estudos em humanos ainda devem ser realizados para verificar sua segurança e comprovar a eficácia como medicamento.

2) Ajuda a controlar o peso

A presença de alto teor de fibras faz com que a graviola possa ser uma aliada no controle do peso. Isso porque as fibras retêm água no interior do trato gastrointestinal, levando a uma maior sensação de saciedade por mais tempo em relação a refeições sem fibras. Isso ajuda a reduzir a fome e a controlar a quantidade de calorias ingerida, contribuindo para dietas de baixa caloria. Além disso, se ingerida com outros alimentos, as fibras ajudam a reduzir o índice glicêmico da refeição como um todo, o que ajuda a evitar o acúmulo da glicose sanguínea como gorduras.

O índice glicêmico da graviola é 32, considerado bastante baixo, porém ela deve ser consumida com moderação uma vez que uma unidade da fruta pesa em média 1 a 4kg e cada 100g possui 16g de carboidratos. Isto significa uma grande quantidade de açúcares, e consequentemente calorias, por unidade, o que pode afetar o balanço calórico diário ideal, levando ao ganho de peso. Certamente que a pessoa não comerá uma fruta inteira mas a tendência é comer uma quantidade grande e dessa forma estará consumindo mais calorias.

3) Músculos fortes e proteção contra cãibras

A graviola apresenta consideráveis níveis de potássio, um micronutriente extremamente importante nos mecanismos bioquímicos de transmissão dos impulsos nervosos e da contração muscular. Níveis adequados de potássio permitem uma melhor eficiência na contração dos músculos esqueléticos, o que é fundamental na prática de atividades físicas, como musculação, corrida, etc, melhorando o desempenho e evitando fadiga e cãibras.

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O potássio também garante a saúde do sistema cardiovascular, uma vez que o coração, artérias e veias também são formados por tecido muscular. Assim, a graviola é usada também como auxiliar no tratamento da hipertensão arterial.

4) Ossos saudáveis

A graviola é fonte de cálcio e fósforo, essenciais na formação e manutenção dos ossos, evitando e auxiliando no tratamento da osteoporose. Além disso fornece também zinco, que é um cofator da vitamina D e trabalha permitindo a ação dessa vitamina na fixação do cálcio e outros minerais para formação de tecido ósseo.

5) Diurético natural

A graviola é rica em água, mais de 82% do peso da fruta é composto por água, o que, aliado à presença de sais minerais como magnésio e potássio, ajuda na eliminação de líquidos. Assim seu suco é uma excelente fonte de hidratação e pode auxiliar pessoas que têm dificuldade em tomar as quantidades recomendadas de água diariamente. O efeito diurético elimina o excesso de água retido no corpo, reduzindo peso e medidas. A presença de magnésio também pode ser especialmente benéfica no alívio do inchaço pré-menstrual, pois ajuda a aliviar os sintomas dessa fase do ciclo menstrual.

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6) Anti-inflamatório e antimicrobiano naturais

Estudos científicos demonstraram a ação do extrato de graviola como agente anti-inflamatório e antimicrobiano. Ele foi eficaz contra um grande número de bactérias, e já é utilizado como auxiliar no tratamento de doenças como febre, pneumonia, diarreias bacterianas, infecções urinárias e até mesmo infecções de pele. Demonstrou ter ação também contra o vírus da herpes, espécies de Leishmânia, causadoras de leishmaniose e Tripanossoma cruzi, causador da doença de Chagas.

Sua atividade analgésica e anti-inflamatória também foi identificada por pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora em estudo publicado em 2010. Extratos das folhas da graviola demonstraram reduzir a dor e inflamação em modelos animais.

Entretanto, mais estudos são necessários para garantir a segurança dessa aplicação para os seres humanos.

7) Pele mais jovem e bonita

A vitamina C e outros agentes antioxidantes encontrados na graviola, como polifenóis, saponinas e flavonoides, auxiliam na hidratação e prevenção do envelhecimento precoce da pele. Eles agem eliminando radicais livres e, no caso da vitamina C, estimulando também a produção de colágeno e elastina, essenciais para uma pele saudável e livre de manchas e dos sinais da idade.

Além disso seus efeitos anti-inflamatórios e antibacterianos auxiliam também no tratamento da acne e na cicatrização de ferimentos.

8) Calmante natural

Poucas pessoas conhecem os benefícios da graviola como calmante. A graviola é rica em triptofano, que está presente também na casca, folhas e raízes da planta. O triptofano é um aminoácido essencial utilizado na síntese do neurotransmissor serotonina e do hormônio melatonina, ambos estreitamente ligados ao controle do humor e do sono. Os neurônios produzem serotonina utilizando, além do triptofano, vitamina B3 (também conhecida como niacina) e magnésio, ambos também presentes na graviola.

Pesquisas têm demonstrado que a serotonina é um neurotransmissor de importância central na depressão, e a suplementação com triptofano já vem sendo utilizada como estratégia terapêutica em pacientes com essa doença. Baixos níveis de melatonina levam à insônia, irritabilidade e estresse.

Assim, a graviola pode auxiliar na manutenção de níveis adequados de triptofano, vitamina B3 e magnésio e consequentemente de serotonina e melatonina, atuando como um calmante natural e ajudando a prevenir quadros de depressão, ansiedade e hiperatividade.

Cuidados e Efeitos Colaterais

Apesar de muitas pessoas utilizarem a semente da graviola no combate a parasitas intestinais e outras aplicações medicinais, seu uso não é recomendado devido à presença de anonacina, uma acetogenina tóxica capaz de atravessar a barreira hematoencefálica, chegando ao cérebro. Estudos já demonstraram que a ingestão das sementes da fruta pode causar ou facilitar o desenvolvimento de doença neurológica com lesões similares à doença de Parkinson e distúrbios do sono. Porém, aparentemente, o fato estaria ligado ao consumo em grandes quantidades da fruta e do chá das folhas, por longo tempo, em populações de regiões endêmicas da espécie. Assim, o consumo moderado em uma dieta balanceada normal não teria grandes efeitos de toxicidade, porém mais estudos são necessários sobre o assunto.

Muitos dos efeitos terapêuticos atribuídos à graviola já foram estudos in vitro ou em modelos animais, outros não tem nenhuma evidência científica; por isso, mais estudos devem ser realizados para garantir a eficácia e segurança para essas aplicações. Desta forma, nenhum tratamento convencional deve ser interrompido ou substituído pelo uso da graviola como fitoterápico, consulte sempre seu médico antes de iniciar o consumo da planta com esta finalidade.

Pessoas com predisposição a aftas, com outros ferimentos na boca ou ainda problemas gástricos devem evitar o consumo de graviola devido à sua acidez.

Para as pessoas que estão animadas com os benefícios da graviola é importante tomar cuidado e saber que podem existir efeitos colaterais. E quanto as propriedades medicinais é importante ter em mente que mais estudos são necessários para que os resultados clínicos sejam comprovados.

Referências adicionais: 

  1. Adeyemi, David Olawale, et al. “Anti hyperglycemic activities of Annona muricata (Linn).” African Journal of Traditional, Complementary, and Alternative Medicines 6.1 (2009): 62.
  2. Dai, Yumin, et al. “Selective growth inhibition of human breast cancer cells by graviola fruit extract in vitro and in vivo involving downregulation of EGFR expression.” Nutrition and cancer 63.5 (2011): 795-801.
  3. Jaramillo, M. C., et al. “Cytotoxicity and antileishmanial activity of Annona muricata pericarp.” Fitoterapia 71.2 (2000): 183-186.
  4. Lannuzel, A., et al. “Is atypical parkinsonism in the Caribbean caused by the consumption of Annonacae?” Parkinson’s Disease and Related Disorders. Springer Vienna, 2006. 153-157.
  5. Oberlies, Nicholas H., Ching-jer Chang, and Jerry L. McLaughlin. “Structure-activity relationships of diverse Annonaceous acetogenins against multidrug resistant human mammary adenocarcinoma (MCF-7/Adr) cells.” Journal of Medicinal Chemistry 40.13 (1997): 2102-2106.
  6. Lannuzel, A., et al. “The mitochondrial complex I inhibitor annonacin is toxic to mesencephalic dopaminergic neurons by impairment of energy metabolism.” Neuroscience 121.2 (2003): 287-296.
  7. Liaw, Chih-Chuang, et al. “New Cytotoxic Monotetrahydrofuran Annonaceous Acetogenins from Annona m uricata.” Journal of natural products 65.4 (2002): 470-475.
  8. David Hoffmann, F. N. I. M. H. “Medical herbalism: the science and practice of herbal medicine.” Inner Traditions/Bear & Co, 2003.
  9. Adewole, S., and J. Ojewole. “Protective effects of Annona muricata Linn.(Annonaceae) leaf aqueous extract on serum lipid profiles and oxidative stress in hepatocytes of streptozotocin-treated diabetic rats.” African journal of traditional, complementary and alternative medicines 6.1 (2009).
  10. De Sousa, Orlando Vieira, et al. “Antinociceptive and anti-inflammatory activities of the ethanol extract of Annona muricata L. leaves in animal models.” International journal of molecular sciences 11.5 (2010): 2067-2078.
  11. Hasrat, J. A., et al. “Isoquinoline Derivatives Isolated from the Fruit of Annona muricata as 5‐HTergic 5‐HT1A Receptor Agonists in Rats: Unexploited Antidepressive (Lead) Products.” Journal of pharmacy and pharmacology 49.11 (1997): 1145-1149.
  12. Viera, Gustavo Hitzschky Fernandes, et al. “Antibacterial effect (in vitro) of Moringa oleifera and Annona muricata against Gram positive and Gram negative bacteria.” Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo 52.3 (2010): 129-132.
  13. Torres, María P., et al. “Graviola: a novel promising natural-derived drug that inhibits tumorigenicity and metastasis of pancreatic cancer cells in vitro and in vivo through altering cell metabolism.” Cancer letters 323.1 (2012): 29-40.

Você já imaginava existirem todos esses benefícios da graviola para a saúde? Tem o costume de consumir essa fruta? Gosta de seu sabor? Comente abaixo.

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Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite
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25 comentários

  1. SOU MÉDICO ,Tenho mieloma múltiplo…….-neoplasia maligna do sangue e medula óssea, transplantado de medula óssea duas vezes, sempre com muitos efeitos pós transplantes ,fraqueza muscular ,depressão, dores em todo o corpo até 6 meses após transplantes, efeitos cardio tóxicos dos quimioteráticos.

    Lií sobre a graviola e melhorei muito dos sintomas acima, li também sobre as indicações possíveis para câncer, inclusive sobre linfomas que é uma doença hematológica do sistema imune, mas nada sobre mieloma múltiplo. Pra mim fez muito bem… teria alguma referência bibliográfica´para informar?

  2. AKI NO NORTE JA VENDEM CAPSULAS DE GRAVIOLA, GOSTARIA DE SABER SE ESSAS CAPSULAS TEEM BENEFICIOS CONTRA CANCERES ACIMA CITADOS.

  3. ESTOU COM CANCER NO ULTERO E ME DISSERAM QUE O CHA DAS FOLHAS DE GRAVIOLA E UM SANTO REMEDIO

  4. Qual a quantidade se deve consumir por dia , semana ou mês ?

  5. Tem um feirante em copacabana rj as quintas vende graviola doce existe?

  6. Quero saber se posso tomar o extrato da graviola .tenho gastrite.

  7. Achei muito interessante vou passar a tomar

  8. Toda semana tomo chá da graviola, apenas uma vez por semana, porém, quando tomo o chá, feito com três folhas, vem a tosse, acompanhada de um incômodo, parece na traqueia. Como acredito no potencial dela como preventivo do câncer, me atrevo a continuar.

  9. Há testemunho concreto de alguém que foi curado de cancer de próstata, fazendo uso do chá de graviola sem os tratamentos convencionais de químio ou rádioterapia e até mesmo sem a retirada da próstata?

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