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Abacate Dá Gases?

Confira se comer abacate dá gases ou se esse não é um dos efeitos a se preocupar provocados pela fruta em quem a consome.

O abacate é um daqueles alimentos que, apesar de conter bastantes calorias, faz bem para a saúde e, portanto, merece um lugar em nossas refeições.

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Isso porque, além de servir como fonte de gorduras saudáveis, ele é composto por fibras, potássio, vitamina B6, vitamina B9, vitamina C, vitamina E e vitamina K. A fruta ainda apresenta pequenas quantidades de magnésio, manganês, cobre, ferro, zinco, fósforo, vitamina A, vitamina B1, vitamina B2 e vitamina B3.

Por isso tudo, existem tantos benefícios do abacate para a saúde e boa forma e vale a pena conhecer receitas com abacate para emagrecer e incluir na sua dieta.

Mas será que o consumo de um alimento tão nutritivo provoca algum tipo de incômodo? Você já ouvir falar que o abacate provoca flatulências, por exemplo?

Será que o abacate dá gases?

Um mesmo alimento pode gerar a flatulência exagerada em uma pessoa e não provocar a reação em outro indivíduo. Portanto, a primeira coisa que já podemos concluir é que não há como afirmar com segurança que o abacate dá gases para todo mundo.

Dito isso, vale registrar que alguns especialistas classificam o abacate como uma fruta que pode sim causar gases. Um artigo científico publicado na National Center for Biotechnology Information (NCBI) apontou o abacate como um dos alimentos que mais resultam em gases.

Por sua vez, um documento da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, apresentou o abacate como um dos alimentos que provoca uma quantidade normal de gases no corpo.

Já outro documento, do Hospital Pró-Cardíaco, informou que a reação do organismo a frutas como o abacate, o melão, a melancia, a uva e a tangerina varia bastante no que se refere à flatulência.

Os FODMAPs no abacate, a síndrome do intestino irritável e os gases

O abacate pode ser classificado como uma das frutas que possuem os chamados oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e poliois fermentáveis (FODMAPs).

O abacate é um dos alimentos do dia a dia que são considerados ricos em FODMAPs, por outro lado, acredita-se que uma porção correspondente a 1/8 de abacate tenha baixo teor de FODMAPs.

Uma porção maior do que essa contém quantidades maiores de sorbitol, que pode contribuir com sintomas se você tiver dificuldade para tolerar esse tipo de FODMAP.

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Mas qual é o problema com os FODMAPs e qual a sua relação com os gases? Segundo o que esclareceu a nutricionista Megan Ware, esses FODMAPs são definidos como carboidratos fermentáveis de cadeia curta.

Além disso, a mestra em nutrição humana Adda Bjarnadottir apresentou os FODMAPs como compostos que escapam a digestão e são fermentados pela bactéria intestinal, gerando gás como um subproduto deste processo.

“Para pessoas saudáveis, os FODMAPs simplesmente fornecem combustível para a bactéria digestiva benéfica e não devem causar quaisquer problemas. Entretanto, para os indivíduos com a síndrome do intestino irritável, outro tipo de gás é formado durante o processo de fermentação. Isso pode causar maior desconforto, com sintomas como inchaço, flatulência, cólica e diarreia”, completou Bjarnadottir.

A nutricionista Megan Ware também afirmou que enquanto “uma dieta rica em FODMAPs pode aumentar os gases, inchaço, dor e diarreia em algumas pessoas que sofrem com distúrbios do intestino irritável, uma dieta pobre nesses tipos de carboidratos já mostrou diminuir os sintomas comuns para as pessoas que são sensíveis aos FODMAPs”.

Logicamente, se você sofre com a síndrome do intestino irritável ou outra doença semelhante, precisa seguir toda a dieta e todo o tratamento que for recomendado pelo médico que cuida do seu quadro.

Tenha em mente que este artigo serve unicamente para informar e jamais podem substituir a opinião e as recomendações qualificadas de um médico.

Não podemos jogar a culpa somente na alimentação

Mais do que saber se o abacate dá gases, é importante que conheçamos quais outros fatores – não apenas aquilo que comemos e bebemos durante as nossas refeições – podem interferir na produção de gases no organismo.

O PhD e professor clínico associado de nutrição da Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, Charles Mueller explicou que os gases que soltamos não são produzidos somente pelos alimentos que consumimos, mas também pelo ar que engolimos, que acaba passando pelo trato gastrointestinal.

No mesmo sentido, o gastroenterologista, professor clínico associado de medicina da Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, e PhD David Poppers esclareceu que os gases são uma combinação entre dois fatores: o ar que engolimos ao comer muito rápido e o alimento que consumimos.

A nutricionista Abby Langer explicou ainda que doenças gastrointestinais sérias também podem ser a principal causa dos gases. Eles ainda podem estar relacionados ao uso de alguns medicamentos e a problemas na flora intestinal, completou a especialista.

“Para aqueles que não têm um problema de fundo (para provocar os gases, como as doenças gastrointestinais), a quantidade de gases que nós temos está diretamente relacionada com a quantia de alimento e/ou ar não digerido no nosso cólon. Se estamos comendo coisas que o nosso corpo não está decompondo, nós vamos ter gases”, completou Langer.

Ainda que seja constrangedora, a flatulência é uma função normal do corpo, completou o PhD Charles Mueller. Ele alertou ainda que devemos nos preocupar mais quando não estivermos soltando gases do que quando a flatulência aparecer.

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Mueller orientou também a procurar o auxílio médico quando ocorrerem mudanças nos hábitos intestinais que não se resolvem sozinhas como cólicas, inchaço, prisão de ventre, diarreia, não ter flatulência alguma ou o aparecimento de muitos gases.

Referências Adicionais:

Você já tinha percebido que comer abacate dá gases para você? Consome com frequência esta fruta? Comente abaixo!

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Sobre Dr. Marcos Marinho

Dr. Marcos Marinho formou-se em Medicina pela Universidade do Grande Rio (Unigranrio) e é pós-graduado em Gastroenterologia pelo IPEMED. Realizou cursos de ultrassonografia geral e intervencionista pela Unisom, ultrassonografia musculoesquelética e Doppler pelo CETRUS. Atualmente, é pós-graduando de Endoscopia Digestiva pela Faculdade Suprema de Juiz de Fora-MG. No momento, atua em vários municípios do estado do Rio de Janeiro como na capital, Niterói, Magé e Araruama. Dr. Marcos Marinho tem experiência em setores variados de sua especialização e continua em constante aprendizado e evolução para ser uma referência da área. Para mais informações, entre em contato através de seu Instagram oficial @drmarcosmarinho

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