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Alimentos Ruins Para a Tireoide – Cuidados e Dicas

A tireoide é um glândula importantíssima para o organismo humano. Dona de um formato parecido com o de uma borboleta, ela está localizada na parte inferior e frontal do pescoço e tem a função de secretar hormônios que atuam em todo o organismo.

Esses hormônios secretados pela tireoide influenciam aspectos como metabolismo, geração de energia, humor, crescimento, desenvolvimento, temperatura corporal e até função cardíaca. Na infância é essencial para o desenvolvimento cerebral que se tenha uma produção adequada de hormônios da tireoide.

Para qualquer pessoa é importante cuidar da saúde da tireoide e ter atenção com os alimentos que podem fazer mal à glândula. Entretanto para as pessoas que sofrem com problemas da tireoide como hipertireoidismo (produção excessiva de hormônios na tireoide) ou hipotireoidismo (produção baixa de hormônios na glândula), isso é ainda mais relevante.

Estamos falando dos alimentos goitrogênicos ou bociogênicos, ou seja, que têm maior capacidade de formar o bócio, que é o aumento da glândula tireoide caracterizado por um inchaço na região da garganta e que, em alguns casos, pode ser resultante do hipertireoidismo ou do hipotireoidismo. Esses alimentos também estão relacionados com uma pior função da tireoide.

Pensando nisso, vamos conhecer abaixo quais são os alimentos considerados ruins para a saúde da tireoide. Dê uma conferida:

Tudo começou com o repolho cru

No ano de 1928, alguns cientistas observaram que ratos que consumiam apenas repolho cru apresentavam uma maior probabilidade de desenvolver o bócio. Então, ao avaliarem se era o repolho cru o responsável por produzir esse aumento no tamanho da glândula tireoide e identificaram que o alimento não era o único goitrogênico.

Além do repolho cru, os alimentos à base de soja como tofu, tempeh, edamame, molho shoyu, entre outros, também podem ser goitrogênicos. Algumas verduras e legumes como brócolis, couve, couve-flor e espinafre são outros que podem integrar o grupo.

A lista dos alimentos que podem ser goitrogênicos também inclui amiláceos como batata doce e mandioca e algumas frutas como pêssego e morango.

Então quem foi diagnosticado com problema na tireoide não pode mais comer nada disso?

Não necessariamente. A boa notícia é que estudos científicos já demonstraram que quando esses alimentos passam pelo processo de cocção, ou seja, quando os cozinhamos, a sua capacidade de formar o bócio é consideravelmente diminuída.

Quando os prós e contras do consumo desses alimentos na versão cozida foi avaliado, definiu-se que é mais benéfico que eles sejam consumidos do que excluí-los da alimentação. Mas atenção: o destaque aqui vai para o termo “na versão cozida”: a ingestão crua desses alimentos deve ser evitada e a água em que foram cozidos deve ser descartada no final da preparação.

Entretanto, e quanto às frutas como pêssego e morango, cujo consumo habitual é na versão crua? A alternativa sugerida é preparar compotas com essas frutas. No entanto, devem ser receitas saudáveis de compotas, que não resultem em uma preparação lotada de açúcar.

A ideia aqui é amassar e cozinhar a fruta e misturá-la com ingredientes saudáveis como linhaça ou chia, que ajudam a formar uma espécie de gelatina natural, excluindo a necessidade de acrescentar açúcar ou adoçante à receita.

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A quantidade também importa

Além dos cuidados com a preparação dos alimentos goitrogênicos, a preocupação com a saúde da tireoide também requer prestar atenção na quantidade em que eles são consumidos. Não é aconselhável consumir uma mesmo alimento goitrogênico por vários dias seguidos.

Por exemplo, você pode escolher um dia da semana para comer couve ou brócolis e reservar os outros dias para comer outros legumes ou verduras que não sejam goitrogênicos. A mesma regra de controlar a quantidade vale para as frutas e para os outros alimentos que podem aumentar o tamanho da glândula tireoide. Outra recomendação é evitar cozinhar muito com os molhos à base de soja.

Inclusive, isso vai beneficiar o organismo de maneira geral, uma vez que os profissionais de saúde costumam aconselhar que se tenha uma alimentação diversificada, composta por toda uma variedade de alimentos saudáveis.

Em suma, cozinhar os alimentos goitrogênicos, consumí-los em quantidades moderadas e combiná-los com alimentos que não geram o bócio vai diminuir a probabilidade de que isso resulte em problemas.

Fique com as consultas e os exames em dia

A glândula tireoide é uma estrutura do organismo que necessita ser avaliada periodicamente. Portanto, mesmo que você não tenha sido diagnosticado com algum problema associado a ela, é importante manter as suas consultas médicas e os exames da tireoide regulares, para conferir se continua tudo bem com essa importante glândula.

Outra ferramenta que auxilia é ficar de olho no próprio corpo para ver se ele não apresenta algum dos principais sintomas de tireoide alterada. Assim, caso um ou mais deles sejam observados, a saída é informar o médico para saber se é necessário refazer os exames da tireoide e verificar se realmente ocorreu algum tipo de alteração no funcionamento da glândula.

Uma alimentação correta não substitui o tratamento médico

Para quem já foi diagnosticado com um problema na tireoide, é importante lembrar que o cuidado com os alimentos goitrogênicos não exclui a necessidade de continuar a seguir o tratamento prescrito pelo médico e nem de tomar os medicamentos indicados por ele conforme as instruções.

Um tratamento médico individualizado para um problema na tireoide jamais deve ser substituído por uma intervenção natural, pois isso pode ser bastante perigoso. O médico que avalia o caso conhece o seu paciente pessoalmente e é qualificado para definir o que melhor funciona para o quadro em particular.

Por exemplo, o hipertireoidismo pode gerar complicações como problemas no coração, osteoporose, problemas oculares, inchaço e vermelhidão na pele e crise tireotóxica, que é uma intensificação repentina dos sintomas, que pode resultar em febre, pulso rápido e delírio.

A lista de complicações do hipotireoidismo também inclui problemas no coração, além de problemas de saúde mental, neuropatia periférica (danos nos nervos periféricos), mixedema (condição resultante do hipotireoidismo não diagnosticado de longo prazo), infertilidade e malformações congênitas.

Portanto, é realmente fundamental seguir passo a passo o tratamento indicada pelo médico para o problema em questão na tireoide e evitar essas complicações.

Os cuidados com o peso

Como quem sofre com problemas na tireoide também pode apresentar problemas de peso, a ideia, além de ter cuidado com os alimentos goitrogênicos, é cuidar da dieta de maneira geral e ter uma alimentação equilibrada.

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Até porque ter mais peso pode gerar a necessidade de regular os hormônios da tireoide usados no tratamento. Isso sem contar todos os outros problemas de saúde associados ao excesso de peso.

Para isso, vale a pena pedir para o médico que trata da questão na tireoide uma indicação de nutricionista para indicar uma dieta saudável, que auxilie a controlar a questão do peso, forneça os nutrientes e a energia que o organismo necessita para funcionar corretamente e faça bem à tireoide.

Com informações do médico Matthew Hoffman, em artigo publicado no site WebMD, da Mayo Clinic, organização da área de serviços médicos e pesquisas médico-hospitalares dos Estados Unidos e do site Healthline.

Vídeo:

https://youtu.be/RKqpbCW4trk

Gostou das dicas?

Fontes e Referências Adicionais:

Você já foi diagnosticado com algum problema na tireoide? Pretende evitar esses alimentos que podem fazer mal a ela? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é uma das nutricionistas mais conceituadas do país, sendo muito solicitada para palestras, consultoria a empresas e atendimento personalizado para atletas, pessoas com condições especiais de saúde e pessoas que desejam melhorar a forma física de forma saudável. É a nutricionista com mais inscritos no YouTube em português. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España). É também membro da International Society of Sports Nutrition. Dra. Patricia Leite é a revisora geral de todo conteúdo desenvolvido pela equipe de redatores especializados do Mundo Boa Forma. Dra. Patricia Leite é uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento.

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