Crianças desenvolvem anticorpos diferentes após contrair COVID-19, diz estudo

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atualizado em 04/01/2021

Desde o início da pandemia, cientistas buscam entender como o novo coronavírus se comporta. Um dos dados mais intrigantes, entretanto, é como ele afeta de forma diferente crianças e adultos.

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Recentemente, um novo estudo apontou que as crianças desenvolvem anticorpos diferentes dos adultos ao contrair o novo coronavírus.

Os pesquisadores observaram que as crianças que contraíram o novo coronavírus produziram níveis mais baixos de anticorpos neutralizantes e menos tipos de anticorpos.

Entenda como o processo de imunização acontece em crianças e descubra como a COVID-19 pode afetá-las.

Resposta imunológica infantil à COVID-19 é diferente da dos adultos

A revista Nature Immunology publicou recentemente um estudo que demonstrou que as crianças possuem uma resposta imunológica ao novo coronavírus diferente dos adultos.

Os especialistas já sabiam que a infecção não atinge as crianças da mesma forma que os adultos pois elas apresentavam sintomas menos graves ou eram assintomáticas. 

O novo estudo analisou então como funcionava a criação de anticorpos contra a COVID-19. O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade da Columbia nos Estados Unidos.

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Os pesquisadores analisaram amostras de sangue de 79 adultos e crianças que haviam sido infectados e observaram que as crianças que contraíram o novo coronavírus produziram níveis mais baixos de anticorpos neutralizantes, bem como menos tipos de anticorpos.

De acordo com eles, o sistema imunológico pode produzir muitos anticorpos diferentes específicos para um vírus. Os anticorpos neutralizantes ligam-se de uma forma que bloqueia a infecção.

Crianças também devem manter cuidados contra a COVID-19

Os cientistas ressaltam que os resultados do estudo não significam que a resposta imunológica das crianças foi mais fraca, pelo contrário.

Neste caso, quanto menos anticorpos, menos infectado foi o paciente, conforme afirmou o Dr. Ravi Jhaveri, chefe associado da divisão de doenças infecciosas do Hospital Infantil Ann & Robert H. Lurie de Chicago.

Os pacientes adultos com os piores sintomas de SDRA, a síndrome do desconforto respiratório agudo, tinham os níveis mais altos de anticorpos contra o novo coronavírus.

Por outro lado, as crianças com níveis variados de sintomas, principalmente mais leves, tiveram respostas mais baixas.

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Mesmo entre os adultos, aqueles com sintomas graves tinham níveis mais elevados de anticorpos neutralizantes em comparação com adultos com sintomas leves.

Crianças podem desenvolver problemas respiratórios

Apesar disso, os especialistas ressaltam que as crianças podem, mesmo que de forma diferente, serem afetadas pelo novo coronavírus.

Por exemplo, um pequeno número de crianças com COVID-19 pode desenvolver uma condição séria chamada síndrome inflamatória multissistêmica em crianças (MIS-C)

Criança com máscara

Sendo assim, é importante cuidar para que os pequenos também não sejam infectados. Além disso, é importante lembrar que eles são vetores, o que significa que podem infectar outras pessoas.

Estudo pode ter implicações para os testes de COVID-19

Para os especialistas, o estudo pode melhorar os testes do novo coronavírus, pois alguns testes de anticorpos procuram apenas os anticorpos que se ligam a partes especificas do vírus.

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Portanto, estes testes podem ignorar crianças que contraíram COVID-19 ou que tiveram uma infecção no passado.

O estudo ainda demonstrou que os adultos produzem mais tipos de anticorpos porque têm uma carga viral maior do que as crianças. Por outro lado, os pesquisadores não mediram a quantidade de vírus que as pessoas tinham em seus corpos.

Apesar disso, o fato de que tanto crianças quanto adultos produzem anticorpos neutralizantes contra a proteína spike é um bom presságio para as vacinas COVID-19, já que muitas têm como alvo esta proteína.

Embora animador, os cientistas ressaltam que estudo é muito pequeno para mostrar se os níveis de anticorpos nas crianças se modificavam com a idade.

Você tem crianças em casa? O que está fazendo para mantê-las protegidas do novo coronavírus? Conte para a gente nos comentários!

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