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Jenipapo é Bom para Diabetes?

Confira se o jenipapo é bom para diabetes, ou seja, para baixar a glicose, e de que forma pode se dar esse benefícios do consumo da planta.

Ser diagnosticado com a diabetes certamente é uma notícia que ninguém ouvir. Afinal, além do tratamento exigir mudanças na alimentação – veja aqui um bom resumo de dieta para diabetes, a doença pode gerar complicações como pressão arterial, elevada, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC), problemas nos olhos, doenças dentais, danos nos nervos e problemas nos pés.

Uma pessoa desenvolve a condição quando os seus níveis de açúcar no sangue, também chamados de glicose no sangue, se encontram muito elevados. Vale lembrar que a glicose sanguínea é a maior fonte de energia para o organismo e é proveniente dos alimentos consumidos por meia da dieta. Veja, por exemplo, algumas das melhores frutas para baixar a glicose.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, que é responsável por auxiliar a glicose obtida por meio dos alimentos a chegar até as células para ser utilizado como fonte de energia. Mas você sabia que ela também é relevante para o surgimento da diabetes?

Isso porque em um quadro de diabetes, o corpo não produz insulina o suficiente ou qualquer quantidade do hormônio ou ainda não consegue utilizar a insulina apropriadamente. Com isso, a glicose permanece no sangue e não dá conta de chegar até as células.

Você já ouviu falar que o jenipapo é bom para diabetes ou para baixar glicose?

Não é difícil encontrarmos diversas postagens em sites ou redes sociais que afirmam que determinado alimento, folha ou chá é a solução milagrosa para a diabetes. Entretanto, antes de acreditar nessas afirmações, é necessário ser cauteloso.

É nosso dever lembrar que a inclusão de qualquer produto natural dentro do tratamento da diabetes precisa ser autorizada pelo médico, que saberá determinar se a substância em questão não pode fazer mal ao paciente, e isso não pode ser diferente em relação ao jenipapo.

Portanto, a melhor forma de saber se o jenipapo é bom para diabetes é realmente consultando médico e nutricionista. Da mesma forma, o diabético jamais deve deixar de seguir o tratamento para lidar com a condição já indicado pelo médico.

Dito isso, precisamos registrar aqui que não encontramos informações seguras e confiáveis que nos permitam concluir que entre os benefícios do jenipapo podemos contar com algo bom para diabetes ou para baixar glicose, a não ser o trabalho de conclusão do curso (TCC) de 2017 da graduação em farmácia do aluno Francinaldo Araújo Silva da Faculdade de Educação e Meio Ambiente (FAEMA).

O tema do trabalho de Francinaldo era “Tratamento do Diabetes Mellitus Tipo 2 Através do Uso de Plantas Medicinais” e no decorrer da sua monografia o aluno apresentou o jenipapeiro (Genipa americana L.) como uma das espécies empregadas no tratamento da diabetes.

Entretanto, como o trabalho não explicou como a espécie poderia contribuir com o tratamento da condição e nem apresentou citações de pesquisas ou evidências científicas que pudessem embasar especificamente a utilização do jenipapeiro neste sentido, não temos bases seguras para afirmar que o jenipapo é bom para diabetes mesmo e que ele realmente pode ser utilizado com segurança para baixar a glicose.

A questão da hipoglicemia

Se por um acaso o jenipapo for efetivamente capaz de diminuir os níveis de glicose no sangue, a sua utilização por parte dos diabéticos poderia representar um risco para a saúde desses pacientes: a hipoglicemia exacerbada, ou seja, uma redução extrema nas taxas sanguíneas de açúcar.

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Isso porque uma pessoa com diabetes certamente já segue um tratamento voltado para a diminuição dos seus níveis de glicose no sangue, o que, em determinados casos, inclui o uso de medicamentos para reduzir as taxas sanguíneas de açúcar no sangue.

Ou seja, ao juntar dois agentes que atuam na diminuição dos níveis de glicose no sangue, essas taxas correm o risco de serem reduzidas além da conta.

“A ingestão de dois ou mais hipoglicemiantes ao mesmo tempo, tanto naturais ou sintéticos, aumenta o risco de causar hipoglicemia grave, podendo ocasionar choque hipoglicêmico, e até a morte”, escreveu o aluno Francinaldo Araújo Silva Faculdade em sua monografia/TCC do curso de graduação em farmácia da FAEMA.

Esses riscos e possibilidades tornam importante o cuidado que já adiantamos de jamais utilizar qualquer substância ou produto, quer ele seja natural ou não, sem antes ser autorizado pelo médico.

O médico também é o profissional qualificado para indicar qual a dosagem, frequência de uso e duração de tempo na qual qualquer medicamento ou produto natural deve ser utilizado dentro de um tratamento da diabetes.

Muitas vezes as pessoas que rodeiam um diabético podem passar recomendações de remédios sintéticos ou naturais para lidar a condição com boas intenções, sem nem ter conhecimento de que essas sugestões podem prejudicar a saúde da pessoa.

Portanto, quem sofre com a doença necessita agir com responsabilidade em relação à saúde do seu próprio organismo e tomar decisões em relação ao tratamento da sua doença sempre embasadas em opiniões de profissionais qualificados como o médico responsável por acompanhar o seu tratamento.

Os sintomas de uma hipoglicemia

De acordo com informações da Associação Americana de Diabetes, os sintomas de uma hipoglicemia podem variar de pessoa para pessoa porque cada uma reage às baixas taxas sanguíneas de açúcar de maneira diferente. Entretanto, conforme a organização, eles podem incluir:

  • Ficar nervoso ou com ansiedade;
  • Suor e calafrios;
  • Impaciência ou irritabilidade;
  • Confusão;
  • Batimento cardíaco rápido;
  • Sensação de tontura ou vertigem;
  • Fome;
  • Náusea;
  • Palidez na pele;
  • Sensação de sonolência;
  • Sensação de fraqueza ou zero energia;
  • Visão prejudicada ou embaçada;
  • Formigamento ou dormência nos lábios, línguas ou bochechas;
  • Dores de cabeça;
  • Problemas de coordenação;
  • Pesadelos ou choro durante o sono;
  • Convulsões.

A organização explicou que a única maneira de saber se um diabético está passando por uma hipoglicemia é checar os seus níveis de glicose no sangue. Se a condição for confirmada, a pessoa deverá ser tratada.

No entanto, mesmo se não for possível confirmar no momento que as taxas sanguíneas de açúcar estão realmente baixas, o paciente deverá ser tratado mesmo assim, ressaltou a instituição.

Segundo a Associação Americana de Diabetes, quando os níveis de glicose do sangue continuar a diminuir, o cérebro não consegue receber uma quantidade suficiente de glicose e para de funcionar da maneira que deveria.

É isso o que pode resultar em sintomas como visão embaçada, dificuldade de concentração, pensamento confuso, fala arrastada, dormência e sonolência, esclareceu a organização.

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No entanto, caso as taxas sanguíneas de glicose permaneçam baixas por bastante tempo, fazendo com que o cérebro fique “esfomeado” por glicose, podem ser desenvolvidos problemas mais graves como convulsões, coma e até a morte, embora ela seja muito rara, completou a instituição.

Já se a hipoglicemia de um diabético for tratada conforme as instruções que o médico passou a ele, entretanto, não surtir efeitos ou quando o problema não for devidamente tratado e se agravar, passando para um quadro severo de hipoglicemia, é fundamental que o paciente seja levado imediatamente e um hospital.

Referências Adicionais:

Você já tinha ouvido falar que jenipapo é bom para diabetes? Possui a condição e costuma consumi-lo? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é uma das nutricionistas mais conceituadas do país, sendo muito solicitada para palestras, consultoria a empresas e atendimento personalizado para atletas, pessoas com condições especiais de saúde e pessoas que desejam melhorar a forma física de forma saudável. É a nutricionista com mais inscritos no YouTube em português. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España). É também membro da International Society of Sports Nutrition. Dra. Patricia Leite é a revisora geral de todo conteúdo desenvolvido pela equipe de redatores especializados do Mundo Boa Forma. Dra. Patricia Leite é uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento.

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