Losartana Potássica Engorda? Para Que Serve, Efeitos Colaterais e Indicações

Especialista:
atualizado em 04/12/2019

As indicações da Losartana Potássica 50 mg são para o tratamento da pressão alta (hipertensão) e da insuficiência cardíaca, que também é conhecida como o enfraquecimento do coração.

O médico também pode prescrever o remédio para pacientes com diabetes do tipo 2 e proteinúria – que é a perda excessiva de proteína na urina e pode ser um sinal de doença nos rins.

Existe ainda a Losartana Potássica Hidroclorotiazida, que é a associação da losartana com uma substância diurética, a hidroclorotiazida, para o tratamento da pressão alta, nos casos em que uma terapia combinada for adequada. Ela pode ser indicada como terapia inicial nos pacientes com hipertensão severa.

Tanto a Losartana Potássica quanto a Losartana Potássica Hidroclorotiazida podem ser vendidas somente com a apresentação da receita médica.

As informações são da bula da Losartana Potássica.

Será que a Losartana Potássica engorda?

Agora que já vimos o que é e para que serve o medicamento, vamos tentar descobrir se a Losartana Potássica engorda ou não.

Para descobrir se a Losartana Potássica engorda, resolvemos checar o que a bula do remédio nos conta a respeito disso. E, de acordo com o documento, não podemos afirmar que o medicamento provoca o aumento de peso, pelo menos não de maneira direta.

Isso porque a bula não afirma que o remédio pode causar efeitos colaterais associados diretamente ao aumento de peso.

Portanto, se você perceber que o seu peso aumentou durante o período de utilização do medicamento, procure o médico para descobrir o que pode ter originado o problema e saber como deve proceder para combatê-lo.

Não interrompa o tratamento sem antes consultar o médico porque isso pode prejudicar a sua saúde a troco de nada. Até porque não há como ter certeza que o que causou um eventual ganho de peso foi realmente o medicamento sem conversar com o médico.

Efeitos colaterais da Losartana Potássica

A bula da Losartana Potássica, apresentada pela Anvisa, informa que o remédio pode provocar os seguintes efeitos colaterais:

Efeitos comuns – podem ocorrer em um a cada 10 pacientes:

  • Tontura;
  • Pressão sanguínea baixa, especialmente após a perda em excesso de água do corpo dos vasos sanguíneos, que pode acontecer com pacientes que sofrem com a insuficiência cardíaca grave ou façam tratamento com doses elevadas de diuréticos;
  • Queda da pressão sanguínea ao levantar-se da posição deitada ou sentada;
  • Debilidade;
  • Fadiga;
  • Hipoglicemia (baixa nos níveis de açúcar no sangue);
  • Hipercalemia (taxas elevadas de potássio no sangue);
  • Anemia;
  • Elevação da ureia no sangue, da creatinina e do potássio sérico em pacientes com insuficiência cardíaca.

Efeitos incomuns – podem ocorrer em um a cada 100 pacientes:

  • Sonolência;
  • Dor de cabeça;
  • Distúrbios do sono;
  • Palpitações;
  • Angina pectoris (dor aguda no peito);
  • Dispneia (falta de ar);
  • Dor abdominal;
  • Prisão de ventre;
  • Diarreia;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Urticária;
  • Coceira;
  • Erupção cutânea;
  • Inchaço localizado;
  • Tosse.

Efeitos raros – podem ocorrer em um a cada 1000 pacientes:

  • Hipersensibilidade (alergia);
  • Angioedema;
  • Inflamação dos vasos sanguíneos;
  • Parestesia (dormência ou formigamento);
  • Desmaio;
  • Fibrilação atrial (batimento cardíaco acelerado e irregular);
  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Hepatite (inflamação do fígado);
  • Elevação dos níveis de alanina aminotransferase (ALT), o que pode ser sinal de problemas no fígado.

Efeitos com frequência desconhecida:

  • Diminuição do número de plaquetas;
  • Enxaqueca;
  • Funcionamento anormal do fígado;
  • Dores musculares;
  • Dores nas juntas;
  • Sintomas parecidos com os sinais da gripe;
  • Dor nas costas;
  • Infecção no trato urinário;
  • Foto-sensibilidade (aumento da sensibilidade ao sol);
  • Rabdomiólise (degradação das fibras musculares);
  • Impotência;
  • Pancreatite (inflamação do pâncreas);
  • Hiponatremia (baixos níveis de sódio no sangue);
  • Depressão;
  • Mal-estar;
  • Zumbido no ouvido;
  • Alteração no paladar.

Ao experimentar qualquer um dos efeitos listados acima ou ainda algum outro tipo de reação adversa, o usuário deve procurar rapidamente o médico, mesmo que os sintomas não pareçam ser graves.

Isso é fundamental para checar a seriedade do efeito, saber se ele não requer algum tipo de tratamento e verificar como proceder a partir de então em relação ao uso da Losartana Potássica.

A bula do medicamento alerta que se o paciente apresentar reação alérgica com inchaço da face, dos lábios, da garganta e/ou da língua, que possa dificultar a respiração ou a capacidade de engolir, deve parar de tomar o remédio e procurar o médico imediatamente.

Contraindicações e cuidados com a Losartana Potássica

O medicamento não pode ser utilizado pelas seguintes pessoas:

  • Alérgicos a qualquer um dos componentes do remédio;
  • Quem estiver com a função hepática (do fígado) severamente prejudicada;
  • Mulheres com mais de três meses de gestação ou que estejam no início da gravidez;
  • Mulheres que estejam amamentando;
  • Crianças;
  • Pessoas que sofram com diabetes ou insuficiência renal e estejam tomando medicamento composto por alisquireno para diminuir a pressão arterial.

Antes de iniciar o tratamento, é necessário informar ao médico se:

  • Tiver histórico de angioedema – que é o inchaço da face, dos lábios, da garganta e/ou da língua;
  • Sofrer de vômito ou diarreia excessivos com perda em excesso de líquido e/ou sal;
  • Suspeitar que está grávida ou que pode engravidar;
  • Estiver amamentando ou prestes a começar o aleitamento;
  • Tomar medicamentos diuréticos ou seguir uma alimentação com restrição de sal, que gera uma perda excessiva de líquido e sal;
  • Tiver estreitamento ou bloqueio dos vasos sanguíneos que chegam aos rins;
  • Tiver passado recentemente por um transplante de rim;
  • Sofrer com o prejuízo da função do fígado;
  • Tiver insuficiência cardíaca com ou sem insuficiência renal;
  • Sofrer de arritmias cardíacas com ameaça à vida;
  • Tiver problemas nas válvulas do coração ou no músculo cardíaco;
  • Sofrer com a doença coronariana ou doença vascular cerebral;
  • Tiver hiperaldosteronismo – que é uma síndrome associada ao aumento da secreção do hormônio aldosterona, provocada por uma anormalidade glândula adrenal;
  • Utilizar inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) para controlar a pressão alta como lisinopril, enalapril e ramipril, principalmente se também apresentar problemas renais associados à diabetes;
  • Fizer uso de alisquireno para controlar a pressão alta.

Também é necessário informar ao médico a respeito de qualquer outro problema de saúde que tiver ou já tenha tido e sobre qualquer tipo de alergia que apresente, antes de iniciar o tratamento com a Losartana Potássica.

O médico também deve ser avisado se o paciente apresentar doença renal e diabetes tipo 2 com proteinúria, e/ou estiver tomando suplementos de potássio, medicamentos poupadores de potássio ou substitutos do sal da dieta que contenham potássio.

Antes de iniciar o uso do remédio, o paciente precisa informar ao médico a respeito de qualquer medicamento, suplemento ou planta medicinal que esteja utilizando para que o profissional verifique se não faz mal usar a substância em questão ao mesmo tempo em que a Losartana Potássica ou se o uso simultâneo não requer algum tipo de cuidado.

Quem sofrer com tontura ou sonolência devido ao uso do remédio, deve consultar o médico antes de dirigir ou operar máquinas.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já tinha ouvido alguém falar que a losartana potássica engorda? Foi receitado esse medicamento e ficou com receio de tomá-lo por isso? Comente abaixo!

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Sobre Felipe Santos e Dra. Patrícia Leite

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