Maionese Faz Mal à Saúde?

Especialista:
atualizado em 18/12/2019

Sanduíches, massas, saladas, molhos e carnes. Esses são apenas alguns exemplos de receitas em que a maionese pode ser utilizada como ingrediente ou acompanhamento. Saborosa e cremosa, ela não somente oferece uma textura a mais ao alimento, como também contribui para que o prato tenha um sabor agradável.

E se uma das preocupações em relação ao condimento refere-se ao número de calorias, a indústria alimentícia tratou de apresentar uma solução para o problema, trazendo versões mais leves e menos calóricas do produto que chegam a apresentar 20 calorias por colher de sopa – ou 12 g.

Mas e quanto à saúde? Será que o simples fato de ser possível consumir uma versão menos calórica do condimento é motivo para negar a ideia de que maionese faz mal à saúde? Continue lendo para descobrir.

E então, maionese faz mal à saúde? 

Já ouviu falar naquela história de que tudo em exagero faz mal? Pois bem, ao consumir em altas quantidades – mesmo a versão light – por inúmeros motivos pode-se dizer que a maionese faz mal à saúde. Isso porque poderá haver um acúmulo de calorias, o que leva a um aumento de peso perigoso e desnecessário.

E nunca é demais lembrar que o excesso de quilos no corpo é fator de risco para problemas sérios de saúde como doenças no coração, desenvolvimento de câncer, hipertensão arterial, resistência à insulina, aumento do colesterol, diminuição do colesterol do bem – HDL – e aumento do colesterol do mal – LDL -, elevação de triglicerídeos, intolerância à glicose e diabetes.

Outro problema que suporta o fato de que o exagero no consumo da maionese faz mal é que ela pode elevar as taxas totais de colesterol e o nível do colesterol ruim no organismo, de acordo com a nutricionista Stéphanie Fontanari.

Há ainda o risco de intoxicação. Por mais que ele não seja alto, o fato de existir merece atenção. Uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual da Paraíba identificou um nível de 7% de intoxicação causados pela maionese.

Portanto, é importante certificar-se de diminuir os riscos que isso aconteça, verificando a procedência dos produtos e marcas que compra, tendo o cuidado de fazer o armazenamento correto, checando a origem da maionese oferecida nos restaurantes e lanchonetes que frequenta e não se esquecendo de olhar sempre a data de validade.

Outra questão que merece receber atenção em relação ao consumo de maionese é o seu teor de sódio. Uma colher de sopa – ou 12 g – de maionese light chega a apresentar 125 mg de sódio. Apesar desse nutriente ser importante para a contração muscular, a transmissão de impulsos nervosos, a regulação do volume e da pressão arterial, o equilíbrio dos fluidos corporais e a manutenção de níveis regulares de pH sanguíneo, quando ingerido em excesso, ele traz graves problemas à saúde.

O ideal é que um adulto saudável consuma, no máximo, 2,3 mil mg de sódio por dia. Para quem sofre com hipertensão, esse número cai para 1,5 mil mg. Ao ter muito sódio no organismo, ultrapassando esses limites, a pessoa pode sofrer com problemas como pressão arterial alta, retenção de água, aumento do volume sanguíneo – o que dá mais trabalho para o coração na hora de mover esse sangue e gera mais pressão às artérias -, doença no coração, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca.

Logo, se uma pessoa consome maionese demais, especialmente de uma marca que apresente altos teores de sódio, ela corre o risco de passar do limite estabelecido e corre riscos de sofrer com os problemas acima mencionados.

A maionese é fonte de ômega-6, um nutriente importante e necessário ao organismo humano. No entanto, é bom ter cuidado quanto ao exagero no consumo de ômega-6 e à pouca ingestão de ômega-3, caso o produto não traga o último nutriente. Isso porque quando a proporção entre essas duas substâncias não é equilibrada, há um aumento no risco de desenvolvimento de doenças no coração, alguns tipos de câncer e diabetes do tipo 2.

Assim, além de não exagerar na ingestão de maionese para não exceder as taxas de ômega-6, é recomendado consumir fontes de ômega-3 como sardinha, salmão, atum, arenque, sementes de linhaça, nozes e sementes de chia.

Para evitar a contaminação pelo gênero de bactérias salmonella, encontradas no ovo cru, que é utilizado na receita de maioneses caseiras, o ideal é optar mesmo pelas versões industrializadas do condimento.

O outro lado da moeda 

Foi visto no tópico acima que, quando há exagero no uso do condimento, é bem verdade que a maionese faz mal à saúde. No entanto, é fundamental olhar para o outro lado da moeda e saber que caso seja ingerida com moderação, ela não fará mal.

A maionese não causará excesso de peso se for consumida em sua versão light em poucas quantidades, até porque uma colher de sopa de maionese light trará apenas 20 calorias, como vimos no início.

Como também vimos lá em cima, ela afeta os níveis de colesterol quando há um exagero. Já deu para entender, não é mesmo? Para ser saudável não há a necessidade de excluir a maionese da dieta, basta utilizá-la com moderação.

Até porque ela também é fonte de nutrientes como gorduras saudáveis, vitamina A, vitamina D, vitamina E e vitamina K. Ao mesmo tempo, as maioneses industrializadas não fornecem altas doses de colesterol e gorduras saturadas.

Vídeo: 

Gostou das dicas?

Você acredita que a maionese faz mal à sua saúde de acordo com o tipo e a frequência que você a consome? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é uma das nutricionistas mais conceituadas do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition. É ainda a nutricionista com mais inscritos no YouTube em português. Dra. Patricia Leite é a revisora geral de todo conteúdo desenvolvido pela equipe de redatores especializados do Mundo Boa Forma.

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