Zolpidem Faz Mal? Emagrece? Para Que Serve e Efeitos Colaterais

Especialista:
atualizado em 01/07/2020

Zolpidem ou Hemitartarato de Zolpidem é um medicamento de uso oral e adulto, que pode ser indicado pelo médico para o tratamento de curta duração da insônia, que pode ser eventual, passageira ou crônica. Veja a seguir se o uso de Zolpidem faz mal sob determinada circunstância, se ele emagrece e conheça todos os possíveis efeitos colaterais que podem ocorrer.

O medicamento também pode ser encontrado sob os nomes comerciais de Noctiden, Turno, Pidezot, Prompt e Zolpaz, entre outros. A sua venda é permitida somente com a apresentação da receita com a prescrição médica.

Aproveite para conhecer outros tratamentos para insônia, entre remédios e opções naturais, e veja quais são as maiores causas da insônia e o que fazer. Pode ser do seu interesse também conhecer outros remédios para dormir mais usados.

É verdade que Zolpidem faz mal?

Agora que já vimos para que serve o medicamento, podemos nos voltar ao nosso questionamento principal: será que Zolpidem faz mal para determinadas pessoas?

Pois bem, o medicamento faz mal para quem o seu uso é contraindicado. Isso inclui:

  • Pacientes com hipersensibilidade (alergia) ao Zolpidem ou a qualquer outro componente da fórmula do remédio;
  • Pacientes com insuficiência respiratória severa e/ou aguda (dificuldade respiratória);
  • Pacientes com insuficiência do fígado severa (redução da função do fígado);
  • Crianças;
  • Gestantes;
  • Mulheres que estejam amamentando.

Os pacientes idosos ou debilitados, que apresentam uma sensibilidade maior ao Zolpidem e têm maior chance de apresentar reações psiquiátricas e paradoxais (contrárias ao medicamento), precisam de um acompanhamento mais rígido no tratamento com o medicamento.

Além disso, tratamento com Zolpidem em pessoas com histórico de alcoolismo ou dependência de drogas exige um extremo cuidado.

No caso dos pacientes com síndrome do QT longo congênito (doença hereditária cardíaca caracterizada pelo prolongamento do intervalo QT no eletrocardiograma e por um alto risco de arritmias potencialmente fatais), o médico deve considerar com cuidado se vale a pena para seu paciente usar Zolpidem.

O remédio, assim como outros hipnóticos, não pode ser a medicação principal dos pacientes que sofrem com doença psicótica.

Os efeitos colaterais de Zolpidem

Quando tentamos descobrir se Zolpidem faz mal, é importante conhecer os males que ele pode provocar por meio de suas reações adversas, não é mesmo?

Pois bem, o medicamento pode causar os seguintes efeitos colaterais:

Reações comuns – afetam entre 1% e 10% dos pacientes

  • Alucinações;
  • Agitação;
  • Pesadelos;
  • Depressão;
  • Sonolência;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Insônia exacerbada;
  • Distúrbios cognitivos como amnésia anterógrada (os efeitos da amnésia podem estar associados a um comportamento inapropriado);
  • Diarreia;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Dor abdominal;
  • Dor nas costas;
  • Infecção do trato respiratório superior;
  • Infecção do trato respiratório inferior;
  • Fadiga (cansaço).

Reações incomuns – afetam entre 0,1% e 1% dos pacientes

  • Confusão;
  • Irritabilidade;
  • Inquietação;
  • Agressividade;
  • Sonambulismo;
  • Humor eufórico;
  • Parestesia (sensação anormal com ardor, formigamento e coceira, percebidos na pele e sem motivo aparente);
  • Tremor;
  • Distúrbio de atenção;
  • Distúrbio de fala;
  • Diplopia (visão dupla);
  • Visão turva;
  • Aumento das enzimas do fígado;
  • Rash (erupções cutâneas);
  • Prurido (coceira);
  • Hiperidrose (transpiração anormalmente aumentada);
  • Artralgia (dor nas articulações), mialgia (dor muscular), espasmos musculares, dor no pescoço e fraqueza muscular.

Reações raras – afetam entre 0,01% e 0,1% dos pacientes

  • Alteração na libido;
  • Nível de consciência deprimido;
  • Deficiência visual;
  • Lesão hepatocelular (lesão das células do fígado), colestática [lesão devido a doenças que acometem as vias biliares (ductos que levam a bile produzida no fígado até o intestino)] ou mista;
  • Urticária (erupção na pele, geralmente de origem alérgica, que causa coceira);
  • Distúrbios de marcha (andar alterado);
  • Quedas (principalmente em pacientes idosos e quando Zolpidem não é administrado de acordo com as recomendações).

Reações muito raras – afetam menos de 0,01% dos pacientes

  • Desilusão;
  • Dependência (sintomas de retirada ou efeito rebote podem ocorrer após a descontinuação do tratamento);
  • Depressão respiratória.

Reações com frequência desconhecida:

  • Edema angioneurótico (edema transitório súbito de áreas da pele ou membranas mucosas e ocasionalmente das vísceras, geralmente associadas com urticária, eritema e púrpura);
  • Acessos de raiva;
  • Comportamento inapropriado;
  • Tolerância ao medicamento.

Outras reações citadas pela bula

  • Desenvolvimento do abuso, com maior risco para pacientes com históricos de distúrbios psiquiátricos e/ou abuso de álcool ou drogas;
  • Nervosismo;
  • Ideias delirantes;
  • Distúrbios de comportamento.

Ao experimentar qualquer uma das reações descritas acima ou ainda algum outro tipo de efeito colateral, procure imediatamente o auxílio médico, mesmo que o sintoma em questão não aparente ser muito grave.

Isso é fundamental para descobrir a real seriedade da reação, receber o tratamento apropriado e saber como proceder em relação à continuidade do uso de Zolpidem.

Não interrompa o tratamento com Zolpidem por conta própria, sem a orientação médica, porque isso pode ser perigoso para a sua saúde.

O perigo da superdosagem

O principal cuidado que se deve ter com Zolpidem é utilizá-lo somente quando o médico prescrever ou autorizar e seguir todas as orientações do profissional em relação ao tratamento, incluindo a dosagem, frequência, duração e horários de uso do remédio.

A automedicação com uma dosagem equivocada e exagerada representa sérios riscos para a saúde.

Segundo a bula de Hemitartarato de Zolpidem da Teuto, disponibilizada pela Anvisa, a superdosagem de Zolpidem sozinho ou junto com depressores do SNC ou bebidas alcoólicas pode resultar em sintomas que vão da perda da consciência ao coma e sinais mais severos que incluem consequências fatais.

Outros cuidados

O médico também precisa ser informado a respeito de todas as doenças ou condições de saúde do paciente, assim como deve ter conhecimento de todos os outros medicamentos, suplementos ou plantas que a pessoa use para checar se não pode fazer mal utilizar Zolpidem ao mesmo tempo em que a substância já empregada.

Por exemplo, o medicamento não pode ser utilizado simultaneamente à administração de remédios psicoativos e ao consumo de bebidas alcoólicas.

Além disso, ele deve ser utilizado com cautela em pessoas com síndrome da apneia do sono (doença em que ocorre interrupção da respiração durante o sono), miastenia gravis (doença que acomete os nervos e os músculos cuja principal característica é o cansaço), que apresentam sintomas de depressão e podem ter tendências suicidas

Pelo fato do Zolpidem poder provocar a amnésia anterógrada (perda da memória para fatos que aconteceram logo após o uso do medicamento), recomenda-se que ele seja ingerido imediatamente antes de dormir e que haja condições favoráveis para um sono sem interrupções por sete a oito horas.

Para quem dirige veículos ou opera máquinas, é importante saber que o remédio pode provocar reações como sonolência, tempo de reação prolongado, tontura, visão borrada ou visão dupla e redução do estado de alerta e condução prejudicada na manhã seguinte à administração, que podem tornar essas atividades perigosas.

Zolpidem emagrece?

Agora que já analisamos se o Zolpidem faz mal e discorremos sobre todos os seus efeitos colaterais, podemos ver se o medicamento emagrece. Sua bula informa que uma das possíveis reações adversas do medicamento é o distúrbio de apetite. O documento apresenta o efeito colateral como incomum, ou seja, que atinge entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam o medicamento.

Um distúrbio no apetite pode indicar tanto um apetite elevado quanto um apetite diminuído. Se o apetite do usuário reduzir, ele poderá emagrecer; entretanto, se o seu apetite aumentar, ele poderá engordar.

Mas isso são apenas possibilidades, que não nos permite dizer com certeza se Zolpidem emagrece ou engorda. Além disso, sabemos que o objetivo do medicamento não é diminuir ou aumentar o peso, mas sim tratar um tipo de insônia.

Por outro lado, medicações como Zolpidem resultam em uma liberação do comportamento que podem, indiretamente, estimular o ganho de peso.

Da mesma forma como ocorre com o álcool, por vezes as pessoas acabam fazendo coisas que tentavam controlar. Assim, alguém que está de dieta pode ter um escape e “assalta a geladeira”.

Se você perceber que engordou ou emagreceu, principalmente de maneira expressiva, durante o seu tratamento com Zolpidem, informe seu médico a respeito disso para saber se a alteração no peso pode estar associada ao remédio e verificar o que deve ser feito para reverter a situação.

Vale lembrar que você jamais deve utilizar qualquer medicamento que não foi prescrito pelo médico apenas com o intuito de emagrecer ou engordar porque isso pode prejudicar seriamente a sua saúde, ainda mais quando falamos de um remédio como Zolpidem, que pode provocar efeitos colaterais graves como a dependência.

Atenção

Este artigo serve somente para informar e jamais pode substituir as orientações do médico e a leitura da bula do remédio na íntegra. Antes de usar qualquer medicamento, consulte o médico e leia toda a bula do remédio em questão.

Você já tinha ouvido falar que o Zolpidem faz mal em alguma situação? Conhece alguém que já usou e teve efeitos colaterais? Comente abaixo!

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Sobre Felipe Santos e Dra. Patrícia Leite

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