Velija Dá Sono? Para Que Serve e Efeitos Colaterais

Especialista:
atualizado em 10/06/2020

Confira se Velija dá sono, o que é e para que serve esse medicamento, além dos possíveis efeitos colaterais e contraindicações do mesmo.

Sentir sono faz parte do dia a dia e serve como um aviso do nosso corpo para informar ele está precisando descansar. Entretanto, existem situações em que o sono aumenta além da conta, como pode ocorrer com o uso de determinados medicamentos. Mas seria Velija um dos remédios que pode dar sono?

Para quem está prestes a começar a utilizar o medicamento é importante saber se Velija dá sono, pois permite se preparar para lidar com a reação. Isso porque que ficar muito sonolento pode atrapalhar a execução de tarefas rotineiras como trabalhar, estudar, praticar atividades físicas e preparar refeições saudáveis com o devido cuidado.

Para conhecer um pouco mais o remédio, veja também se Velija engorda ou emagrece. Vale a pena ainda conferir outras opções de remédio para depressão mais usados.

O que é e para que serve Velija?

Antes de entrarmos propriamente na questão se Velija dá sono, vamos ficar mais familiarizados com as indicações deste medicamento.

Pois bem, Velija (cloridrato de duloxetina) é um remédio de uso oral e adulto acima dos 18 anos de idade, encontrado em cápsulas de 30 mg e 60 mg, que pode ser indicado para o tratamento do transtorno depressivo maior, a depressão.

Ele também pode ser prescrito para o tratamento da dor neuropática diabética periférica, da fibromialgia em pacientes com transtorno depressivo maior, dos estados de dor crônica associados à dor lombar crônica, dos estados de dor crônica associados à dor devido à osteoartrite de joelho em pacientes com mais de 40 anos e do transtorno de ansiedade generalizada.

A sua comercialização é permitida somente com a apresentação da receita médica. As informações são da bula de Velija, disponibilizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do site Consulta Remédios.

E então, será que Velija dá sono?

Sim, podemos afirmar que Velija dá sono porque a sonolência é apresentada pela bula do medicamento como uma das reações adversas que ele pode causar.

No caso do tratamento do transtorno depressivo maior e dos estados de dor crônica associados à dor lombar crônica e à dor devido à osteoartrite de joelho, a sonolência é classificada como uma reação comum, ou seja, que atinge 1% a 10% dos pacientes que usam o remédio.

Já para o tratamento da dor neuropática periférica diabética, do transtorno de ansiedade generalizada e da fibromialgia, a sonolência é listada como uma reação muito comum, ou seja, que afeta mais de 10% dos pacientes que utilizam o medicamento.

Caso experimente sonolência excessiva durante o seu tratamento com Velija, especialmente ao ponto de interferir na rotina normal da sua vida, informe o seu médico a respeito do problema para saber o que fazer para amenizá-lo sem prejudicar a sua saúde. Não interrompa o uso do remédio sem antes consultar o médico que o prescreveu porque isso pode ser perigoso.

Os efeitos colaterais de Velija

De acordo com informações da bula do medicamento, disponibilizada pela Anvisa, a lista de efeitos colaterais gerais do remédio inclui:

Reações muito comuns – em mais de 10% dos pacientes:

  • Boca seca;
  • Náusea (vontade de vomitar);
  • Dor de cabeça.

Reações comuns – entre 1% a 10% dos pacientes:

  • Palpitações;
  • Visão borrada;
  • Constipação (intestino preso);
  • Diarreia;
  • Vômito;
  • Dispepsia (indigestão);
  • Dor abdominal;
  • Flatulência (gases);
  • Fadiga (cansaço);
  • Diminuição de peso;
  • Aumento da pressão sanguínea;
  • Diminuição do apetite;
  • Dor musculoesquelética;
  • Espasmo muscular (contração involuntária do músculo);
  • Tontura;
  • Letargia (sensação de lentidão de movimentos e raciocínio);
  • Tremor;
  • Disgeusia (alteração do paladar);
  • Parestesia (adormecimento ou formigamento de partes do corpo);
  • Insônia;
  • Alteração do orgasmo;
  • Diminuição da libido (diminuição do desejo sexual);
  • Ansiedade;
  • Distúrbio do sono;
  • Agitação;
  • Sonhos anormais;
  • Alteração da frequência urinária;
  • Distúrbio de ejaculação;
  • Disfunção erétil;
  • Retardo na ejaculação;
  • Dor orofaríngea (dor de garganta);
  • Bocejo;
  • Hiperidrose (suor em excesso);
  • Prurido (coceira);
  • Rubor (vermelhidão da pele).

Reações incomuns – entre 0,1% e 1% dos pacientes:

  • Taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos);
  • Vertigem (falsa sensação de movimentos);
  • Dor de ouvido;
  • Zumbido no ouvido;
  • Midríase (dilatação da pupila);
  • Distúrbio visual;
  • Ressecamento dos olhos;
  • Eructação (arroto);
  • Gastroenterite (inflamação das paredes do estômago e do intestino);
  • Gastrite (inflamação no estômago);
  • Hemorragia gastrointestinal;
  • Halitose (mau hálito);
  • Disfagia (dificuldade para engolir);
  • Quedas;
  • Sensação de anormalidade;
  • Sensação de frio;
  • Sensação de calor;
  • Mal-estar;
  • Sede;
  • Calafrio;
  • Laringite (irritação ou inflamação da laringe);
  • Achados laboratoriais relacionados à alterações de enzimas do fígado;
  • Aumento de peso;
  • Desidratação;
  • Rigidez muscular;
  • Contração muscular;
  • Distúrbio da atenção;
  • Discinesia (movimentos involuntários);
  • Baixa qualidade do sono;
  • Bruxismo (ranger os dentes);
  • Desorientação;
  • Apatia;
  • Noctúria (aumento da frequência urinária noturna);
  • Hesitação urinária;
  • Retenção urinária;
  • Disúria (dor ao urinar);
  • Poliúria (aumento do volume urinário);
  • Diminuição do fluxo urinário;
  • Dor testicular;
  • Disfunção sexual;
  • Sintomas da menopausa;
  • Constrição da orofaringe (dificuldade de engolir, engasgar);
  • Suores noturnos;
  • Reação de fotossensibilidade;
  • Suor frio;
  • Dermatite de contato (inflamação na pele causada pelo contato com substâncias externas);
  • Maior tendência à contusão;
  • Extremidades frias;
  • Hipotensão ortostática (redução da pressão arterial ao levantar).

Reações raras – entre 0,01% a 1% dos pacientes:

  • Hipotireoidismo (diminuição do funcionamento da glândula tireoide);
  • Estomatite (feridas na boca);
  • Distúrbio da marcha (dificuldade para andar);
  • Aumento do colesterol sanguíneo;
  • Mioclonia (movimentos involuntários muito bruscos dos braços ou das pernas durante o sono);
  • Odor urinário anormal;
  • Distúrbio menstrual.

Relatos espontâneos pós-lançamento:

Reações raras – entre 0,01% e 0,1% dos pacientes:

  • Alucinações;
  • Retenção urinária;
  • Erupção cutânea (feridas na pele).

Reações muito raras – em menos de 0,01% dos pacientes:

  • Arritmia supraventricular (alteração dos batimentos cardíacos);
  • Zumbido no ouvido após interrupção do tratamento;
  • Síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético;
  • Glaucoma (aumento da pressão do olho);
  • Colite microscópica (inflamação crônica do intestino grosso);
  • Hepatite (inflamação das células do fígado);
  • Icterícia (pele amarelada em função do aumento de bilirrubina);
  • Reação anafilática (reação alérgica generalizada);
  • Hipersensibilidade;
  • Aumento das enzimas do fígado;
  • Aumento da bilirrubina;
  • Hiponatremia (baixa concentração de sódio no sangue);
  • Hiperglicemia;
  • Trismo (contração muscular prolongada da mandíbula);
  • Distúrbios extrapiramidais (rigidez associada a tremor);
  • Parestesia;
  • Síndrome das pernas inquietas;
  • Síndrome serotoninérgica (conjunto de características clínicas de alterações no estado mental e na atividade neuromuscular em combinação com disfunção do sistema nervoso autônomo);
  • Convulsões (contração involuntária e intensa dos músculos), que podem ocorrer após a descontinuação do tratamento;
  • Mania (crise de euforia), agressão e raiva (particularmente no início do tratamento ou após a descontinuação do tratamento);
  • Sangramento ginecológico;
  • Galactorreia (produção de leite pelas mamas);
  • Hiperprolactinemia (produção excessiva do hormônio prolactina);
  • Edema angioneurótico (tipo de inchaço);
  • Contusão;
  • Vasculite cutânea [processo caracterizado pela inflamação e lesão das paredes dos vasos sanguíneos (algumas vezes com envolvimento sistêmico)];
  • Equimose (mancha roxa devido à presença de sangue no tecido);
  • Síndrome de StevensJohnson (doença de pele grave);
  • Urticária (coceira);
  • Hipotensão ortostática (redução da pressão arterial ao levantar);
  • Síncope (desmaio, especialmente no início do tratamento);
  • Crises hipertensivas (aumento de pressão arterial).

Podem haver diferenças em relação aos efeitos colaterais dependendo da condição para qual Velija é utilizada. Leia a bula e converse com o seu médico para saber mais a respeito disso.

Caso experimente qualquer um dos efeitos colaterais apresentados acima ou ainda algum outro tipo de reação adversa, procure rapidamente o auxílio médico mesmo que não imagine se tratar de um problema tão grave assim.

Isso é necessário para verificar a real seriedade do efeito colateral em questão, receber o tratamento apropriado e saber como proceder com segurança em relação à continuidade ou não do uso do medicamento.

Contraindicações e cuidados com Velija

O remédio não pode ser utilizado pelos seguintes pacientes:

  • Alérgicos ao cloridrato de duloxetina ou a qualquer outro componente da formulação do medicamento;
  • Que estejam utilizando algum medicamento inibidor da monoaminoxidase (IMAO), como sulfato de tranilcipromina e moclobemida ou tiverem parado de tomar um IMAO nos últimos 14 dias. O uso de Velija® com um IMAO pode causar efeitos colaterais graves ou provocar risco à vida; não se deve tomar um IMAO por, pelo menos, cinco dias após a interrupção do tratamento com Velija;
  • Mulheres que amamentam;
  • Que têm menos de 18 anos de idade.

As pacientes gestantes só podem ser tratadas com o medicamento quando o benefício potencial justificar os riscos para o feto, o que deve ser avaliado pelo médico.

Quem faz uso de qualquer medicamento, suplemento ou planta precisa informar ao médico a respeito disso antes de dar início ao tratamento com Velija para que o profissional verifique se não faz mal usar os dois ao mesmo tempo.

O paciente só deve usar o medicamento quando o mesmo for prescrito pelo médico e sempre conforme as dosagens indicadas pelo profissional, já que a posologia adequada varia de caso para caso, conforme a condição a ser tratada e os problemas de saúde prévios de cada pessoa.

Enquanto se trata com o remédio, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas porque a sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas. As informações são da bula de Velija, disponibilizada pela Anvisa.

Atenção: este artigo serve unicamente para informar e não substitui a conversa com o médico e a leitura de toda a bula que precisam ocorrer antes do início do tratamento com Velija.

Fontes e Referências adicionais

Você já tinha percebido que Velija dá sono em você? Recebeu a indicação médica deste remédio? Comente abaixo!

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Sobre Dr. Rafael Ferreira de Moraes

Dr. Rafael Moraes formou-se em Medicina pela Universidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy em 2013. Pós-graduado em Psiquiatria pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde atuou nos atendimentos ambulatoriais da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e Casa de Medicina da PUC-Rio. Atualmente, exerce sua especialidade em três municípios do estado do Rio de Janeiro: Teresópolis, Magé e Rio de Janeiro, capital. Dr. Rafael é a promessa da Psiquiatria atual, jovem, que preza pelo acolhimento ao paciente unido ao que há de mais recente nesta área em constante evolução. Para mais informações, entre em contato com ele em sua conta oficial no Instagram (@rafafmoraes)

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