Roacutan Dá Sono? Como Tomar e Efeitos Colaterais

Especialista:
atualizado em 02/06/2020

Veja se é verdade que o Roacutan dá sono, quais são as indicações desse medicamento, como tomar e possíveis efeitos colaterais do consumo.

Por mais que se trate de um medicamento conhecido, algumas pessoas podem questionar se Roacutan dá sono ao receberem a indicação do dermatologista para usar o medicamento. E essa é uma preocupação válida, afinal, ficar sonolento interfere na execução de tarefas básicas e necessários do dia a dia como trabalhar, estudar, cuidados dos filhos e da casa, praticar exercícios físicos e preparar refeições saudáveis com cuidado.

Para quem recebeu a prescrição para usar o medicamento ou simplesmente tem curiosidade ou interesse no remédio, também vai valer a pena aprender se Roacutan engorda ou emagrece.

O que é e para que serve Roacutan

Roacutan (isotretinoína) é um medicamento de uso oral e adulto que pode ser indicado para o tratamento de formas graves de acne, como a nódulo-cística e conglobata ou acne com risco de cicatrizes permanentes, e para quadros de acne que foram resistentes a tratamentos anteriores, como os com antibióticos ou remédios de uso tópico, como as pomadas para espinha.

Ele é encontrado na forma de cápsulas gelatinosas e a sua comercialização exige a apresentação da prescrição médica. As informações são da bula de Roacutan.

E então, será que Roacutan dá sono?

Para descobrirmos se Roacutan dá sono, o nosso primeiro passo foi conferir o que a bula do remédio nos informa a respeito disso. Pois bem, o documento não menciona a sonolência como um dos possíveis efeitos colaterais do medicamento. Portanto, se você usa o remédio e anda sonolento, podem haver outras causas para o sono excessivo experimentado por você.

No entanto, isso não significa que Roacutan não possa interferir com o sono. É que a bula apresenta a insônia como uma das possíveis reações adversas que o remédio pode provocar. O efeito aparece classificado no grupo das reações muito raras, ou seja, que atingem em menos de 0,01% dos pacientes que usam o medicamento.

A isotretinoína (princípio ativo de Roacutan) realmente tem, entre os efeitos adversos descritos em bula, distúrbios do sono como insônia (pesadelos não são descritos), mas é muito raro (menos de 0,01% dos casos). O ideal é que você seja reavaliado pelo seu dermatologista para que esta relação seja definida ou descartada.

Portanto, se você sofrer com problemas de sono durante o seu tratamento com o medicamento, procure novamente o seu dermatologista e informe-o a respeito do problema para saber como deve proceder para amenizar a situação.

Outros efeitos colaterais de Roacutan

Além da insônia, outras reações adversas podem ser provocadas pelo remédio. De acordo com o que informa a sua bula, esses efeitos incluem:

Reações muito comuns – atingem mais de 10% dos pacientes:

  • Anemia;
  • Aumento nas plaquetas ou diminuição da contagem plaquetária (trombocitopenia);
  • Elevação da taxa de sedimentação;
  • Blefarite (inflamação na borda da pálpebra);
  • Conjuntivite;
  • Irritação ocular;
  • Ressecamento ocular;
  • Elevações transitórias e reversíveis de transaminases hepáticas;
  • Fragilidade cutânea;
  • Prurido (coceira na pele);
  • Ressecamento da pele e dos lábios;
  • Mialgia (dores musculares);
  • Dores articulares;
  • Lombalgia (dor na região lombar);
  • Aumento de triglicérides e colesterol séricos;
  • Diminuição de HDL (colesterol bom).

Reação comum – atinge entre 1% a 10% dos pacientes:

  • Neutropenia (diminuição do número de neutrófilos no sangue);
  • Dor de cabeça;
  • Ressecamento da mucosa nasal;
  • Hematúria (presença de sangue na urina);
  • Proteinúria (proteína na urina).

Reações raras – atinge entre 0,01% a 0,1% dos pacientes:

  • Depressão;
  • Reações alérgicas da pele;
  • Hipersensibilidade sistêmica;
  • Alopecia reversível (queda temporária de cabelos e pelos).

Reações muito raras – atinge menos de 0,01% dos pacientes:

  • Infecções bacterianas locais ou sistêmicas por microrganismos gram-positivos (Staphylococcus aureus);
  • Linfadenopatia (crescimento de um ou mais gânglios, especialmente dos situados no pescoço, axilas e virilha);
  • Diabetes mellitus;
  • Células brancas na urina;
  • Hiperuricemia (aumento dos valores do ácido úrico no sangue);
  • Aumento da pressão intracraniana;
  • Alterações comportamentais;
  • Tentativa de suicídio;
  • Suicídio;
  • Convulsões;
  • Tontura;
  • Letargia (temporária e completa da sensibilidade e do movimento);
  • Parestesia (formigamento no corpo);
  • Desmaio;
  • Distúrbios visuais;
  • Catarata lenticular;
  • Visão turva;
  • Distúrbios visuais de cor (reversível com a descontinuação);
  • Intolerância a lentes de contato;
  • Opacidade da córnea;
  • Distúrbios da adaptação ao escuro (visão noturna diminuída);
  • Ceratite (inflamação da córnea);
  • Fotofobia (sensibilidade à luz);
  • Papiledema (inchaço da papila – ponto em que o nervo óptico entra no olho) como sinal de hipertensão intracraniana benigna;
  • Redução da audição em algumas frequências;
  • Zumbido;
  • Broncoespasmo (particularmente em pacientes com uma história prévia de asma);
  • Colite (inflamação do cólon);
  • Ileíte (inflamação do íleo);
  • Hemorragia gastrointestinal;
  • Náusea;
  • Diarreia grave;
  • Doença inflamatória intestinal, como doença de Crohn;
  • Risco de desenvolver pancreatite, (com pancreatite fatal raramente relatada), especialmente nos pacientes como níveis elevados de triglicérides
  • Hepatite;
  • Palpitação;
  • Taquicardia;
  • Exantema (manifestações na pele características de uma doença infecciosa e contagiosa com presença de febre);
  • Acne fulminante;
  • Piora da acne (ocorre no início do tratamento e persiste durante várias semanas);
  • Dermatite facial;
  • Distrofia ungueal (modificação na forma e função da unha);
  • Hirsutismo (desenvolvimento exagerado de pelos);
  • Granuloma piogênico (com formação de pus);
  • Paroníquia (infecção da pele que fica ao redor das unhas da mão ou do pé);
  • Sudorese (aumento de suor);
  • Hiperpigmentação da pele;
  • Fotossensibilidade;
  • Aumento na formação de tecidos de granulação;
  • Hiperosteose (hipertrofia do tecido ósseo);
  • Artrite;
  • Calcificação dos ligamentos e tendões;
  • Redução na densidade óssea;
  • Fechamento epifisário (parte dos ossos longos relacionada ao crescimento) prematuro,;
  • Tendinite;
  • Glomerulonefrite (inflamação dos glomérulos dos rins);
  • Vasculite (inflamação da parede dos vasos, por exemplo, granulomatose de Wegener);
  • Vasculite alérgica;
  • Inchaço;
  • Cansaço.

Reações com frequência não estabelecida:

  • Diminuição da contagem de células brancas sanguíneas;
  • Alterações de células vermelhas (como redução da contagem de células vermelhas e hematócritos);
  • Respostas alérgicas;
  • Infecções (incluindo herpes simples disseminado);
  • Irregularidades menstruais;
  • Alterações urogenitais não específicas (nos órgãos urinários e genitais);
  • Doença vascular trombótica;
  • Perda de peso;
  • Diminuição da espessura de cabelos;
  • Surdez;
  • Eritema multiforme (reação inflamatória na pele);
  • Síndrome de Stevens-Johnson (forma grave de reação alérgica caracterizada por bolhas em mucosas e em grandes áreas do corpo);
  • Necrólise epidérmica tóxica (descamação grave da camada superior da pele);
  • Infarto cerebral;
  • Casos sérios de rabdomiólise, frequentemente levando à hospitalização e alguns casos com evolução fatal, particularmente naqueles que realizam atividade física intensa;
  • Casos de surdez foram relatados – em caso de piora da audição, ou de ocorrência de tinido (zumbido ou chiado no ouvido), o uso do remédio deve ser interrompido, e a avaliação médica, indicada.

Contraindicações e cuidados com Roacutan

Roacutan é um medicamento pesado, ao ponto da bula enfatizar que o ele só deve ser prescrito por médicos que tenham experiência com o uso de retinoides sistêmicos e que entendam a teratogenicidade (capacidade de provocar malformações no feto) associada ao remédio.

O documento também ressalta que o medicamento pode ser usado apenas quando for receitado por um médico e que ele pode provocar efeitos colaterais que exigem um acompanhamento médico constante. Por isso, você jamais usar Roacutan por conta própria, automedicando-se, e nunca deve repassar a receita ou o remédio para outra pessoa.

Dito isso, vamos conhecer as contraindicações do medicamento:

  • Insuficiência hepática;
  • Alergia conhecida à isotretinoína ou a qualquer substância contida na cápsula;
  • Alergia à soja;
  • Alergia a parabenos;
  • Aumento excessivo de vitamina A no organismo antes do início do tratamento;
  • Uso de tetraciclinas e derivados;
  • Valores lipídicos sanguíneos excessivamente elevados no sangue;
  • Gestação ou possibilidade de engravidar;
  • Amamentação.

O remédio também representa riscos em relação a distúrbios do fígado e da vesícula biliar, metabolismo lipídico, distúrbios psiquiátricos, distúrbios do musculoesquelético e tecido conjuntivo, distúrbios do sangue, distúrbios do tecido cutâneo e subcutâneo, distúrbios visuais, hipertensão intracraniana benigna, distúrbio gastrointestinal e reações alérgicas. Portanto, o tratamento com Roacutan exige um monitoramento médico em relação a esses perigos.

Tanto que a bula destaca que o tratamento com o medicamento exige precaução nos casos especiais:

  • Diabetes ou suspeita da doença;
  • Obesidade;
  • Alcoolismo;
  • Distúrbios do metabolismo lipídico;
  • Insuficiência renal grave;
  • Homens e mulheres com potencial reprodutivo;
  • Pacientes pediátricos;
  • Pacientes idosos.

Além disso, deve-se evitar doar sangue durante e até um mês após o término do tratamento com o medicamento. O tratamento com o remédio também exige cautela na direção de veículos ou operação de máquinas, uma vez que ele pode causar a diminuição da visão noturna.

Antes de começar a usar Roacutan, é fundamental relatar ao médico todos os medicamentos, suplementos e plantas que já use para que ele verifique se não pode fazer mal administrar ambos ao mesmo tempo.

Como tomar Roacutan?

A bula ensina que as cápsulas de Roacutan devem ser administradas pela via oral, durante as refeições, uma ou duas vezes ao dia, sempre e apenas conforme a dosagem que foi determinada pelo médico. O paciente também deve obedecer as instruções do dermatologista em relação a frequência e aos horários de uso do remédio e à duração do tratamento.

Não utilize uma dosagem maior do que a recomendada pelo médico e nem tome as cápsulas de Roacutan mais vezes por dia do que as indicadas pelo profissional, pois isso poderá ser perigoso para a sua saúde.

Atenção: este artigo serve unicamente para informar e jamais pode substituir a leitura da bula na íntegra e a conversa com o médico que devem ocorrer antes do início do tratamento com qualquer remédio, especialmente de um medicamento pesado como Roacutan.

Fontes e Referências Adicionais:

Você chegou a perceber que Roacutan dá sono para você? Já fez uso desse medicamento mais de uma vez? Comente abaixo!

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