Do Que é Feito o Red Bull – Composição, Ingredientes e Cuidados

Especialista:
atualizado em 04/02/2020

Confira do que é feito o Red Bull, uma famosa bebida energética que podemos encontrar à venda em supermercados e outros estabelecimentos. Veja quais são os ingredientes da sua composição e cuidados ao tomar.

Ao consumir o produto, você já parou para pensar se os seus ingredientes não podem ser prejudiciais à saúde?

Inclusive para quem tem dúvidas se a bebida energética tira o sono mesmo e/ou deseja saber se Red Bull engorda, conhecer do que é feito o Red Bull com certeza vai ajudar bastante a sanar os questionamentos.

E então, do que é feito o Red Bull?

A bebida energética da Red Bull está disponível nas seguintes versões: Red Bull Energy Drink (tradicional), Red Bull Sugarfree, Red Bull Açaí Edition, Red Bull Red Edition, Red Bull Tropical Edition, Red Bull Coconut Edition e Red Bull Summer Edition.

Para começarmos a entender do que é feito o Red Bull, vamos conhecer os ingredientes encontrados em cada uma dessas versões do produto, de acordo com as informações contidas no site da própria fabricante.

  1. Red Bull Energy Drink (tradicional): Cafeína, taurina, vitaminas do complexo B, açúcares e água dos Alpes.
  2. Red Bull Sugarfree: Cafeína, vitaminas do complexo B, taurina, sucralose, acessulfame K e água dos Alpes.
  3. Red Bull Açaí Edition: Cafeína, vitaminas do complexo B, açúcares, taurina e água dos Alpes.
  4. Red Bull Red Edition: Cafeína, vitaminas do complexo B, açúcares, taurina e água dos Alpes.
  5. Red Bull Tropical Edition: Cafeína, vitaminas do complexo B, açúcares, taurina e água dos Alpes.
  6. Red Bull Coconut Edition: Cafeína, vitaminas do complexo B, açúcares, taurina e água dos Alpes.
  7. Red Bull Summer Edition: Cafeína, vitaminas do complexo B, açúcares, taurina e água dos Alpes.

Agora que conhecemos do que é feito o Red Bull em suas diferentes versões e edições, vamos falar sobre os ingredientes da bebida energética que exigem o nosso cuidado!

A cafeína

É uma substância estimulante, que pode ser considerada um dos principais itens da composição do energético. Segundo a fabricante, uma latinha de 250 ml de Red Bull em suas variadas versões é composto por 80 mg de cafeína.

O valor pode não aparentar ser tão elevado assim, entretanto, quando uma pessoa toma várias latinhas do energético, acumulará uma quantidade significativa de cafeína no seu organismo, o que não é nada legal, especialmente para as pessoas que sofrem com uma sensibilidade ou intolerância à cafeína.

De acordo com a Mayo Clinic, organização da área de serviços médicos e pesquisas médico-hospitalares dos Estados Unidos, o consumo excessivo de cafeína pode resultar em efeitos colaterais como dor de cabeça, insônia, nervosismo, irritabilidade, inquietação, urina frequente, inabilidade para controlar a urina, perturbação no estômago, batimento cardíaco rápido e tremores musculares.

Já segundo o site WebMD, a ingestão de muita cafeína também pode provocar náusea, vômito, aumento da respiração, ansiedade, agitação, dor no peito e zumbido nos ouvidos.

No entanto, para as pessoas mais susceptíveis aos efeitos da cafeína, reações como problemas para dormir ou inquietação já podem aparecer mesmo com a ingestão de pequenas quantidades da substância, apontou a Mayo Clinic. Aproveite e veja em detalhes se cafeína faz mal ou bem afinal.

A Mayo Clinic também alertou que a cafeína pode interagir com determinados medicamentos e suplementos de ervas. Portanto, que faz uso desses remédios precisa consultar o médico para saber se não pode ser perigoso tomar Red Bull ou outros produtos com cafeína ao mesmo tempo em que usa o medicamento ou suplemento em questão.

O WebMD advertiu ainda que a cafeína pode piorar os distúrbios do sono em pessoas com AIDS e requer cuidados nos casos de crianças, gestantes, mulheres que amamentam e pacientes que sofrem com distúrbios de ansiedade, transtorno bipolar, distúrbios hemorrágicos, problemas no coração, diabetes, diarreia, epilepsia, glaucoma, pressão alta, falta de controle da bexiga (incontinência urinária), síndrome do intestino irritável, osteoporose, doença de Parkinson e esquizofrenia.

O açúcar

É outro ingrediente da composição de Red Bull que exige que se tenha cuidado com a bebida e que se mantenha a moderação em relação ao consumo do energético.

A fabricante informa que cada 100 ml de Red Bull em suas diferentes versões, com exceção do Red Bull Sugarfree, são compostos por 11 gramas de açúcar. Como cada latinha da bebida energética possui 250 ml, isso resulta em 27,5 gramas de açúcar em uma única latinha.

Essa quantidade se revela um tanto quanto elevada quando ficamos sabendo que a recomendação da Associação Americana do Coração é que os homens não consumam mais do que nove colheres de chá ou 36 gramas de açúcar por dia e que as mulheres não ingiram mais do que seis colheres de chá ou 25 gramas de açúcar diariamente.

Que muito açúcar engorda, você já deve estar saturado de saber. No entanto, o aumento de peso não é o único perigo que o consumo excessivo de açúcar pode provocar.

Conforme alertou a Harvard Health Publishing (Publicação de Saúde de Harvard, tradução livre), o consumo de muito açúcar adicionado, ou seja, do açúcar que é acrescentado aos produtos industrializados, tem impacto em relação ao desenvolvimento da diabetes e pode prejudicar também a saúde do coração.

A publicação explicou como isso funciona como uma bola de neve: as quantidades excessivas de açúcar sobrecarregam o fígado, o que ao longo do tempo pode resultar em um acúmulo maior de gorduras, que podem gerar a doença hepática gordurosa, que contribui com o aparecimento da diabetes, condição que aumenta os riscos de desenvolver doença no coração.

A ingestão de muitos açúcares adicionados também pode aumentar a pressão arterial e elevar a inflamação crônica, que também são vias patológicas para o desenvolvimento da doença no coração, acrescentou a Harvard Health Publishing.

Além disso, o professor de nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard T.H. Chan, Frank Hu, apontou que os efeitos do consumo de açúcares adicionados – maior pressão arterial, inflamação, ganho de peso, diabetes e doença hepática gordurosa – estão associados a um aumento no risco de ter ataque no coração e acidente vascular cerebral (AVC).

– Mas e quanto à versão livre de açúcar do produto?

Bem, uma vez que ela possui tanta cafeína quanto as outras versões de Red Bull, o produto ainda exige moderação. Mas não é só isso: no lugar do açúcar, o Red Bull Sugarfree é composto por adoçantes que podem não ser tão inofensivos assim.

Segundo a nutricionista e mestra em ciência nutricional Kelli McGrane, em artigo publicado no site Healthline, ainda que não forneça açúcar, o Red Bull Sugarfree pode aumentar o risco de desenvolvimento de diabetes do tipo 2 por conta da presença de adoçantes artificiais em sua composição.

“Pesquisas associaram o consumo regular de adoçantes artificiais com um risco aumentado de diabetes do tipo 2. (Eles) têm as suas próprias potenciais preocupações em relação à segurança e efeitos colaterais”, afirmou a nutricionista.

Outras preocupações com o uso de Red Bull

McGrane também mencionou uma pesquisa de autoria de cientistas da China, que apontou que a ingestão de bebidas ácidas – o que é o caso de Red Bull – pode danificar o esmalte dos dentes.

“Um estudo de tubo de ensaio de cinco dias identificou que expor o esmalte dos dentes humano às bebidas energéticas por 15 minutos, quatro vezes ao dia, resultou em uma perda significante e irreversível do esmalte dentário. Além disso, o estudo observou que as bebidas energéticas foram duas vezes mais prejudiciais ao esmalte dos dentes do que os refrigerantes”, relatou a mestra em ciência nutricional ao falar de outra pesquisa a respeito do tema.

A nutricionista também alertou que um estudo de 12 semanas conduzido em ratos indicou que a ingestão crônica de Red Bull pode resultar em um declínio da função renal. “Entretanto. esses resultados não foram replicados em estudos humanos. (Mas), pesquisas indicam uma ligação entre a ingestão elevada de açúcar e o aumento do risco da doença renal crônica. Como Red Bull é rico em açúcar, a ingestão frequente e excessiva pode aumentar o seu risco”, avaliou McGrane.

A mestra em ciência nutricional advertiu ainda contra a mistura de Red Bull com bebidas alcoólicas. Segundo ela, a cafeína do energético pode mascarar os efeitos do álcool, fazendo com que a pessoa sinta-se menos intoxicado quando, na verdade, está experimentando os prejuízos oriundos do álcool.

“Esse efeito pode ter consequências sérias. Um estudo identificou que estudantes em idade universitária que tomaram bebidas energéticas e álcool juntos eram mais propensos a beber e dirigir e experimentar lesões sérias associadas ao álcool do que quando o álcool foi consumido sozinho”, explicou a nutricionista.

No entanto, McGrane citou estudos observacionais que apontaram que para jovens adultos, a ingestão regular de bebidas energéticas como Red Bull está associada ao aumento do risco de dependência alcoólica e do uso de drogas ilícitas.

“É claro que nem todo mundo que toma Red Bull vai experimentar um aumento nos comportamentos de alto risco. Ainda assim é importante estar consciente dos riscos potenciais, especialmente para os adultos mais jovens e quando o álcool está envolvido”, afirmou a mestra em ciência nutricional.

Referências Adicionais:

Você já sabia do que é feito o Red Bull? Consome com frequência essa bebida energética na sua dieta? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é uma das nutricionistas mais conceituadas do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition. É ainda a nutricionista com mais inscritos no YouTube em português. Dra. Patricia Leite é a revisora geral de todo conteúdo desenvolvido pela equipe de redatores especializados do Mundo Boa Forma.

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