Jejum intermitente 12h ou 24 horas – Diferenças e como fazer

Especialista da área:
atualizado em 03/09/2021

Já pensou ficar 12 horas completas ou até mesmo 24 horas sem comer nada? Se para alguns isso parece totalmente impensável, para outros isso funciona como uma técnica de dieta. O método consiste em alternar períodos de jejum e alimentação regular com a finalidade de fazer o corpo utilizar os estoques de massa gorda para produzir energia. Essa prática é conhecida como jejum intermitente.

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O jejum intermitente ajuda na redução dos níveis de açúcar e insulina no sangue, favorecendo o emagrecimento e a prevenção de doenças, como a diabetes. Além do mais, essa estratégia nutricional possibilita o aumento da produção de hormônio do crescimento, que é essencial para a manutenção e o ganho da massa magra.

Esta técnica de dieta ainda ajuda a otimizar o metabolismo, a prevenir a flacidez e o envelhecimento precoce, além de permitir a desintoxicação do organismo. Atua ainda no combate às doenças cardiovasculares e na redução do colesterol e dos triglicerídeos. Durante a prática do jejum intermitente também é possível sentir uma melhora no humor e na disposição, ter melhoras na memória, apresentando uma sensação geral de bem estar.

Entretanto, antes de falar sobre as diferenças entre o jejum intermitente de 12h e o de 24h e como fazê-los, é importante que você saiba que o método é contraindicado para mulheres que estejam grávidas ou amamentando, crianças, adolescentes e pessoas diagnosticadas com doenças crônicas como diabetes e hipertensão.

As diferenças entre o jejum intermitente 12h e o de 24h e como fazer ambos

jejum intermitente

De maneira resumida, a proposta do jejum intermitente de 24 horas, que também é conhecido pelo nome de Coma-Pare-Coma (Eat-Stop-Eat, em inglês), é realmente ficar um dia todo sem comer. Se a última refeição da pessoa foi às 20h da segunda-feira, a sua próxima refeição só pode ocorrer às 20h da terça-feira. Esse processo pode acontecer de uma a três vezes a cada semana, sendo que duas vezes por semana é a frequência mais adotada.

Uma das vantagens do método é o déficit de calorias que ele promove, afinal, se a pessoa fica sem comer ao longo de todo um dia, vai deixar de consumir uma boa quantidade de calorias. Por outro lado, algumas pessoas podem apresentar problemas quando ficam sem comer por longos períodos de tempo, em particular aquelas que sofrem com baixos níveis de açúcar no sangue, condição que também é chamada de hipoglicemia.

Apesar de não ser permitido o consumo de alimentos sólidos, a pessoa pode ingerir água, café e chá sem açúcar ou adoçante durante o período do jejum.

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Ainda que o objetivo seja emagrecer, a pessoa precisa tomar cuidado com a alimentação dos dias em que não estiver de jejum, recomendação que cabe tanto para o jejum intermitente 12h quanto para o de 24 horas.

Nos períodos de alimentação é importante consumir alimentos que aumentem a saciedade e reponham os nutrientes. Ou seja, alimentos como vegetais, legumes, frutas, sementes, oleaginosas e proteínas magras precisam fazer parte do cardápio pós jejum, já que ao ficar tanto tempo sem se alimentar a pessoa pode ficar mais tentada a comer além da conta no dia seguinte, o que prejudica o metabolismo.

Além disso, comer muito nestes períodos de janela de alimentação pode fazer com que a pessoa corra o risco de não conseguir emagrecer conforme o esperado e ainda pode recuperar em 1 dia as calorias que foram economizadas no outro.

O jejum intermitente 12h

prato com relógio indicando jejum

Esta versão do jejum intermitente pode ser considerada mais leve, pois o período que a pessoa passa dormindo também é contabilizado. É o tipo mais comum do método e pode-se facilmente ingerir as três principais refeições ao longo do dia. O indivíduo pode, por exemplo, parar de comer às 20h de um sábado e voltar a alimentar-se às 8h da manhã do domingo.

Isso é interessante para quem não está habituado a passar longos períodos sem comer e sabe que terá dificuldades para passar pelo jejum. Isso porque, se descontarmos as oito horas de sono, o praticante do método passará somente quatro horas sem comer.

Uma vantagem de ficar menos tempo privado de se alimentar é que a pessoa pode conseguir se controlar melhor o consumo de alimentos após o período de jejum, do que seria capaz após ficar um dia inteiro sem comer absolutamente nada.

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Se o indivíduo perceber que consegue ficar mais tempo em jejum, ele pode ir aumentando gradativamente as horas sem se alimentar até atingir períodos maiores, como o de 24h.

Cuidados com o jejum intermitente 12h e 24h 

O primeiro passo que cabe para ambos os métodos é consultar um médico para saber se a pessoa realmente pode aderir ao jejum intermitente e contar com o acompanhamento deste profissional durante o processo.

Isso é importante porque o indivíduo ficará um bom período sem fornecer nutrientes e energia ao organismo, e é necessário saber quais as precauções precisam ser tomadas para evitar que a saúde seja prejudicada.

Quando o jejum intermitente acontece sem a orientação de um profissional de saúde ou é mal executado, pode provocar problemas como desnutrição, desidratação, hipoglicemia, fraqueza muscular e dificuldades de concentração, principalmente nos casos em que o indivíduo fizer parte do grupo de pessoas para as quais o método é contraindicado.

Algumas pessoas também podem experimentar problemas como dor de cabeça, fadiga, ansiedade e irritação ao jejuarem por muito tempo. Outro ponto importante é que a pessoa não deve praticar atividades físicas intensas enquanto estiver em jejum porque o corpo não poderá utilizar a energia da maneira devida.

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Entretanto exercícios físicos leves são recomendados por alguns especialistas, como uma forma de se aproveitar do processo de cetose, que é a utilização da gordura armazenada para o fornecimento de energia ao corpo.

Vídeos

Você já experimentou fazer o jejum intermitente 12h ou 24 horas alguma vez? Como foram seus resultados? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é Nutricionista - CRN-RJ 0510146-5. Ela é uma das mais conceituadas profissionais do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition.

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53 comentários em “Jejum intermitente 12h ou 24 horas – Diferenças e como fazer”

  1. Bom dia. Hoje existe uma polêmica com referência a isso. Desde jovem minha rotina se dava nesse contexto, só não chamava de jejum (no meu entender jejum, seria restrição de 1 dia ou mais para limpar o organismo, hoje “resetar”) Três refeições ao dia e ainda fazia atividades físicas em jejum. Comer de 3 em 3 horas pode ser que funcione também, porém não acho que seja viável, ao meno no meu caso: o organismo acabou de “limpar” o chão, vou eu e já “sujo” de novo. Pela orientação hindu, há muitas referências de que quem come demais, adoece com mais facilidade. Em resumo: muita coisa já existia antes de denominarem nomes. Em particular, se considerar 12h (incluindo o sono) fiz a vida inteira, nunca tive sequer mal estar. Cada caso, é um caso.

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