Mioflex A Dá Sono? Para Que Serve e Efeitos Colaterais

Veja a seguir se é verdade que Mioflex A dá sono, para que serve esse medicamento e quais são os possíveis efeitos colaterais de seu consumo.

Mioflex A é um medicamento de uso oral e adulto, composto por cafeína, carisoprodol, diclofenaco sódico e paracetamol, que pode ser encontrado em embalagens contendo quatro, 12 ou 30 comprimidos. Mas você saberia dizer para que serve esse remédio?

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Bem, a sua indicação é para o tratamento do reumatismo – um conjunto de doenças que pode afetar as articulações, músculos e esqueleto, caracterizado por dor, restrição de movimento e eventual presença de sinais inflamatórios.

Alguns exemplos de reumatismo incluem: lombalgia (dor da coluna lombar), osteoartrite, crise aguda de artrite reumatoide ou outras artropatias reumáticas, crise aguda de gota (doença caracterizada pela deposição de cristais de ácido úrico junto a articulações e em outros órgãos), estados inflamatórios agudos pós-traumáticos e pós-cirúrgicos.

Além disso, o medicamento também pode ser indicado pelo médico como auxiliar em processos inflamatórios graves oriundos de quadros infecciosos.

A comercialização de Mioflex A deve acontecer somente após a apresentação da prescrição médica branca comum, já que o medicamento só pode ser usado sob recomendação do médico.

Será que Mioflex A dá sono?

Ficar sonolento o dia todo, mesmo depois de uma bela noite de sono, não é legal para ninguém. Afinal, essa sonolência excessiva pode tornar mais difícil a realização de atividades básicas do dia a dia como estudar, trabalhar, preparar comidas saudáveis, praticar exercícios físicos ou limpar a casa, por exemplo.

Por isso, para quem ouviu do médico que precisa tomar o remédio, vale muito a pena saber se Mioflex A dá sono, não é mesmo?

Pois bem, para ajudar a saber se isso realmente pode acontecer, resolvemos consultar a bula do medicamento. E, segundo o documento, a sonolência é sim uma das possíveis reações adversas do medicamento e está classificada como um efeito colateral incomum do remédio.

Entretanto, a bula também informa que outra possível reação adversa de Mioflex A é a insônia, que aparece classificada como um de seus efeitos colaterais comuns. O documento também apresenta o aumento da vigília como outra possível reação do medicamento, porém, esclarece que a sua frequência é desconhecida.

Ou seja, se em alguns casos Mioflex A dá sono, em outros ele pode tirar o sono e deixar o usuário mais acordado.

Caso você experimente a sonolência ou a falta de sono, especialmente se isso acontecer de modo expressivo, informe o seu médico a respeito do problema para saber o que deve fazer em relação a isso para que a sua rotina não seja atrapalhada pelo sintoma em questão.

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A bula alerta que o tratamento não deve ser interrompido sem o conhecimento do médico; portanto, é realmente importante que você consulte o profissional antes de tomar qualquer decisão neste sentido.

Efeitos colaterais de Mioflex A

De acordo com informações da bula do remédio, disponibilizada pela Anvisa, ele pode provocar os seguintes efeitos colaterais:

Reações muito comuns (>1/10):

  • Aumento das enzimas do fígado.

Reações comuns (>1/100 e <1/10):

  • Cefaleia (dor de cabeça);
  • Tontura;
  • Tremor;
  • Dor;
  • Hemorragia gastrintestinal,
  • Perfuração gastrintestinal;
  • Úlceras gastrintestinais;
  • Diarreia;
  • Indigestão;
  • Náusea;
  • Vômitos;
  • Constipação (prisão de ventre);
  • Flatulência;
  • Dor abdominal;
  • Pirose (azia/queimação no estômago);
  • Retenção de fluidos corpóreos;
  • Edema (inchaço);
  • Rash (erupção cutânea);
  • Prurido (coceira);
  • Edema facial;
  • Anemia;
  • Distúrbios da coagulação;
  • Broncoespasmo;
  • Rinite;
  • Zumbido;
  • Febre;
  • Doença viral.

Reações incomuns (>1/1000 e <1/100):

  • Hipertensão;
  • Insuficiência cardíaca congestiva;
  • Vertigem;
  • Agitação;
  • Depressão;
  • Irritabilidade;
  • Ansiedade;
  • Alopecia (queda de cabelos ou pelos);
  • Problemas de pele como urticária, dermatite e eczema.

Reações raras (>1/10.000 e <1/1.000):

  • Meningite asséptica;
  • Convulsões;
  • Pancreatite;
  • Hepatite fulminante;
  • Insuficiência hepática;
  • Depressão respiratória;
  • Pneumonia;
  • Perda auditiva;
  • Agranulocitose (diminuição ou desaparecimento de granulócitos – um tipo de glóbulo branco);
  • Anemia aplástica (anemia da medula óssea e do sangue);
  • Anemia hemolítica (em que há a destruição prematura dos glóbulos vermelhos do sangue);
  • Reações anafilactoides;
  • Eritema multiforme (inflamação na pele);
  • Síndrome Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (doenças raras e graves que atingem a pele).

Reações com frequência desconhecida

  • Efeitos cardiovasculares: arritmia cardíaca, vasodilatação periférica (altas doses), infarto do miocárdio, angina, aumento do risco de eventos cardiovasculares, redução da perfusão esplâncnica (em recém-nascidos prematuros), palpitações, taquiarritmia, alargamento do complexo QRS do eletrocardiograma (doses moderadas a altas), hipotensão ortostática, síncope.
  • Efeitos dermatológicos: pustulose exantematosa generalizada aguda, dermatite de contato, dermatite liquenoide, dermatose bolhosa linear, necrose de pele, faceíte necrosante;
  • Efeitos metabólicos-endócrinos: acidose, hipoglicemia, hiperglicemia, distúrbios hidroeletrolíticos (hipocalemia, hipercalemia e hiponatremia), redução de testosterona circulante, aumento da estrona, aumento das globulinaS carreadoras de hormônios sexuais, rabdomiólise, aumento da perda de massa óssea, hipotermia;
  • Efeitos hepato (no fígado) e gastrintestinais: aumento da atividade motora do cólon, cirrose hepática, fibrose hepática, hepatotoxicidade, doença inflamatória intestinal, ulceração colônica, constrição dos diafragmas intestinais, perda proteica, esofagite, proctite, enterocolite pseudomembranosa, melena, icterícia;
  • Efeitos genitoreprodutivos: doença fibrocística das mamas, redução das taxas de concepção, aumento das taxas de gestações múltiplas (homens);
  • Efeitos hematológicos (associados ao sangue): coagulação intravascular disseminada, meta-hemoglobinemia, porfiria aguda intermitente;
  • Efeitos infecciosos: sepse;
  • Efeitos imunológicos: anafilaxia, reação de sensibilidade cruzada (meprobamato), reação de hipersensibilidade imune (quadriplegia, tontura, ataxia, diplopia, confusão mental, desorientação, edema angioneurótico e choque anafilático);
  • Efeitos musculoesqueléticos: dorsalgia crônica, paralisia muscular, fasciculações, destruição acetabular;
  • Efeitos neurológicos: hemorragia cerebral, síndrome de abstinência, redução da capacidade cognitiva), alucinações, psicose, dependência (uso prolongado), amnésia, acidente vascular cerebral, encefalite, mioclonia, parestesia;
  • Efeitos oftalmológicos: retinopatia, infiltrado de córnea, visão borrada, conjuntivite;
  • Efeitos otorrinolaringológicos: alteração do timbre de voz;
  • Efeitos renais: insuficiência renal aguda, síndrome nefrótica, nefrotoxicidade, necrose papilar, cistite, disúria, hematúria, nefrite intersticial, oligúria, poliúria, proteinúria, angioedema;
  • Efeitos respiratórios: dispneia, hiperventilação, taquipneia, edema agudo de pulmões, pneumonite.

Caso experimente qualquer um dos efeitos colaterais citados acima ou qualquer outro tipo de reação durante o seu tratamento com Mioflex A, procure rapidamente o auxílio médico, mesmo que o sintoma em questão não aparente ser muito grave.

Isso é importante para verificar a seriedade da reação, receber o tratamento apropriado e saber como deve proceder em relação ao uso do medicamento.

Contraindicações e cuidados com Mioflex A

O medicamento não pode ser utilizado por:

  • Pacientes com hipersensibilidade (alergia) a qualquer um dos componentes da fórmula do remédio;
  • Pessoas com insuficiência cardíaca (função prejudicada do coração), hepática (do fígado) ou renal grave (dos rins) e hipertensão arterial grave (pressão alta);
  • Indivíduos que apresentem hipersensibilidade aos anti-inflamatórios (por exemplo: ácido acetilsalicílico) com desencadeamento de quadros reativos, como os asmáticos nos quais pode ocasionar acessos de asma, urticária (coceira) ou rinite aguda (inflamação da mucosa do nariz);
  • Pessoas com hipertensão intra-craniana (pressão alta no cérebro) ou trauma cranioencefálico (trauma no cérebro);
  • Indivíduos que possuem a atividade do citocromo CYP2C19 reduzida (enzima do fígado), seja por doença ou por uso de outros medicamentos;
  • Mulheres grávidas;
  • Mulheres que estejam amamentando;
  • Crianças;
  • Adolescentes.

Antes de iniciar o tratamento, o paciente precisa informar ao médico a respeito de qualquer outro remédio, suplemento ou planta que utilize para que ele verifique se não faz mal usar as todas as substâncias ao mesmo tempo.

Quando o paciente tiver histórico de dispepsia (indigestão), sangramento gastrintestinal ou úlcera péptica (lesão na mucosa do esôfago-gastrintestinal), o médico deverá fazer uma análise cuidadosa por conta do risco de reativação de úlceras pépticas que o uso de Mioflex A traz.

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Se a indicação for de uma administração superior a 10 dias do medicamento, o paciente deve ser submetido a exames de sangue e provas de função hepático antes de começar o tratamento e, periodicamente, a seguir, para que o médico avalie a necessidade de suspender ou não o tratamento.

É importante saber ainda que o uso prolongado do remédio pode causar dependência e que a sua descontinuação pode provocar a síndrome da abstinência, quando ele é utilizado em doses elevadas e por muito tempo.

Ao experimentar reações alérgicas como coceira ou eritematosas (vermelhidão), febre, icterícia (amarelamento da pele), cianose (coloração azulada na pele devido à falta de oxigenação) ou sangue nas fezes, o paciente deve informar imediatamente ao médico, porque isso exige a pronta suspensão do medicamento.

Durante o tratamento, o paciente deve evitar dirigir veículos e máquinas perigosas, pois o remédio pode atrapalhar a capacidade de exercer essas atividades.

Usar de modo prolongado o diclofenaco, substância presente em Mioflex A já foi associado a problemas gastrintestinais graves como ulceração (lesões), sangramento e perfuração do estômago ou intestinos, em especial em pacientes idosos e debilitados.

Por isso e por conta de terem um risco maior de apresentarem uma depressão respiratório, o uso do remédio exige um acompanhamento cautela especial nos pacientes idosos, que geralmente são mais sensíveis aos medicamentos.

Mioflex A também precisa ser administrado com cuidado em pacientes que sofrem com doenças cardiovasculares, doenças no fígado ou nos rins e doenças obstrutivas ou restritivas nos pulmões.

Além disso, o uso crônico do dicoflenaco sódico aumenta o risco de danos nos rins, ocasionando um prejuízo à função do órgão.

O carisoprodol, outra substância de Mioflex A, pode dificultar o diagnóstico de condições agudas abdominais, provocar uma contração involuntária do esfíncter de Oddi (zona de maior pressão que regula a passagem da bile para o duodeno) e reduzir as secreções dos ductos biliar e pancreático (canais da vesícula biliar e pâncreas).

A substância também pode trazer maiores riscos de pressão baixa para os usuários desidratados.

Posologia de Mioflex A

A bula do remédio, disponibilizada pela Anvisa, informa que a dosagem mínima recomendada do medicamento é de um comprimido a cada 12 horas. Já a dosagem máxima indicada é de um comprimido a cada oito horas.

Porém, o documento alerta que quem deve determinar a dosagem ideal para cada paciente é o médico, que analisará cada caso clínico de maneira individual, adaptando a melhor dosagem de medicação e a duração de tempo de tratamento, de acordo com a idade do paciente e às suas condições gerais.

Portanto, é essencial que você obedeça a todas as orientações passadas pelo médico que cuida do seu caso a respeito do seu tratamento com Mioflex A.

A bula também ressalta que devem ser administradas as dosagens mais baixas eficazes do remédio e que, sempre que possível, o tratamento não deve ter uma duração maior do que 10 dias. Um tratamento que ultrapassa esse período exige cuidados especiais.

Atenção: este artigo serve unicamente para informar e jamais pode substituir a consulta ao médico ou a leitura de toda a bula do remédio antes de começar a utilizá-lo. Portanto, enfatizamos que você só deve usar Mioflex A depois que consultar o médico e ler a bula do medicamento na íntegra.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já percebeu que Mioflex A dá sono para você? Já precisou tomar esse medicamento? Comente abaixo!

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Sobre Felipe Santos e Dra. Patrícia Leite

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