Voltaren Dá Sono? Para Que Serve e Efeitos Colaterais

Especialista:
atualizado em 19/05/2020

Veja se é verdade que tomar Voltaren dá sono, para que serve esse medicamento e seus possíveis efeitos colaterais para ficar atento.

Para quem recebeu a prescrição médica para usar o medicamento Voltaren (diclofenaco sódico), vale a pena saber se o remédio provoca a sonolência, pois ficar cheio de sono pode prejudicar a realização de tarefas básicas do dia a dia como trabalhar, estudar, praticar exercícios físicos e preparar refeições saudáveis com o cuidado e a dedicação que elas exigem, por exemplo.

Isso porque uma vez que souber que o Voltaren dá sono mesmo, o paciente pode se preparar para lidar com o efeito e não ter o seu dia a dia tão atrapalhado.

Depois que aprender mais sobre a relação entre o medicamento e o sono, você pode tirar um tempo para conhecer outras causas que pode estar por trás da sonolência excessiva.

Para que serve Voltaren?

Antes de começarmos propriamente a analisar se Voltaren dá sono, vamos conhecer o que é e quais são as indicações desse medicamento?

Pois bem, o que temos aqui é um remédio de uso adulto, que pode ser encontrado na forma de comprimidos e solução injetável, cuja indicação pode ocorrer em casos de dor reumática ou degenerativa nas articulações (artrite), dor nas costas, síndrome do ombro congelado, cotovelo de tenista e outros tipos de reumatismo.

Voltaren também pode ser usado no tratamento de crises de gota, entorses, distensões e outras lesões, dor e inchaço após cirurgias, condições inflamatórias ginecológicas como os períodos menstruais e infecções de ouvido, nariz e garganta.

A sua venda requer a apresentação da prescrição médica branca comum. As informações são da bula de Voltaren, disponibilizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

E então, será que Voltaren dá sono?

Para descobrirmos se Voltaren dá sono, resolvemos consultar a bula do remédio na versão comprimidos revestidos de liberação retardada de 50 mg. Segundo o que o documento nos informa, é possível realmente ficar com sono ao se tratar com o medicamento, mas isso não acontece necessariamente com todos os usuários de Voltaren.

Isso porque, apesar da bula apresentar a sonolência como uma das possíveis reações adversas do remédio, ela é classificada como um efeito colateral raro, ou seja, que atinge entre 0,01 e 0,1% das pessoas que usam o medicamento.

Caso você seja uma das poucas pessoas a ficar com sono durante o tratamento, especialmente se isso acontecer de maneira expressiva ao ponto de prejudicar a sua rotina, informe prontamente o médico a respeito do problema para saber qual a melhor e mais segura forma de lidar com ele.

Além disso, é necessário ficar de olho e prestar atenção se a sonolência experimentada no tratamento não vem acompanhada de sinais como produção de urina mais ou menos acentuada, confusão e náusea para informar imediatamente o médico quando isso ocorrer, pois todos esses são sintomas da nefrite tubulointersticial, outro dos efeitos colaterais que podem ser provocados pelo Voltaren.

Embora seja apresentada pela bula como de frequência rara ou muito rara, ou seja, que afeta entre 0,01% e 0,1% dos pacientes ou em menos de 0,01% dos pacientes, a nefrite tubulointersticial merece a nossa atenção porque trata-se de uma inflamação que atinge os rins.

Outros efeitos colaterais de Voltaren

De acordo com informações da bula de Voltaren na versão comprimidos revestidos de liberação retardada de 50 mg, o remédio também pode provocar as seguintes reações adversas:

Reações comuns – entre 1% e 10% dos pacientes:

  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Vertigem;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Diarreia;
  • Indigestão;
  • Dor abdominal;
  • Flatulência;
  • Perda do apetite;
  • Exames de função do fígado anormais (por exemplo: aumento do nível de transaminases);
  • Rash cutâneo (vermelhidão na pele com ou sem descamação).

Reações incomuns – entre 0,1% e 1% dos pacientes:

  • Dor no peito, em alguns casos súbita e opressiva (sinais de infarto do miocárdio ou ataque cardíaco) – especialmente quando a dosagem diária é elevada (150 mg) por um longo período;
  • Falta de ar – especialmente quando a dosagem diária é elevada (150 mg) por um longo período;
  • Dificuldade de respirar quando deitado – especialmente quando a dosagem diária é elevada (150 mg) por um longo período;
  • Inchaço dos pés ou pernas (sinais de insuficiência cardíaca) – especialmente quando a dosagem diária é elevada (150 mg) por um longo período;
  • Palpitações.

Reações raras ou muito raras – entre 0,01% e 0,1% dos pacientes ou em menos de 0,01% dos pacientes:

  • Sangramento espontâneo ou contusão (sinais de trombocitopenia);
  • Febre alta, infecções frequentes e dor de garganta persistente (sinais de agranulocitose);
  • Dificuldade para respirar ou engolir, rash (erupção cutânea), prurido (coceira), urticária (erupção ou lesão na pele com manchas vermelhas e coceira) e tontura (sinais de hipersensibilidade, reações anafiláticas e anafilactoides);
  • Inchaço principalmente na face e garganta (sinais de angioedema);
  • Pensamentos e humor alterados (sinais de distúrbios psicóticos);
  • Memória prejudicada (sinais de problemas de memória);
  • Convulsões (sinais de convulsão);
  • Ansiedade;
  • Pescoço duro, febre, náusea, vômito e dor de cabeça (sinais de meningite asséptica);
  • Dor de cabeça grave e repentina, náusea, tontura, dormência, inabilidade ou dificuldade de falar e fraqueza ou paralisia dos membros ou face (sinais de acidente vascular cerebral ou derrame);
  • Dificuldade de audição (sinais de dano auditivo);
  • Dor de cabeça e tontura (sinais de pressão sanguínea alta, hipertensão);
  • Rash, manchas vermelho-arroxeadas, febre e prurido (sinais de vasculite);
  • Dificuldade repentina de respirar e sensação de aperto no peito com chiado no peito ou tosse (sinais de asma ou pneumonite se febre);
  • Vômitos com sangue (sinais de hematêmese) e/ ou fezes negras ou com sangue (sinais de hemorragia gastrintestinal);
  • Diarreia com sangue (sinais de diarreia hemorrágica);
  • Fezes negras (sinais de melena);
  • Dor de estômago e náusea (sinais de úlcera, hemorragia ou perfuração gastrintestinal);
  • Diarreia, dor abdominal, febre, náusea e vômitos (sinais de colite, incluindo colite hemorrágica, colite isquêmica e exacerbação de colite ulcerativa ou doença de Crohn);
  • Dor grave na parte superior do abdômen (sinais de pancreatite);
  • Amarelamento da pele e dos olhos (sinais de icterícia), náusea, perda de apetite e urina escura (sinais de hepatite/insuficiência hepática);
  • Sintomas típicos de gripe, sensação de cansaço, dores musculares e aumento das enzimas hepáticas em exames de sangue (sinais de doenças hepáticas, incluindo hepatite fulminante, necrose hepática, insuficiência hepática);
  • Bolhas (sinais de dermatite bolhosa);
  • Pele vermelha ou roxa (possíveis sinais de inflamação dos vasos sanguíneos), rash cutâneo com bolhas, bolhas nos lábios, olhos e boca e inflamação na pele com descamação ou peeling (sinais de eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica);
  • Rash cutâneo com descamação ou peeling (sinais de dermatite esfoliativa);
  • Aumento da sensibilidade da pele ao sol (sinais de reação de fotossensibilidade);
  • Manchas roxas na pele (sinais de púrpura ou púrpura de Henoch-Schoenlein, se causada por alergia);
  • Inchaço, sensação de fraqueza, ou micção anormal (sinais de insuficiência renal aguda);
  • Excesso de proteína na urina (sinais de proteinúria);
  • Inchaço na face ou abdômen e pressão sanguínea alta (sinais de síndrome nefrótica);
  • Diminuição grave da quantidade de urina (sinais de necrose papilar renal);
  • Inchaço generalizado (sinais de edema);
  • Ocorrência conjunta de dor torácica e reações alérgicas (sinais da Síndrome de Kounis);
  • Dor de estômago (sinais de gastrite);
  • Problema no fígado;
  • Rash com prurido (sinais de urticária);
  • Nível baixo de células vermelhas sanguíneas (anemia);
  • Nível baixo de células brancas sanguíneas (leucopenia);
  • Desorientação;
  • Depressão;
  • Dificuldade para dormir (sinais de insônia);
  • Pesadelos;
  • Irritabilidade;
  • Formigamento ou dormência nas mãos ou pés (sinais de parestesia);
  • Tremores (sinais de tremor);
  • Distúrbios do paladar (sinais de disgeusia);
  • Distúrbios da visão (sinais de problemas visuais, visão borrada, diplopia);
  • Ruídos nos ouvidos (sinais de zumbido);
  • Constipação (prisão de ventre);
  • Ferimentos na boca (sinais de estomatite);
  • Inchaço, língua vermelha e dolorida (sinais de glossite);
  • Problema no tubo da garganta para o estômago (sinais de distúrbio esofágico);
  • Espasmo no abdômen superior, especialmente depois de comer (sinais de doença no diafragma intestinal);
  • Prurido, rash com vermelhidão e queimação (sinais de eczema);
  • Vermelhidão na pele (sinais de eritema);
  • Perda de cabelo (sinais de alopecia);
  • Sangue na urina (sinais de hematúria).

Ao experimentar qualquer um dos efeitos colaterais mencionados acima ou algum outro tipo de reação adversa, informe rapidamente o médico a respeito do problema, mesmo que não imagine se tratar de um sintoma tão grave assim.

Isso é fundamental para verificar a real seriedade do efeito colateral em questão, receber o tratamento apropriado e saber como proceder com segurança em relação ao uso de Voltaren.

Contraindicações e cuidados com Voltaren

O medicamento é contraindicado para os pacientes:

  • Alérgicos (com hipersensibilidade) ao diclofenaco ou a qualquer outro componente da formulação do remédio;
  • Que já tiveram reação alérgica após tomar medicamentos para tratar inflamação ou dor (ex.: ácido acetilsalicílico, diclofenaco ou ibuprofeno) – essas reações alérgicas podem ser asma, secreção nasal, rash cutâneo (vermelhidão na pele com ou sem descamação), inchaço do rosto, lábios, língua, garganta e/ou extremidades (sinais de angioedema). Se suspeitar que pode ser alérgico, pergunte ao seu médico antes de usar este medicamento;
  • Com úlcera no estômago ou no intestino;
  • Com sangramento ou perfuração no estômago ou no intestino – sintomas que podem resultar em sangue nas fezes ou fezes pretas;
  • Que sofrem de insuficiência hepática;
  • Com insuficiência renal;
  • Que têm insuficiência cardíaca grave;
  • Que se encontram nos últimos três meses de gravidez;
  • Que amamentam.

O tratamento com o remédio exige cuidados especiais para os seguintes casos:

  • Doença no coração estabelecida ou nos vasos sanguíneos (também chamada de doença cardiovascular, incluindo pressão arterial alta não controlada, insuficiência cardíaca congestiva, doença isquêmica cardíaca estabelecida, ou doença arterial periférica) – nesses casos, o tratamento com Voltaren geralmente não é recomendado;
  • Quando há doença cardiovascular estabelecida (vide acima) ou fatores de risco significativos, como pressão arterial elevada, níveis anormalmente elevados de gordura (colesterol, triglicérides) no sangue, diabetes, ou se o paciente fuma e o médico decidir prescrever o remédio, não se deve aumentar a dose acima de 100 mg por dia, se o tratamento ocorrer por mais de quatro semanas;
  • Quando o paciente toma o medicamento simultaneamente a outros anti-inflamatórios incluindo ácido acetilsalicílico, corticoides, anticoagulantes ou inibidores seletivos da recaptação de serotonina;
  • Asma ou febre do feno (rinite alérgica sazonal);
  • Histórico de problemas gastrintestinais como úlcera no estômago, sangramento ou fezes pretas ou desconforto no estômago ou azia após ter tomado anti-inflamatórios;
  • Inflamação no cólon (colite ulcerativa) ou no trato intestinal (doença de Crohn);
  • Problemas no fígado ou nos rins;
  • Desidratação (por exemplo: devido a uma doença, diarreia, antes ou depois de uma cirurgia de grande porte);
  • Inchaço nos pés;
  • Hemorragias ou outros distúrbios no sangue, incluindo uma condição rara no fígado chamada porfiria;
  • Cirurgia recente no estômago ou no trato intestinal;
  • Gestação até os seis meses;
  • Pacientes idosos;
  • Mulheres em idade fértil que desejam engravidar ou têm dificuldades para ficar gestante – o medicamento pode fazer com que seja mais difícil que uma mulher engravide;
  • Intolerância a alguns tipos de açúcar como a lactose.

Quem se encaixa em qualquer um desses grupos precisa informar o médico a respeito disso antes de iniciar o uso de Voltaren.

Antes de começar a usar o medicamento, o paciente também precisa informar ao médico acerca dos outros remédios, suplementos e plantas que já use para verificar se não pode fazer mal utilizá-los ao mesmo tempo.

Como o remédio pode diminuir os sintomas de uma infecção, fazendo com que seja mais difícil detectá-la, ao passar mal o usuário deve buscar ajuda médica e informar que faz uso do medicamento. As informações são da bula de Voltaren na versão comprimidos revestidos de liberação retardada de 50 mg, disponibilizada pela Anvisa. 

Atenção: este artigo serve unicamente para informar e jamais pode substituir a leitura da bula na íntegra e a conversa com o médico que devem ocorrer antes do início do tratamento com Voltaren.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já tinha percebido que o remédio Voltaren dá sono para você? Precisa tomar esse medicamento para alguma condição? Comente abaixo!

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