Nódulo no pulmão: tipos, quando pode ser um câncer, sintomas e tratamentos

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atualizado em 13/07/2022

Um nódulo no pulmão é uma lesão arredondada de até 3 cm de diâmetro, normalmente encontrada por acaso em exames de imagem realizados em avaliação de rotina. Felizmente, a maioria dos nódulos no pulmão são benignos, devendo apenas ser  acompanhados por um médico ou médica pneumologista. 

O acompanhamento do nódulo é fundamental, pois o diagnóstico precoce de um nódulo maligno, ou seja, canceroso, aumenta as chances de cura. Casos de nódulos malignos no pulmão são raros e estão associados a fatores de risco, como idade superior a 45 anos, tabagismo e histórico familiar de câncer. 

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Veja mais detalhes sobre nódulos no pulmão, quais são os tipos, sintomas, quando podem ser um câncer e como são os tratamentos.

O que é um nódulo no pulmão?

Nódulo no pulmão
O nódulo no pulmão pode ser benigno ou maligno

Um nódulo no pulmão é uma lesão esférica ou ovalada, com menos do que 3 cm de diâmetro, rodeada por tecido pulmonar normal. Nódulos maiores do que 3 cm são chamados de massas. 

Tipos de nódulos no pulmão

Um nódulo no pulmão pode ser benigno ou maligno (canceroso), sendo a maioria benigno. Em torno de 90% dos casos de nódulos com menos de 2 cm de diâmetro são benignos. 

Um nódulo benigno pode ter origem de cicatrizes no tecido pulmonar formadas após um quadro de tuberculose ou de uma infecção fúngica. 

A causa do nódulo benigno também pode ser desconhecida. Ele pode até apresentar as mesmas células que o tecido pulmonar normal, mas elas crescem de maneira desorganizada. 

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Em alguns casos raros, um nódulo no pulmão pode ser maligno. Este, geralmente, apresenta mais do que 3 cm de diâmetro. Normalmente, quanto maior a massa, maior é o seu potencial de malignidade. 

Um nódulo maligno pode ser originado de um câncer de pulmão, ou seja, de um câncer local, ou ser resultado de uma metástase de um câncer localizado em outro órgão.  

Sintomas de um nódulo no pulmão

Falta de ar
Entre os sintomas do nódulo no pulmão, pode estar a falta de ar

Como a maioria dos nódulos no pulmão são pequenos, eles raramente interferem no funcionamento dos pulmões e, portanto, não causam sintomas. 

Quando uma pessoa com um nódulo no pulmão apresenta sintomas, eles geralmente são específicos da causa que levou à formação do nódulo, por exemplo, uma infecção pulmonar.

Massas ou tumores malignos podem causar sintomas típicos de câncer de pulmão: 

Quando o nódulo no pulmão pode ser um câncer?

As características que sugerem que o nódulo no pulmão é benigno são: 

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  • O nódulo no pulmão apresenta um diâmetro inferior a 3 cm.
  • Seu formato é arredondado, com borda lisa e regular. 
  • Apresenta calcificação.
  • A pessoa que apresenta o nódulo no pulmão não é fumante e tem menos do que 35 anos, ou seja, é um paciente de baixo risco. 

Já as características que apontam para um possível nódulo maligno no pulmão são: 

  • O nódulo no pulmão apresenta um diâmetro superior a 3 cm.
  • O nódulo no pulmão possui borda irregular, com forma de “coroa de espinhos”.
  • O nódulo no pulmão apresenta baixa calcificação. 
  • A pessoa com o nódulo no pulmão apresenta fatores de risco, como tabagismo e idade superior a 45 anos.

É importante ressaltar que nenhuma característica isolada é suficiente para se chegar a um diagnóstico. Para saber se o nódulo é benigno ou maligno, ele deve ser avaliado ao longo do tempo, para verificar se tais características se alteram, ou seja, se o nódulo cresce e muda de forma. 

Caso o nódulo apresente mudanças ao longo do tempo, outros exames são solicitados para a confirmação diagnóstica. 

Diagnóstico

Tomografia do pulmão
É preciso realizar um raio-X ou tomografia do pulmão para o diagnóstico

O exame utilizado para acompanhar o nódulo no pulmão é a radiografia (raio-X) ou tomografia. 

Geralmente, a reavaliação é feita a cada 6 meses ou 1 ano. Se o tamanho e o formato do nódulo no pulmão se mostram estáveis por mais de 2 anos, o médico ou médica que acompanha o caso pode julgar que o acompanhamento não é mais necessário. 

Nódulos no pulmão que apresentam entre 8 e 10mm (menores do que 1 cm) são apenas acompanhados com tomografias convencionais, ao longo do tempo. 

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Para um nódulo no pulmão com diâmetro entre 1 e 3 cm, pode ser feita uma tomografia com contraste chamada PET-CT (tomografia com emissão de prótons), que avalia a capacidade do nódulo de captar glicose. Se o resultado for negativo, as chances do nódulo ser maligno são muito baixas e, portanto, ele segue sendo apenas observado.

Um nódulo que cresce, muda de forma e dá um resultado positivo no exame PET-CT deve ser avaliado com exame de biópsia, por meio do qual um fragmento do nódulo é retirado, para ser analisado por um médico ou médica patologista, capaz de determinar se as células que o constituem são benignas ou malignas. 

A forma como a biópsia é realizada depende da localização do nódulo no pulmão, podendo ser: 

  • Biópsia por broncoscopia: feita quando o nódulo se encontra em uma posição central, próxima às vias aéreas.
  • Biópsia transtorácica guiada por tomografia: técnica utilizada quando o nódulo se encontra em uma posição periférica no pulmão. 

Tratamentos

Os tratamentos para os nódulos no pulmão dependem dos resultados dos exames. Quando têm baixo potencial de malignidade, eles são apenas acompanhados com exames de imagem periódicos. 

Se os exames periódicos não acusarem alterações de tamanho e formato, em 2 ou 3 anos, a hipótese de câncer é descartada. 

Se o tumor for maligno, o tratamento dependerá do estágio em que o câncer se encontra. Quando o câncer é diagnosticado em uma fase precoce, a pessoa pode ser curada com a retirada cirúrgica do tumor. Quando a cirurgia não é possível, o tratamento consiste em sessões de quimioterapia e radioterapia.

Fontes e referências adicionais

Você costuma fazer exames de rotina? Já se deparou com um resultado de nódulo no pulmão em uma radiografia ou tomografia? Se sim, com qual frequência você terá que fazer exames de acompanhamento? Comente abaixo!

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Sobre Dr. Lucio Pacheco

Dr. Lucio Pacheco é Cirurgião do aparelho digestivo, Cirurgião geral - CRM 597798 RJ/ CBCD. Formou-se em Medicina pela UFRJ em 1994. Em 1996 fez um curso de aperfeiçoamento em transplantes no Hospital Paul Brousse, da Universidade de Paris-Sud, um dos mais especializados na Europa. Concluiu o mestrado em Medicina (Cirurgia Geral) em 2000 e o Doutorado em Medicina (Clinica Médica) pela UFRJ em 2010. Dr. Lucio Pacheco é autor de diversos livros e artigos sobre transplante de fígado. Atualmente é médico-cirurgião, chefe da equipe de transplante hepático do Hospital Copa Star, Hospital Quinta D'Or e do Hospital Copa D'Or. Além disso é diretor médico do Instituto de Transplantes. Suas áreas de atuação principais são: cirurgia geral, oncologia cirúrgica, hepatologia, e transplante de fígado. Para mais informações, entre em contato.

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