Sertralina dá Sono? Efeitos Colaterais e Posologia

Especialista:
atualizado em 24/01/2020

A sertralina é um medicamento indicado para o tratamento da depressão acompanhada por sintomas de ansiedade, do transtorno obsessivo compulsivo em adultos e crianças e do transtorno do pânico. A seguir, você descobrirá se a sertralina dá sono, seus efeitos colaterais, as contra indicações desse medicamento e como tomar.

A Sertralina é um medicamento que pode ser comercializado somente mediante a apresentação da receita médica. De acordo com informações da bula disponibilizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ele é indicado para o tratamento da depressão acompanhada por sintomas de ansiedade, do transtorno obsessivo compulsivo em adultos 

Além do sono, remédios para depressão podem ter outros efeitos colaterais. Sendo assim, é muito importante que você conheça outras opções de remédios que também irão atacar a sua depressão mas que talvez tenham efeitos mais suaves. Não deixe de conferir quais os 6 melhores remédios para depressão e como eles funcionam no seu corpo.

Ao tomar qualquer medicamento é necessário entender seus efeitos colaterais. Antes mesmo de comprá-lo, é importante que você se informe lendo sua bula ou até mesmo perguntando ao médico que o indicou. Um exemplo de efeito colateral associado aos remédios anti depressivos é sobre o peso do paciente. Antes de tomar, descubra se a sertralina emagrece ou engorda.

A serotonina é um neurotransmissor que influencia várias de nossas funções corporais e psicológicas. A maioria das células do nosso cérebro são influenciadas por ela e suas funções como o desejo sexual, bom humor, sono, memória entre outras. Você pode perceber que é exatamente nos locais onde a depressão atua. Você vai gostar de conhecer como aumentar a serotonina naturalmente.

O uso do remédio ainda pode ser indicado em casos de transtorno do estresse pós-traumático, da fobia social ou transtorno da ansiedade social e da síndrome da tensão pré-menstrual e/ou transtorno disfórico pré-menstrual.

Sertralina dá sono?

É possível afirmar que Sertralina dá sono. E quem confirma essa informação é a própria bula do medicamento, que apresenta a sonolência como um de seus efeitos colaterais, classificado na categoria das reações mais comuns de serem observadas.

Da mesma forma, ainda podemos dizer que o medicamento pode causar o efeito contrário e fazer com que o paciente que o utiliza perca o sono e não consiga dormir, já que na mesma categoria das reações mais comuns, a insônia também figura como um dos possíveis efeitos colaterais do remédio.

Assim, por mais que possamos afirmar que Sertralina dá sono, não temos como cravar com certeza que isso acontecerá em todos os pacientes, já que ele também pode trazer justamente o efeito contrário.

Caso sofra com qualquer um dos dois efeitos colaterais – a insônia ou a sonolência -, especialmente se isso acontecer de maneira exacerbada, procure e converse com o médico que prescreveu o medicamento para saber como proceder em relação a tais efeitos.

Outros efeitos colaterais da Sertralina 

Agora que já sabemos que a Sertralina dá sono realmente, apresentamos uma lista apresenta outros efeitos colaterais que estão associados ao uso do remédio, conforme informações da sua bula:

  • Boca seca;
  • Aumento do suor;
  • Tontura;
  • Tremor;
  • Diarreia;
  • Fezes amolecidas;
  • Dificuldade de digestão;
  • Náusea;
  • Anorexia (falta de apetite);
  • Alteração na função sexual, com destaque para o atraso na ejaculação;
  • Redução da quantidade de leucócitos;
  • Diminuição das plaquetas;
  • Taquicardia;
  • Palpitação;
  • Zumbido no ouvido;
  • Alta concentração de prolactina (hormônio que estimula a produção do leite) no sangue;
  • Hipotireoidismo;
  • Síndrome da secreção inapropriada do hormônio antidiurético;
  • Dilatação das pupilas;
  • Visão anormal;
  • Dor abdominal;
  • Prisão de ventre;
  • Pancreatite;
  • Fraqueza;
  • Dor no peito;
  • Inchaço nas extremidades do corpo;
  • Cansaço;
  • Febre;
  • Mal-estar;
  • Eventos hepáticos graves como hepatite e disfunção hepática;
  • Elevação assintomática dos níveis de enzimas do fígado;
  • Reação alérgica, podendo ser grave;
  • Anormalidade em resultados clínicos laboratoriais;
  • Alteração da função plaquetária;
  • Aumento do colesterol no sangue;
  • Elevação do peso;
  • Diminuição do peso;
  • Aumento do apetite;
  • Diminuição dos níveis de sódio no sangue;
  • Dor nas articulações;
  • Cãibra;
  • Convulsões;
  • Dor de cabeça;
  • Diminuição da sensibilidade;
  • Enxaqueca;
  • Distúrbios motores;
  • Contrações musculares involuntárias;
  • Formigamento (parestesia);
  • Desmaio;
  • Agitação;
  • Confusão;
  • Aumento da transpiração;
  • Hipertensão;
  • Rigidez;
  • Alteração no eletrocardiograma;
  • Reações agressivas;
  • Ansiedade;
  • Sintomas de depressão;
  • Euforia;
  • Alucinações;
  • Diminuição da libido;
  • Perturbação do sono;
  • Psicose;
  • Incontinência urinária;
  • Retenção urinária;
  • Enurese (emissão involuntária de urina);
  • Secreção de leite;
  • Aumento da mama em homens;
  • Irregularidade menstrual;
  • Ereção persistente e dolorosa do pênis;
  • Broncospasmo;
  • Bocejo;
  • Perda de cabelo;
  • Angioedema (inchaço vascular);
  • Inchaço na face;
  • Inchaço ao redor dos olhos;
  • Reação na pele por conta de sensibilidade à luz;
  • Coceira (prurido);
  • Púrpura (extravasamento de sangue que forma manchas na pele);
  • Equimose (manchas roxas no corpo);
  • Erupção cutânea;
  • Urticária;
  • Sangramento anormal;
  • Fratura óssea;
  • Síndrome Serotoninérgica;
  • Pensamentos suicidas;
  • Síndrome Neuroléptica Maligna;
  • Variações nos níveis de glicose;
  • Hemorragias fatais.

Ao experimentar um ou mais dos efeitos colaterais mencionados na lista acima, procure imediatamente a ajuda do médico pra saber a forma mais segura e adequada de como proceder.

Sintomas e causas da depressão

Muitas pessoas demoram para buscar tratamento, pois acham que estão apenas tristes e desanimadas. Mas a depressão não é uma simples flutuação de humor passageira. Geralmente, os sintomas da depressão duram pelo menos 2 semanas ou mais.Trata-se de uma condição muito séria e que pode até piorar se não for tratada. 

Para que você identifique os sintomas da depressão, veja a seguir quais são os principais sinais da doença:

  • Humor deprimido;
  • Alterações no apetite;
  • Perda de desejo sexual;
  • Falta de interesse em atividades que antes te davam prazer;
  • Perda ou aumento de peso não intencional;
  • Mudanças no padrão de sono;
  • Fadiga;
  • Sentimentos de culpa ou de inutilidade;
  • Agitação ou inquietação;
  • Dificuldade para pensar, se concentrar ou tomar decisões;
  • Pensamentos recorrentes sobre morte ou suicídio;
  • Tentativa de suicídio.

Há ainda alguns sintomas que são mais comuns em mulheres. De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), a depressão é até duas vezes mais comum nas mulheres do que nos homens. Sinais da doença que costumam afetar mais as mulheres são:

  • Ansiedade;
  • Irritabilidade;
  • Mudanças de humor;
  • Pensamentos negativos.

Segundo a American Psychological Association, alguns homens com depressão podem adotar alguns comportamentos específicos que não eram um hábito antes, como:

  • Trabalhar sem parar;
  • Evitar situações sociais e contato com a família;
  • Ter dificuldade com as responsabilidades de casa e do trabalho;
  • Exibir comportamento abusivo ou controlador nos relacionamentos.

Assim como os sintomas podem ser variados, as causas da depressão também são muitas. Os principais fatores que contribuem para o desenvolvimento da depressão são:

  • Alterações nos níveis de neurotransmissores do cérebro;
  • Características da estrutura cerebral;
  • Condições médicas como insônia, dor crônica ou transtorno de déficit de atenção e hiperatividade;
  • Fatores psicológicos e sociais como traumas na infância ou na vida adulta;
  • Uso de drogas ou dependência alcoólica;
  • Fatores genéticos ou histórico familiar de depressão.

Um estudo recente publicado em 2018 no American Journal of Psychiatry mostra que apesar de uma pessoa que tem um familiar com depressão ter de 2 a 3 vezes mais chances de ter a doença do que o resto da população, não é apenas o fator genético que determina o desenvolvimento da depressão. Mesmo que a genética contribua, há uma série de outros fatores que podem influenciar no risco de ter depressão.

Depressão além dos medicamentos – dicas para se sentir bem rápido

Embora o tratamento com medicamentos como a sertralina seja essencial para sair da crise depressiva, é importante lembrar que você pode reduzir a dose do medicamento ao longo do tempo ou até mesmo não precisar mais dele se você adotar alguns hábitos mais saudáveis no seu dia a dia.

Praticar exercícios físicos e se alimentar melhor é essencial para qualquer pessoa e tais hábitos podem ajudar ainda mais a sair mais rápido do quadro depressivo além de evitar a reincidência dos sintomas.

Exercícios físicos

Os exercícios físicos, principalmente os aeróbicos – como caminhar, correr, andar de bicicleta e nadar – aumentam os níveis de endorfina no cérebro, um hormônio que estimula o neurotransmissor noradrenalina relacionado à regulação do humor. O aumento da endorfina pode aliviar sintomas da depressão e promover uma sensação de bem-estar.

Alimentação

Uma pesquisa publicada em 2019 no periódico científico PLoS One indica que uma dieta que conta com muitos alimentos açucarados ou processados podem aumentar o risco de problemas de saúde e afetar a saúde mental de adultos.

Cuidar da sua dieta é fundamental para tratar a depressão e evitar uma série de outros problemas de saúde que podem surgir ao longo da sua vida. O mesmo estudo também mostrou quais são os melhores alimentos para reduzir os sintomas da depressão, que são:

  • Frutas;
  • Legumes;
  • Azeite;
  • Peixes;
  • Nozes.

Importância da psicoterapia

A maioria das pessoas responde melhor a remédios como a sertralina quando combinam o tratamento medicamentoso com a psicoterapia. A terapia com um bom psicólogo pode te ajudar a lidar melhor com a doença, além de identificar: 

  • problemas emocionais que podem prejudicar a sua saúde, os seus relacionamentos e a sua comunicação com os outros;
  • gatilhos que causam pensamentos e sentimentos desagradáveis;
  • formas de enxergar os problemas com outros pontos de vista que não afetem o seu humor e o seu dia a dia de forma negativa.

Há vários tipos de terapia, mas a terapia cognitiva comportamental é uma das vertentes da psicologia mais adequada para o tratamento da depressão.

Contraindicações

A bula também informa que a Sertralina não deve ser utilizada por pessoas que tenham histórico alergia a algum dos componentes da fórmula do medicamento, crianças com menos de seis anos de idade e pacientes que estejam fazendo uso de medicamentos como inibidores da monoaminoxidase (IMAO) ou pimozida.

Ao receber a prescrição do remédio, é importante falar para o médico a respeito de qualquer outro medicamento que esteja utilizando para que ele verifique se não existem riscos de interação entre a Sertralina e o remédio em questão.

Também é importante informar ao médico a respeito de qualquer outro problema de saúde que possua, ainda que ele não esteja sendo tratado no momento.

Pessoas com diabetes devem ter a sua glicemia cuidadosamente monitorada ao usar Sertralina e o medicamento precisa ser usado com cuidado por pacientes do glaucoma de ângulo fechado ou histórico de glaucoma.

Ao longo do tratamento com o remédio, o usuário não deve dirigir veículos ou operar máquinas, tendo em vista que sua atenção e habilidade e atenção podem estar comprometidas.

Ressaltamos também que ninguém deve utilizar o remédio sem a indicação e prescrição do médico, especialmente se for uma mulher grávida ou em processo de amamentação de seu bebê.

Todos os efeitos colaterais apresentados no tópico anterior indicam como o medicamento é perigoso. Logo, fica bem fácil concluir que, para qualquer pessoa, usá-lo sem necessidade e sem a orientação de um profissional capacitado coloca a saúde em grandes riscos.

Posologia – Como tomar 

A bula da Anvisa traz a indicação de que a Sertralina seja ingerida via oral em uma dose única, pela manhã ou pela noite, com ou sem alimentos, no mesmo horário todos os dias. A recomendação é que a dosagem diária não ultrapasse os 200 mg e que o remédio não seja mastigado.

Entretanto, quem deve determinar a dosagem adequada do medicamento que o paciente deve tomar por dia é o médico. É ele também quem escolhe os horários da ingestão, assim como a duração do tratamento.

Para manter a segurança de sua saúde, o paciente deve obedecer a todas as orientações passadas pelo médico e não interromper o tratamento sem o conhecimento do profissional.

Fontes consultadas:

https://www.healthline.com/health/depression

https://www.medicalnewstoday.com/articles/8933.php#causes

Referências adicionais:

Você já tinha ouvido falar que a Sertralina dá sono, ou percebido esse efeito colateral ao tomar o remédio? Já informou ao seu médico? Comente abaixo.

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Sobre Julio Bittar e Dra. Patricia Leite

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