6 doenças que podem surgir na menopausa

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atualizado em 20/05/2022

A menopausa é marcada pela queda na produção do hormônio estrogênio, um dos principais hormônios reguladores do ciclo reprodutivo na mulher. Além do desenvolvimento das características sexuais femininas e regulação dos ciclos menstruais, o estrogênio é fundamental para outras funções do corpo, que podem ficar prejudicadas e resultar em doenças na menopausa

A baixa concentração desse hormônio no sangue resulta em diversos sintomas próprios da menopausa e podem caracterizar a síndrome geniturinária. Os ossos e as articulações também podem responder negativamente à baixa hormonal, manifestando problemas como a osteoporose e a artrose. 

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O tratamento dessas doenças pode ser beneficiado com a terapia de reposição hormonal, mas deve contar com o cuidado de outros profissionais, além do médico ou médica ginecologista, para cuidar especificamente das doenças que podem se desenvolver no período pós-menopausa. 

Veja quais são as principais doenças que podem surgir na menopausa e o que fazer. 

Osteoporose

Osteoporose
A osteoporose pode deixar a mulher mais suscetível a fraturas

A osteoporose é uma doença que costuma se manifestar após os 50 anos de idade e atinge, especialmente, as mulheres. Em grande parte dos casos, seus sintomas passam despercebidos, sendo notados apenas quando a doença já está em estágios avançados, deixando a pessoa mais suscetível a fraturas.

Na menopausa, há uma queda natural dos níveis de estrogênio, hormônio que ajuda a proteger os ossos contra o desgaste. Por isso, nos cinco anos após o início da menopausa, o processo de perda de densidade mineral óssea é acelerado.  

O que fazer

O exame de densitometria óssea é recomendado a partir dos 40 anos de idade e serve para medir a densidade mineral dos ossos, importante para mostrar se está ocorrendo perda de cálcio. O mais importante é que este exame permite um diagnóstico precoce da doença, ou seja, evita fraturas. 

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Além do exame, é fundamental manter uma rotina que inclua atividade física, como caminhadas diárias, e alimentação equilibrada, além de evitar hábitos prejudiciais à saúde óssea, como fumar e ingerir álcool em excesso. 

Inclua alimentos ricos em cálcio em suas refeições e tome sol, pois a vitamina D é essencial para que o cálcio ingerido seja absorvido pelo seu organismo. 

Osteoartrite (artrose)

A osteoartrite ou artrose é uma doença crônica que afeta a cartilagem das articulações, estrutura localizada entre os ossos e que serve para amortecer o impacto e permitir um melhor deslizamento entre eles durante a execução dos movimentos. 

Essa doença é mais prevalente entre as mulheres, principalmente no período da menopausa, em torno dos 50 anos de idade. Isso ocorre pela queda da produção do hormônio estrogênio, que exerce um efeito protetor também nas articulações. Por isso, a doença pode ser desencadeada ou acelerada no período pós-menopausa.  

As articulações do corpo mais afetadas pela degeneração são as dos dedos das mãos, da coluna, dos quadris, dos joelhos e dos pés. 

O que fazer

Se você suspeita de osteoartrose, é recomendado procurar um médico ou médica reumatologista, para o diagnóstico da doença e seu tratamento. 

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A abordagem terapêutica da osteoartrose é individualizada, pois depende de quais articulações foram atingidas, se há deformidades a serem corrigidas, como está a evolução da doença e os sintomas apresentados. 

O tratamento é pensado para cada caso e tem como objetivo controlar a evolução da doença, prevenir e corrigir possíveis deformidades articulares, tratar os sintomas da inflamação e organizar os momentos de repouso e de exercícios prescritos pelo médico. 

Somado a isso, o tratamento inclui o cuidado com o sobrepeso, atentando-se para a dieta da pessoa, visto que o excesso de peso piora a doença.

Síndrome geniturinária

Síndrome geniturinária
A síndrome geniturinária provoca dores na região da vagina e ardência ao urinar

A síndrome geniturinária é um conjunto de sinais e sintomas, que envolvem o trato urinário e a região genital, decorrentes da diminuição de hormônios sexuais, principalmente do estrogênio, no período pós-menopausa. 

Os sintomas mais característicos da síndrome geniturinária são secura, ardor, desconforto e irritação na região da vagina, além da dor durante a relação sexual.

Quanto aos sintomas urinários, pode haver urgência, necessidade de urinar com mais frequência, sensação de dor, desconforto ou ardência ao urinar e maior frequência de infecções urinárias. 

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O que fazer

Atualmente, existem várias alternativas de tratamento para a síndrome geniturinária e a escolha da melhor deve ser feita juntamente com o seu médico ou médica ginecologista de confiança. 

O tratamento de reposição hormonal com estrogênio é eficaz para melhorar a lubrificação da região genital e restabelecer o nível adequado de pH e pode ser feito por via oral ou transdérmica. 

As mudanças na estrutura da região genital também podem ser corrigidas com terapias à laser ou com radiofrequência, que melhoram a elasticidade e a vascularização local. 

Terapias hormonais com outros tipos de hormônios, como testosterona e tibolona, também têm suas aplicações e podem ser estudadas para cada caso, a fim de melhorar a libido e reduzir os desconfortos relacionados ao sistema urinário. 

Síndrome metabólica

A síndrome metabólica é um conjunto de condições de saúde que aumentam os riscos de uma pessoa desenvolver doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio e a aterosclerose. 

Ao comparar a incidência de doenças cardiovasculares entre mulheres na pré e na pós-menopausa, tem-se que os riscos são 50% maiores após a queda de produção de estrogênio, característica do período pós-menopausa. 

Além da incidência dessas doenças ser maior no período pós-menopausa, a taxa de mortalidade por essas doenças também aumenta significativamente. 

Estudos mostram que níveis reduzidos de estrogênio no sangue são responsáveis pelo maior acúmulo de gordura na região visceral (barriga). 

As condições de saúde que compõem a síndrome metabólica são o acúmulo de gordura visceral, obesidade, aumento do nível de colesterol no sangue, hipertensão (pressão alta) e distúrbio do metabolismo de açúcar. 

O que fazer

A primeira medida a ser tomada em um contexto de síndrome metabólica é a mudança de hábitos de vida, com reeducação alimentar e controle de peso. Profissionais como nutricionista, nutrólogo, endocrinologista e educador físico podem auxiliar nessas mudanças. 

Também pode ser necessário o tratamento medicamentoso direcionado a algum componente da síndrome metabólica, que pode ser hipertensão, colesterol elevado e diabetes. 

Juntamente com esses tratamentos, pode ser feita a terapia de reposição hormonal, que pode contribuir para a melhora da síndrome metabólica, além de ajudar com os sintomas da menopausa

Problemas de visão

Problema de vista
A menopausa também pode provocar problemas de vista na mulher

As alterações hormonais do período da menopausa são responsáveis por vários problemas que podem afetar a saúde dos olhos, como a catarata, olho seco e glaucoma.

Na menopausa, há menor produção lacrimal, deixando os olhos mais secos e irritados. Problemas mais graves, como lesões no cristalino e aumento da pressão intraocular também são mais prevalentes, quando os níveis de estrogênio circulante são menores.

O que fazer

A terapia com reposição hormonal ajuda a prevenir as complicações oculares mas, além da saúde hormonal, é importante estar em dia com exames oftalmológicos que se tornam ainda mais importantes nessa fase da vida. 

Problemas psicológicos e cognitivos

A queda dos níveis de estrogênio no organismo da mulher após a menopausa tem impactos sobre aspectos cognitivos e emocionais. 

Nesse período, há uma maior suscetibilidade para vários problemas psicológicos, como depressão e ansiedade, e cognitivos, como dificuldade de concentração, aprendizagem e memorização. 

A depressão e a ansiedade podem estar ligadas às mudanças que ocorrem nessa fase da vida, como saída dos filhos de casa, envelhecimento, diminuição da libido e mudanças físicas. A velocidade de processamento das informações também é reduzida, dificultando a memorização e a atenção. 

O que fazer

A terapia de reposição hormonal parece contribuir para a melhor eficiência do processamento das informações e para a memória, segundo alguns estudos. 

Além disso, apesar de ainda existirem poucas evidências, há indícios de que a reposição hormonal também tenha propriedades antidepressivas ou que aumente a eficácia de medicamentos antidepressivos. 

É fundamental a abordagem colaborativa do ginecologista com o psiquiatra/psicólogo, para tratar os problemas psicológicos e cognitivos tão presentes nessa fase. 

Fontes e referências adicionais

Quais dessas doenças, que podem surgir no período da menopausa, você já tinha ouvido falar? Qual você achou mais difícil de tratar? Comente abaixo!

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