5 principais antibióticos para tratar a garganta inflamada

Especialista da área:
atualizado em 20/06/2022

Garganta inflamada é um sintoma muito incômodo que, muitas vezes, só é resolvido com o uso de antibióticos prescritos por um médico ou médica. 

Normalmente, a garganta inflamada não representa um problema grave, sendo resultado de uma mudança brusca de temperatura ou da baixa umidade do ar, comuns no inverno. Também pode ser resultado de infecções virais, também comuns nessa época do ano. Para esses casos, os antibióticos não são indicados para tratar a garganta inflamada. 

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Quando a inflamação na garganta é persistente e provoca outros sintomas, como febre e pus na garganta, a causa é, muitas vezes, o crescimento e a proliferação de bactérias na faringe e nas tonsilas palatinas (amígdalas), causando a faringite e a amigdalite

Nesses casos, é preciso buscar atendimento médico, para que o antibiótico mais adequado seja prescrito para combater a bactéria causadora da infecção e inflamação na garganta. 

É importante lembrar que não se deve usar antibióticos sem prescrição médica, pois isso pode levar à resistência bacteriana, prejudicando a sua saúde. Esses medicamentos só podem ser comprados com a apresentação e retenção da receita médica na farmácia ou drogaria. 

Veja quais são os sintomas de garganta inflamada e os principais antibióticos usados para tratá-la. 

Sintomas de garganta inflamada

Garganta inflamada
O principal sintoma é a dor de garganta, além da dificuldade para engolir

A garganta inflamada é facilmente reconhecida pelos sintomas que provoca, sendo que a intensidade e a gravidade variam de acordo com a causa que promoveu esse processo inflamatório. 

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Os sintomas mais comuns da garganta inflamada são: 

  • Dor de garganta, que piora ao engolir
  • Sensação de garganta arranhando
  • Garganta inchada
  • Dificuldade para engolir
  • Rouquidão

No caso de garganta inflamada por infecção bacteriana, além desses sintomas comuns, podem se manifestar outros:

Geralmente, infecções bacterianas não causam sintomas de tosse e dificuldade para respirar, sendo mais comuns em infecções virais. 

Principais antibióticos para garganta inflamada

Antibióticos
Existem vários tipos de antibióticos que podem servir para garganta inflamada

Há vários tipos de antibióticos que podem ser usados para tratar a garganta inflamada e a escolha depende de muitos fatores, como o tipo da bactéria, alergias que a pessoa possa ter e outras características particulares de cada paciente. Os principais antibióticos utilizados para tratar a garganta inflamada são:

Clindamicina

A clindamicina ou cloridrato de clindamicina é indicada para o tratamento de infecções causadas por bactérias anaeróbicas, que são aquelas que não precisam de oxigênio para viver. Esse antibiótico age inibindo ou diminuindo o crescimento bacteriano. 

A dose diária recomendada de clindamicina é de 600 a 1800 mg, dividida em 2, 3 ou 4 doses. É indicado tomar este medicamento com um copo de água, para evitar irritação no esôfago. 

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O uso de clindamicina em crianças varia de acordo com a gravidade da infecção e com o peso da criança. 

Apesar de bem tolerada, a clindamicina pode causar os seguintes efeitos colaterais: 

  • Dores abdominais 
  • Náuseas 
  • Vômito 
  • Diarreia
  • Esofagite, que é a inflamação no esôfago.

A clindamicina é contraindicada para pessoas que possuem hipersensibilidade (alergia) à clindamicina, lincomicina ou a qualquer outro componente da fórmula. 

A clindamicina é um medicamento classificado na categoria B de risco na gravidez, isso significa que não foram encontrados riscos fetais em estudos com animais, mas não há estudos controlados em humanos que possam garantir a segurança do medicamento. Por conta disso, a clindamicina não deve ser utilizada por gestantes sem orientação médica. 

Pessoas com meningite não devem fazer o uso da clindamicina, pois pode interferir diretamente em seu tratamento. 

Se uma pessoa tiver que fazer um tratamento prolongado com a clindamicina, devem ser realizados exames periódicos de função renal e hepática. 

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Amoxicilina

A amoxicilina é um antibiótico muito comum e normalmente indicado para tratar infecções causadas por bactérias dos gêneros Streptococcus, Listeria e Monocytogenes. Ela tem ação bactericida, ou seja, causa a morte das bactérias que infeccionaram a garganta. 

A dose usual de amoxicilina para adultos, idosos e crianças acima de 40 kg, é de 250 mg por via oral, de 8 em 8 horas. Em casos de infecções mais graves, a dose pode chegar a 500 mg, de 8 em 8 horas. 

Para crianças com idade entre 2 meses e 2 anos, o médico ou médica pediatra pode indicar a dose de 25 a 45 mg/kg/dia, por via oral, a cada 12 horas, ou 20 a 40 mg/kg/dia, a cada 8 horas. 

O uso da amoxicilina pode causar os seguintes efeitos colaterais

  • Diarreia 
  • Vômito 
  • Enjoo
  • Aparecimento de manchas vermelhas e coceira na pele

A amoxicilina é uma penicilina e, por isso, não é recomendada para pessoas hipersensíveis a antibióticos betalactâmicos, que o grupo de antibióticos ao qual a penicilina pertence, juntamente com as cefalosporinas, por exemplo. 

A prescrição desse antibiótico para pessoas portadoras de doenças renais, gestantes e lactantes deve ser feita com cautela, sempre avaliando se os benefícios do uso do medicamento superam os riscos nesses grupos especiais. 

A amoxicilina se enquadra na categoria B de medicamentos, o que significa que não há estudos controlados em gestantes, sendo os dados de segurança resultantes de estudos com animais. 

Cefalexina

A cefalexina é um antibiótico da classe das cefalosporinas, comumente indicada para tratar a garganta inflamada, pois possui ação bactericida. 

A dose recomendada de cefalexina varia de 1 a 4 g diários, divididos durante o dia. Normalmente, os adultos são tratados com doses de 250 mg, a cada 6 horas. Em alguns casos, pode ser prescrita a dose de 500 mg, a cada 12 horas. 

No caso dos idosos, a dosagem é a mesma dos adultos, mas se a função renal estiver comprometida, é recomendado avisar o médico ou médica responsável, pois pode ser necessário diminuir a dose.

A dose para as crianças é de 25 a 50 mg de cefalexina a cada quilograma corporal. 

Os estudos feitos com a cefalexina apontaram os seguintes efeitos colaterais mais comuns:

  • Diarreia 
  • Dores abdominais 
  • Náuseas 
  • Vômitos 
  • Erupção cutânea

A cefalexina é contraindicada para pessoas que possuem reações alérgicas a medicamentos do grupo dos betalactâmicos, como a amoxicilina.  

Idosos ou portadores de doenças renais crônicas devem fazer o uso da cefalexina somente com orientação e acompanhamento médico. 

A cefalexina também se enquadra na categoria B, por isso, o seu uso por gestantes e lactantes deve ser realizado somente sob orientação e acompanhamento médico. 

Azitromicina

A azitromicina é um antibiótico comumente usado para tratar infecções bacterianas que deixam a garganta inflamada. Este medicamento é uma opção para pacientes alérgicos à penicilina. 

A azitromicina possui a vantagem de ter um tempo de tratamento mais curto do que os outros antibióticos, o que diminui as chances da pessoa abandonar o tratamento. 

A dose diária indicada para adultos é de 500 mg, por um período de três dias. 

No caso das crianças, a azitromicina só pode ser administrada para aquelas que pesam mais do que 45 kg, com dose máxima total de 1500 mg do medicamento. Normalmente, a dose total utilizada é de 30mg/kg, sendo dividida em 3 dias, em doses diárias de 10 mg/kg. 

A azitromicina pode causar alguns efeitos colaterais, como:  

  • Dor de cabeça
  • Dores abdominais
  • Diarreia ou prisão de ventre
  • Náuseas
  • Vômito 
  • Perda de apetite 
  • Excesso de gases
  • Perda de audição
  • Sonolência 
  • Pele e mucosas amareladas

A azitromicina não deve ser usada por pessoas que têm hipersensibilidade à azitromicina, eritromicina, espiramicina ou qualquer outro antibiótico do grupo macrolídeo de antimicrobianos.

Assim como os outros antibióticos, a azitromicina está inserida na categoria B de risco na gravidez. Por conta disso, o uso deste medicamento durante a gravidez e no período de amamentação só deve ser feito sob orientação e acompanhamento do médico ou médica ginecologista-obstetra.

Este antibiótico contém açúcar em sua formulação e, por isso, deve ser administrado com cautela em pessoas com diabetes. 

Eritromicina

A eritromicina, assim como a azitromicina, é um antibiótico pertencente ao grupo dos macrolídeos. Este antibiótico é comumente utilizado para tratar infecções do trato respiratório inferior e garganta inflamada causadas por bactérias como a Streptococcus pyogenes e Streptococcus pneumoniae. 

A dose diária recomendada para adultos e adolescentes é de 15 a 20 mg/kg, o que geralmente corresponde a 1-2 g do antibiótico, divididos em até 4 doses. 

A eritromicina pode causar alguns efeitos colaterais, como: 

  • Cólica abdominal 
  • Diarreia
  • Náuseas
  • Vômito
  • Perda de apetite 

A eritromicina é contraindicada para pessoas que apresentam reações alérgicas aos antibióticos do grupo dos macrolídeos, como a azitromicina. As complicações alérgicas podem ser muito severas, por isso, é indicado buscar orientação médica. 

O uso da eritromicina durante a gravidez só é liberado após uma rigorosa avaliação clínica e análise do fator risco-benefício do medicamento. 

Seu uso não é recomendado no período de amamentação, pois as substâncias do medicamento podem passar para o leite materno e causar diarreia no bebê. 

Pessoas com doenças no fígado e no coração só devem fazer o uso da eritromicina sob orientação e acompanhamento médicos. 

Fontes e referências adicionais

Qual ou quais desses antibióticos você já usou para tratar a garganta inflamada? Você tem faringite ou amigdalite bacteriana com frequência? Comente abaixo!

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Sobre Marcela Gottschald

Marcela Gottschald é Farmacêutica Clinica - CRF-BA 8022. Graduada em farmácia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2013. Residência em Saúde mental pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Experiência em pediatria e nefrologia, com ênfase em unidade de terapia intensiva. Ela faz parte da equipe de redatores do MundoBoaForma.

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