Prozac Emagrece ou Engorda? Para Que Serve e Efeitos Colaterais

Especialista:
atualizado em 25/07/2018

O Prozac é um medicamento que podemos comprar somente ao apresentar a prescrição do médico. Ele pode ser indicado para o tratamento da depressão, associada ou não à ansiedade, além de poder ser utilizado no tratamento da bulimia nervosa, do transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e do transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), incluindo a tensão pré-menstrual (TPM) a irritabilidade e a disforia – que é um mal-estar provocado pela ansiedade.

O remédio é de uso adulto, a partir dos 18 anos de idade, e exclusivamente oral. As informações são da bula de Prozac, disponibilizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). E agora que já sabemos para que serve o medicamento, podemos verificar se Prozac emagrece ou engorda.

Será que Prozac emagrece ou engorda?

Para checarmos se Prozac emagrece ou promove o ganho de peso, resolvemos checar o que a bula do medicamento nos diz a respeito disso. Pois bem, o que se encontra no documento é que é possível que o remédio emagreça.

Isso porque um efeito colateral classificado na bula dentro do grupo das reações comuns de Prozac, ou seja, que ocorrem entre 1% a 10% dos pacientes, foi justamente a diminuição do peso.

Além disso, a diminuição do apetite, fator associado a uma redução do peso, também é apresentada pela bula como um dos possíveis efeitos colaterais do medicamento e é outra reação que aparece no grupo dos efeitos comuns.

Entretanto, isso jamais pode servir de base para alguém cometer a loucura de tomar Prozac sem recomendação médica somente com o objetivo de emagrecer. A própria bula alerta que medicamentos não podem ser tomados sem o conhecimento do médico porque isso pode ser perigoso para a saúde.

Mas não é só isso: quando apresenta a diminuição do apetite como um dos possíveis efeitos colaterais do medicamento, a bula relata que isso está incluindo a anorexia (falta de apetite), algo bastante grave.

Como se não bastasse, Prozac é um remédio que exige cuidados em seu tratamento e está associado a uma série de efeitos colaterais. Ao usar o medicamento sem a orientação médica, a pessoa corre o risco de ingerir dosagens que façam sérios danos ao seu corpo ou ingerir algo que é contraindicado para si, sem ao menos saber.

Se tudo isso não for suficiente, vale lembrar que a bula informa que a reação de diminuição de peso ou do apetite pode atingir uma faixa dos pacientes que usam o remédio, mas não todos eles.

Outro ponto relevante neste sentido é que existem casos em que o remédio pode provocar o efeito contrário e fazer o usuário engordar.

Afirma-se que a fluoxetina (substância que é o princípio ativo de Prozac) pode tanto emagrecer como engordar.

“Por controlar a ansiedade, o nervosismo e a compulsão alimentar ela tem um efeito secundário que pode resultar na perda de peso. Porém, um tratamento longo pode levar a um pequeno ganho de peso, pois a pessoa se sente melhor da depressão e pode aumentar seu apetite. A fluoxetina não deve ser usada com a finalidade de emagrecer ou engordar. A melhor forma de emagrecer e manter o peso é com uma reeducação alimentar associada a exercícios físicos”.

Se você recebeu a prescrição do médico para usar Prozac, conta com o acompanhamento do profissional em seu tratamento com o medicamento e percebeu que diminuiu de peso e/ou teve o seu apetite reduzido ou que engordou, é fundamental que informe ao médico a respeito do problema para que ele avalie a situação e indique como você deve proceder em relação ao uso do remédio.

Assim como o aumento de peso, a diminuição do peso corporal também pode representar perigos para a saúde. Portanto: fique atento.

Efeitos colaterais de Prozac

Além de que o Prozac emagrece por diminuir o apetite do usuário, de acordo com informações da bula de Prozac, disponibilizada pela ANVISA, o medicamento já foi associado ou pode provocar os seguintes efeitos colaterais:

  • Casos isolados sem relação causal exclusiva com Prozac de ideação e comportamentos suicidas foram relatados durante o tratamento com o remédio ou logo após a interrupção do tratamento com aumento de risco potencial para adultos jovens, com menos de 25 anos de idade – o médico deve ser consultado imediatamente caso o paciente, independente da sua idade, relatar quaisquer pensamentos suicidas em qualquer fase do tratamento; o médico deve orientar os pacientes a relatar a qualquer momento aflições ou sentimentos diferentes observados durante o tratamento;
  • Erupção de pele, reações de hipersensibilidade imediata e sistêmica (reações anafilactoides) e reações sistêmicas progressivas, algumas vezes graves e envolvendo pele, fígado, rins ou pulmões foram relatadas por pacientes tratados com o medicamento;
  • Casos de hiponatremia (baixa concentração de sódio no sangue), principalmente em pacientes idosos e em pacientes que estavam tomando diuréticos (medicamentos que facilitam a eliminação de urina) ou que tiveram diminuição da quantidade de líquidos no organismo;
  • Hipoglicemia (baixa taxa de açúcar no sangue) durante o tratamento com Prozac e hiperglicemia (alta taxa de açúcar no sangue) após a suspensão do medicamento em pacientes com diabetes;
  • Relato de desenvolvimento de uma síndrome potencialmente fatal com Prozac sozinho ou com outros remédios da classe serotoninérgica (incluindo triptanos) remédios que prejudicam o metabolismo da serotonina (em particular, inibidores da monoaminoxidase). Sintomas: alterações do estado mental (agitação, alucinações, delirium e coma), instabilidade autonômica [taquicardia (batimentos cardíacos acelerados), pressão arterial instável, tontura, sudorese (suor em excesso), rubor (vermelhidão da pele), hipertermia (febre)], sintomas neuromusculares [tremor, rigidez, mioclonia (movimentos involuntários muito bruscos dos braços e pernas durante o sono), hiperreflexia (reações de reflexo exageradas), falta de coordenação], convulsões (contração involuntária e intensa dos músculos) e/ou sintomas gastrointestinais [náusea (vontade de vomitar), vômito, diarreia];
  • Foram relatados, raramente, sintomas transitórios de retirada [tremores transitórios, dificuldade na amamentação, taquipneia 4 (respiração rápida) e irritabilidade] em recém-nascidos cujas mães fizeram uso do medicamento próximo ao término da gravidez;
  • Diarreia;
  • Náusea;
  • Cansaço – incluindo astenia (perda ou diminuição da força muscular);
  • Dor de cabeça;
  • Insônia;
  • Síndrome gripal (doença aguda com sintomas de febre, tosse ou dor de garganta, na ausência de outros diagnósticos);
  • Faringite (inflamação da faringe);
  • Sinusite (inflamação dos seios da face);
  • Palpitações (sensação do batimento cardíaco com mais força e/ou mais rápido que o normal);
  • Visão turva;
  • Boca seca, dispepsia (indisposição gastrointestinal);
  • Vômitos;
  • Calafrios;
  • Sensação de agitação;
  • Prolongamento do intervalo QT (prolongamento do período de condução elétrica no coração, o que pode ser causa de alterações do batimento cardíaco);
  • Distúrbio de atenção;
  • Vertigem (falsa sensação de movimentos);
  • Disgeusia (alteração do paladar);
  • Letargia (sensação de lentidão de movimentos e raciocínio);
  • Sonolência (incluindo hipersonia e sedação);
  • Tremor;
  • Sonhos anormais (incluindo pesadelos);
  • Ansiedade;
  • Diminuição da libido [incluindo perda da libido (desejo sexual)];
  • Nervosismo;
  • Inquietação;
  • Distúrbio do sono;
  • Tensão;
  • Micções (ato de urinar) frequentes [incluindo polaciúria (ato de urinar com maior frequência)];
  • Distúrbios da ejaculação;
  • Sangramentos ginecológicos;
  • Disfunção erétil (dificuldade de obtenção e/ou manutenção da ereção do pênis);
  • Bocejo;
  • Hiperidrose (suor em excesso);
  • Prurido (coceira);
  • Erupções da pele;
  • Rubor (vermelhidão da pele) [incluindo fogachos (sensação de calor pelo corpo)];
  • Labilidade emocional (instabilidade emocional);
  • Midríase (dilatação da pupila dos olhos);
  • Disfagia (dificuldade para engolir);
  • Sensação de anormalidade;
  • Sensação de frio;
  • Sensação de calor;
  • Mal-estar;
  • Contusão;
  • Contração muscular;
  • Hiperatividade psicomotora [incluindo acatisia (incapacidade de ficar parado), ataxia (falta de coordenação dos movimentos), distúrbios do equilíbrio, bruxismo (ranger de dentes), discinesia (movimentos involuntários), mioclonia (movimentos involuntários muito bruscos dos braços e pernas durante o sono), despersonalização, humor elevado, humor eufórico, alteração do orgasmo [incluindo anorgasmia (incapacidade de ter orgasmo)];
  • Pensamento anormal;
  • Disúria (dificuldade ou dor para urinar);
  • Alopecia (perda de cabelos);
  • Suor frio;
  • Tendência aumentada para contusão;
  • Hipotensão (diminuição da pressão sanguínea;
  • Epistaxe (sangramento pelo nariz);
  • Gastroenterite (inflamação aguda que compromete os órgãos do sistema gastrointestinal);
  • Hipertonia (tensão excessiva dos músculos, artérias ou outro tecido do organismo);
  • Aumento da libido (aumento do desejo sexual);
  • Reação paranoica (desconfiança ou suspeita altamente exagerada ou injustificada);
  • Arritmia (irregularidade dos batimentos cardíacos);
  • Tontura (alteração do equilíbrio corporal);
  • Constipação (intestino preso);
  • Flatulência (gases);
  • Febre (aumento da temperatura corporal);
  • Dor no esôfago;
  • Reação anafilática (reação alérgica grave generalizada);
  • Doença do soro;
  • Síndrome buco-glossal (problemas no sistema nervoso que atingem a boca – especialmente a língua);
  • Convulsão (contração involuntária e intensa dos músculos);
  • Hipomania (afeto exaltado, irritado, sem alterações dos sentidos);
  • Mania (crise de euforia);
  • Angioedema (coceira seguida de inchaço nas camadas mais profundas da pele);
  • Equimose (mancha roxa na pele devido à presença de sangue no tecido);
  • Reação de fotossensibilidade (reação da pele por sensibilidade à luz);
  • Vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos) e vasodilatação (aumento do diâmetro dos vasos sanguíneos);
  • Edema de laringe (inchaço da laringe);
  • Petéquias (pequenos pontos vermelhos na pele ou mucosas, causados por pequena hemorragia de vasos sanguíneos);
  • Púrpura (manchas e placas de cor roxa na pele, órgãos e mucosas);
  • Síndrome abdominal aguda (dor no abdome, de aparecimento relativamente rápido, e que pode afetar em maior ou menor intensidade o organismo como um todo);
  • Distúrbios na micção (ato de urinar);
  • Secreção inapropriada do hormônio antidiurético;
  • Hepatite idiossincrática (inflamação do fígado) muito rara;
  • Síndrome serotoninérgica (quadro caracterizado por alteração no estado mental, na atividade neuromuscular e sistema nervoso autônomo);
  • Priapismo (ereção do pênis prolongada ou dolorida);
  • Eritema multiforme (lesões avermelhadas na pele);
  • Comprometimento da memória;
  • Disfunção sexual (ocasionalmente persistindo após a descontinuação do uso);
  • Sangramento gastrointestinal [incluindo hemorragia (sangramento excessivo) das varizes localizadas no esôfago, sangramento gengival e da boca, hematêmese (vômito de sangue), hematoquezia (eliminação de sangue através do reto), hematomas (intra-abdominal e peritoneal), hemorragia (anal, esofágica, gástrica, gastrointestinal superior e inferior, hemorroidal, peritoneal e retal), diarreia hemorrágica e enterocolites (inflamação do intestino delgado e do cólon), diverticulite (inflamação de bolsas circulares que se desenvolvem na parede do intestino) hemorrágica, gastrite hemorrágica, melena (fezes pretas) e úlcera hemorrágica (esofágica, gástrica e duodenal)];
  • Galactorreia (saída de leite pelas mamas);
  • Hiperprolactinemia (produção excessiva do hormônio prolactina);
  • Anemia aplástica (doença em que ocorre a diminuição da produção de todas as células produzidas pela medula óssea);
  • Fibrilação atrial (frequência cardíaca irregular);
  • Catarata (embaçamento da membrana que fica no olho);
  • Acidente vascular cerebral (derrame cerebral);
  • Icterícia colestática (amarelamento dos fluidos e tecidos do organismo devido à alteração da produção de uma substância chamada bilirrubina);
  • Pneumonia eosinofílica [acúmulo de um tipo de glóbulo branco (eosinófilo) no pulmão];
  • Ginecomastia (aumento das mamas em homens);
  • Parada cardíaca (parada dos batimentos do coração);
  • Neurite óptica (inflamação do nervo óptico).
  • Pancreatite (inflamação do pâncreas);
  • Embolia pulmonar (entupimento de um vaso no pulmão);
  • Hipertensão pulmonar (aumento da pressão nas artérias dos pulmões);
  • Síndrome de Stevens-Johnson (tipo grave de inflamação da pele desencadeada por uma reação alérgica);
  • Trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas no sangue);
  • Púrpura trombocitopênica (destruição das plaquetas no sangue);
  • Comportamento violento;
  • Sintomas de descontinuação foram reportados quando o tratamento com PROZAC foi interrompido – os mais comuns incluem: tontura, alterações do sono, distúrbios sensoriais/parestesia (adormecimento ou formigamento de partes do corpo), ansiedade, agitação, astenia (perda ou diminuição da força física), confusão, dor de cabeça e irritabilidade.

A bula alerta que a interrupção abrupta do tratamento deve ser evitada e que é necessário procurar a orientação do médico para suspender o tratamento.

Portanto, não tome nenhuma decisão sozinho e busque rapidamente o auxílio médico ao experimentar qualquer um dos efeitos colaterais mencionados acima ou ainda outro tipo de reação adversa durante seu tratamento com Prozac, mesmo que o efeito em questão não aparente se grave.

Isso é fundamental para verificar a seriedade da reação, receber o tratamento apropriado, caso seja necessário, e saber como proceder seguramente em relação à continuidade do uso do medicamento.

Contraindicações e cuidados com Prozac

O medicamento não deve ser utilizado nos seguintes casos:

  • De pacientes alérgicos à fluoxetina ou a qualquer um dos componentes de Prozac;
  • De pacientes que estejam utilizando inibidores da monoaminoxidase (IMAO), reversíveis ou não, como por exemplo, o Parnate (sulfato de tranilcipromina) (puro ou em associação) e o Aurorix (moclobemida). Neste caso, o paciente deverá esperar no mínimo 14 dias após a suspensão do tratamento com IMAO para iniciar o tratamento com Prozac. O paciente deverá deixar um intervalo de pelo menos cinco semanas (ou talvez mais, dependendo da avaliação médica, especialmente se Prozac foi prescrito para o tratamento crônico e/ou em altas doses) após a suspensão do tratamento com Prozac e o início de tratamento com um IMAO ou Melleril (tioridazina). O uso combinado de Prozac com um IMAO pode causar eventos adversos graves, podendo ser fatal;
  • Por pacientes com menos de 18 anos de idade.

O tratamento com Prozac exige precauções e cuidados para os seguintes pacientes:

  • Com condições clínicas com predisposição a arritmias (alteração dos batimentos cardíacos) ou exposição aumentada à fluoxetina (por exemplo, mau funcionamento do fígado);
  • Com histórico de convulsões;
  • Com diabetes – a dose de insulina e/ou hipoglicemiante oral (medicamento para baixar o nível de glicose no sangue) deve ser ajustada quando o tratamento com PROZAC for estabelecido e após a sua suspensão;
  • Com pressão intraocular elevada;
  • Com risco de desenvolver o glaucoma de ângulo estreito agudo (doença caracterizada pelo aumento da pressão intraocular que causa intensa dor nos olhos e perda repentina da visão);
  • Em tratamento simultâneo a drogas serotoninérgicas, ou seja, triptanos, antidepressivos tricíclicos, fentanil, lítio, tramadol, buspirona, triptofano e Erva de São João, particularmente durante o início do tratamento e no aumento da dose;
  • Mulheres que estejam grávidas ou amamentando.

Como Prozac pode interferir na capacidade de julgamento, pensamento e ação, durante o tratamento com o medicamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, até que tenha certeza de que seu desempenho não foi afetado.

Ao receber a indicação do médico de usar o remédio, o paciente deverá informar ao profissional a respeito de qualquer medicamento, suplemento ou planta medicinal para que o médico verifique se não faz mal tomar Prozac e a substância em questão ao mesmo tempo.

O uso do medicamento não deve ser combinado à ingestão de álcool. As informações são da bula de Prozac, disponibilizada pela ANVISA.

Para evitar problemas, obedeça todas as recomendações do médico em relação ao tratamento com o remédio.

Atenção

Este artigo serve unicamente para informar e jamais pode substituir a consulta ao médico e a leitura da bula do remédio antes do início do tratamento. Não comece a usar o medicamento só porque viu em algum lugar que o Prozac emagrece sem antes conversar com o médico e ler toda a bula.

Você conhece alguém que precise tomar e afirme que o Prozac emagrece? Já teve vontade de tomar o remédio neste sentido, mesmo sabendo para que serve realmente e os possíveis efeitos colaterais? Comente abaixo!

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Sobre Julio Bittar e Dra. Patricia Leite

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