Requeijão é Remoso?

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atualizado em 27/12/2019

Para quem aprecia a cremosidade e o sabor do requeijão, pode-se consumir o ingrediente com pão ou torradas e em receitas de tortas, pizzas, coxinhas, patês, suflês e pasteis, por exemplo. Entretanto, será o produto traz algum prejuízo para a saúde? Por exemplo, veja a seguir se o requeijão é remoso e entenda melhor o que são os alimentos remosos.

Antes de mais nada, vale a pena conhecer algumas receitas de requeijão caseiro para quem prefere fazer sua própria receita de forma mais natural e light, além de entender se o requeijão engorda mesmo ou não.

O que são os alimentos remosos?

Quando queremos saber se o requeijão é remoso, é necessário compreender o que são esses tais alimentos remosos, não é mesmo?

Pois bem, de acordo com o dicionário, a expressão remoso significa “capaz de prejudicar a saúde, que faz mal à saúde, especialmente ao sangue […]”. O termo ainda pode sofrer uma pequena variação e ser chamado de reimoso.

O termo reimoso não se trata de uma classificação científica, mas é uma expressão antiga, associada à sabedoria popular, que também pode definir os alimentos que podem provocar inflamação na pele, em decorrência de uma reação alérgica.

Chama-se popularmente de reima, algo que pode ser considerado um alergênico e que causa reações como coceira, diarreia e intoxicações mais sérias em algumas pessoas.

Os alimentos remosos ou reimosos também são conhecidos pela alcunha de “alimentos carregados” e explicou que essas comidas costumam apresentar quantidades elevadas de proteína e gordura animal.

E então, será que o requeijão é remoso?

Se o requeijão for utilizado dentro ou como acompanhamento de uma receita de fritura como batata frita, pastel ou outros tipos de salgados, o ingrediente fará parte de um prato que é considerado remoso.

Isso porque essas frituras, ao lado de itens como refrigerantes e sucos prontos, carnes de porco e carnes processadas, doces, biscoitos recheados, bolos, massas prontas para bolo, barras de cereal, macarrões instantâneos, caldos de carne em cubos, comidas prontas congeladas, sorvetes, bebidas alcoólicas e outros itens ricos em gorduras hidrogenadas, óleos refinados, açúcares e sal, dentro da lista dos alimentos remosos.

O consumo excessivo desses alimentos aumenta a inflamação e dificulta o processo de cicatrização da pele, podendo também levar a outros problemas de saúde como dores de cabeça, colesterol elevado e diabetes. O ideal é que esses alimentos não façam parte da rotina alimentar, e que não sejam consumidos pelo menos por uma semana após a realização de uma cirurgia, colocação de um piercing ou tatuagem, por exemplo.

A questão da alergia

A alergia ao leite e os seus sintomas aparecem quando o sistema imunológico trata o produto como um invasor perigoso, esclareceu o Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia (ACAAI, sigla em inglês).

Aí você pode se perguntar: o que o requeijão tem a ver com isso? Bem, de acordo com um trabalho da nutricionista e mestra em ciências aplicadas à produtos para saúde, Vanessa Rosse de Souza, para a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), quem tem alergia ao leite precisa tomar cuidado com a presença do requeijão na lista de ingredientes de produtos ou pratos porque isso pode indicar que o leite também está presente no item em questão.

O requeijão é um derivado do leite, ou seja, faz parte do grupo de alimentos classificados como produtos laticínios. É importante que saibamos disso quando abordamos a relação da alergia com o requeijão porque é possível desenvolver uma alergia aos produtos laticínios, especialmente para crianças e bebês.

A condição envolve o sistema imunológico e o organismo de pessoas que sofrem com o problema trata as proteínas encontradas no leite e outros produtos como perigosas invasoras, liberando substâncias que provocam sintomas alérgicos.

Esses sintomas podem incluir: erupções cutâneas, diarreia, vômito, náusea, cólicas abdominais, inchaço, gases, urticária, inchaço (geralmente nos lábios e na face), sibilo (chiado no peito), aperto na garganta, dificuldade para engolir, sangue nas fezes dificuldade para respirar, perda de consciência e anafilaxia.

A anafilaxia é descrita como uma reação alérgica severa e potencialmente fatal que restringe a respiração e trata-se de uma emergência médica que pode fazer o corpo entrar em choque, além de envolver sintomas como perda de consciência, queda na pressão, erupção cutânea, vertigem, náusea, vômito e pulso rápido e fraco.

Ao experimentar qualquer um desses sintomas ou algum outro tipo de reação alérgica ao consumir o requeijão ou algum outro tipo de produto laticínio, procure imediatamente o auxílio médico para receber o diagnóstico e o tratamento necessários.

Pessoas que possuem outras alergias, que sofrem com eczema, que têm pouca idade (crianças) ou cujo pai e/ou a mãe tem uma alergia alimentar ou outro tipo de alergia como febre dos fenos (rinite alérgica), asma ou eczema apresentam mais propensão a desenvolver a alergia aos produtos laticínios.

A presença de gorduras saturadas na composição do requeijão

O requeijão é um produto de origem animal cujo 60% do seu teor de gorduras pode corresponder às gorduras saturadas que, segundo a publicação, são prejudiciais ao coração.

Conforme dados de portais que disponibilizam informações nutricionais sobre diversos alimentos, uma porção de 30 g do requeijão tradicional da marca Itambé possui um total de 7,6 g de gorduras, das quais 4,6 g são gorduras saturadas. Isso corresponde a pouco mais do que 61% do teor total de gorduras do produto.

Já se estivermos falando do requeijão light (escolhemos o produto da marca Vigor para exemplificar), o total de gorduras a cada porção de 30 g é de 4 g e 2,6 g dessas gorduras são saturadas, o que representa 65% de todas as gorduras do produto.

Segundo a Escola Médica da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, as gorduras saturadas ficam no meio na classificação dos tipos de gorduras, entre as boas e as ruins.

Conforme a instituição, uma dieta rica em gorduras saturadas pode aumentar os níveis totais de colesterol e subir as taxas do colesterol ruim, também conhecido como LDL. A Escola Médica da universidade americana também explicou que essa elevação do LDL incita a formação de obstruções (bloqueios) nas artérias do coração e de outras regiões do corpo.

No entanto, a instituição também informou que uma pesquisa que analisou 21 estudos concluiu que não existem evidências suficientes para determinar que as gorduras saturadas aumentem o risco de doença no coração, porém, identificou que substituí-las pelas gorduras poli-insaturadas pode diminuir os riscos de doença no coração.

Dois estudos importantes a respeito delas concluíram que trocar as gorduras saturadas pelas poli-insaturadas e fontes de carboidratos ricas em fibras é a melhor aposta para diminuir os riscos de doença no coração, porém, substituir as gorduras saturadas por carboidratos altamente processados pode provocar o efeito contrário.

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Fontes e Referências Adicionais:

Você já tinha ouvido falar que o requeijão é remoso? Consome com frequência o requeijão no seu dia a dia? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é uma das nutricionistas mais conceituadas do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition. É ainda a nutricionista com mais inscritos no YouTube em português. Dra. Patricia Leite é a revisora geral de todo conteúdo desenvolvido pela equipe de redatores especializados do Mundo Boa Forma.

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