Tive Contato Com Uma Pessoa Infectada Pelo Novo Coronavírus – E Agora, O Que Fazer?

Especialista:
atualizado em 28/05/2020

Os números da pandemia do novo coronavírus no Brasil são crescentes e elevados a cada dia. Com isso, não fica muito difícil conhecer alguém que tenha sido contaminado pelo novo coronavírus ou que tenha algum parente ou amigo com COVID-19, especialmente para aqueles que moram em regiões onde há mais casos da doença, como é o caso do estado de São Paulo.

Entretanto, não são apenas os números que assustam, o que o novo coronavírus pode provocar no organismo de uma pessoa também causa temor, ainda que os efeitos mais graves sejam observados em uma porcentagem menor de contaminados.

Por isso, ao receber a notícia de que teve o contato direto com um paciente contaminado pelo novo coronavírus, uma pessoa pode ficar assustada e questionar como deve proceder a partir de então.

A médica especialista em doenças infecciosas Kristin Englund deu esclarecimentos a respeito desse questionamento para o site do centro médico acadêmico americano Cleveland Clinic. De acordo com a especialista, a resposta para a pergunta depende do grau de contato que se teve com a pessoa contaminada pelo novo coronavírus.

“O coronavírus se propaga principalmente de pessoa para pessoa por meio de gotículas quando uma pessoa infectada fala, tosse ou espirra. Isso significa que o maior risco de pegá-lo (o vírus) é estar em contato próximo por uma quantidade significativa de tempo com alguém que tem a COVID-19”, afirmou Englund.

Segundo a médica especialista em doenças infecciosas, não existe uma definição exata do que seria essa proximidade, mas geralmente acredita-se que isso se traduza em estar dentro de um raio de aproximadamente dois metros (1,83 metros, para sermos mais exatos) da pessoa contaminada durante no mínimo 10 minutos.

Por exemplo, fazer compras no mesmo supermercado que alguém que pode ter a COVID-19 não seria considerado um alto risco de contágio – a não ser que ocorra uma exposição clara e direta ao novo coronavírus como quando a pessoa tosse ou espirra diretamente em você.

Daí a importância de que todos usem adequadamente as máscaras faciais de pano ao saírem de casa, inclusive para fazer compras rapidinho no supermercado. Mesmo que não apresente sintomas ou apresente sintomas leves, uma pessoa pode ter sido contaminada pelo novo coronavírus e não saber. Então, ao utilizar a máscara em suas saídas de urgência, ela terá uma barreira entre as suas gotículas contaminadas e as outras pessoas.

Entretanto, vale registrar que o uso das máscaras não substitui as outras medidas de prevenção para evitar o contágio quando precisar sair de casa, que incluem manter uma distância de dois metros em relação a outras pessoas, lavar muito bem as mãos com água e sabão ou passar álcool em gel 70%, cobrir o rosto com um lenço descartável ou com o antebraço ao tossir e espirrar, não tocar os olhos, nariz ou boca com as mãos, evitar contato direto como beijos, abraços e apertos de mão com outras pessoas, manter os ambientes bem ventilados e não compartilhar objetos de uso pessoal como talheres, pratos, copos e garrafas.

Já no caso das pessoas que tiveram um contato próximo e significativo com uma pessoa que teve o diagnóstico de COVID-19, a regra é impor uma quarentena de 14 dias a si mesmo, apontou Englund.

Se esse for o seu caso, saiba que também é necessário informar sobre o seu contato com o contaminado pelo novo coronavírus às outras pessoas com quem você teve contato depois dele, como aqueles que moram na mesma casa que você ou os que estavam em algum local por onde você tenha passado.

Caso esteja trabalhando fora de casa durante a pandemia, não deixe de alertar seus chefes, colegas e clientes a respeito do ocorrido. Assim, eles poderão fazer a mesma quarentena e ficar atentos aos sintomas.

“Isso (a quarentena de 14 dias) envolve ficar em casa e limitar as suas interações com os outros – mesmo que você não fique doente. Agora, nós entendemos que as pessoas podem ter o vírus e passar para outros, mesmo que eles não apresentem quaisquer sintomas. Então, colocar a si mesmo de quarentena é crucial para auxiliar a prevenir a propagação do vírus”, esclareceu a médica especialista em doenças infecciosas.

Portanto, mesmo sem apresentar sintomas após o contato com uma pessoa com COVID-19, é fundamental obedecer aos 14 dias de quarentena em casa, para que não contamine outras pessoas, especialmente pessoas do grupo de risco como idosos ou indivíduos com doenças crônicas, mesmo estando assintomático.

Falando neles, ao longo da quarentena de 14 dias é crucial ficar atento aos sintomas do coronavírus. De acordo com Englund, a ajuda médica deverá ser procurada quando surgirem sintomas como tosse, dificuldade para respirar e febre. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também orienta procurar o auxílio médico no caso de experimentar dor ou pressão no peito.

Ao entrar no hospital para buscar ajuda médica devido à suspeita de COVID-19, a recomendação é usar máscaras, manter dois metros de distância para outras pessoas, não tocar em superfícies com objetos com as mãos e lavar as mãos com água e sabão ou passar álcool em gel 70% várias vezes enquanto estiver presente no local.

Embora sejam os sintomas mencionados acima que devam motivar a ida a um hospital em caso de suspeita de COVID-19, a doença também pode provocar outros sintomas. Segundo o Ministério da Saúde, os sintomas provocados pelo novo coronavírus podem variar de um simples resfriado até uma pneumonia severa. Além disso, a lista de sintomas comuns da COVID-19 também envolve coriza, cansaço e dor de garganta, apontaram o Ministério da Saúde e a OMS.

A OMS informou ainda que a doença causada pelo novo coronavírus também pode trazer sintomas menos comuns em algumas pessoas como dores, congestão nasal, dor de cabeça, conjuntivite, dor de garganta, diarreia, perda de paladar ou olfato, erupção na pele ou descoloração nos dedos.

Saiba mais sobre o novo coronavírus também poder provocar sintomas na pele e sobre os problemas estomacais e digestivos também poderem ser sintomas do novo coronavírus.

Caso divida a residência com outras pessoas, a pessoa em quarentena após o contato com alguém infectado deverá se manter o mais longe possível dos outros moradores para evitar uma possível contaminação. O ideal é que a pessoa tenha um quarto só seu e um banheiro só seu, mas se isso na for possível, a recomendação é manter as camas do quarto dividido bem distantes e desinfetar o banheiro sempre depois de usá-lo.

Outra dica que pode ajudar bastante quem teve contato com alguém com COVID-19 é ligar para o seu médico e para a secretaria de saúde do seu município para receber os demais esclarecimentos que forem necessários e avisar sobre a suspeita de contágio, de modo que possa ser monitorado por algum profissional mesmo a distância.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já teve contato com alguma pessoa infectada pelo novo coronavírus? Seguiu corretamente as diretrizes sugeridas? Comente abaixo!

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