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Azatioprina

Azatioprina Engorda ou Emagrece? Para Que Serve e Efeitos Colaterais

De acordo com informações da Advocacia-Geral da União (AGU) do Brasil, Azatioprina é uma substância utilizada em medicamentos vendidos com os nomes comerciais de Imuran, Imunen, Imussuprex e Aseroprin, que é apresentada na forma de comprimidos de 50 mg e classificada como um agente imunossupressor, ou seja, que diminui as reações de defesa do organismo.

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A sua comercialização é liberada somente com a apresentação da receita médica. Vamos conhecer essa substância um pouco melhor, conferir para que serve e procurar entender se Azatioprina engorda ou emagrece?

Para que serve Azatioprina? 

Segundo informações da bula de Imussuprex/Azatioprina, disponibilizada pela Agência Nacional e Vigilância Sanitária (Anvisa), os imunossupressores como o remédio são necessários quando o organismo se defende contra os agressores de maneira excessiva, inadequada ou indesejável.

O documento esclareceu ainda que a indicação do uso do medicamento refere-se ao tratamento de doenças autoimunes, condições em que o corpo reage contra si próprio, passando a atacar e prejudicar os seus próprios órgãos, e que o remédio pode ser usado sozinho ou em conjunto com outros medicamentos, o que acontece mais frequentemente.

Conforme a bula, algumas das doenças autoimunes são: artrite reumatoide grave, lúpus eritematoso sistêmico, dermatomiosite/polimiosite, hepatite crônica ativa autoimune, pênfigo vulgar, poliartrite nodosa, anemia hemolítica autoimune e púrpura trombocitopênica refratária crônica.

De acordo com a bula, Azatioprina também pode ser indicada em casos de transplante de órgãos como forma de evitar a rejeição. O medicamento é de uso oral, adulto e pediátrico.

Azatioprina engorda ou emagrece?

Para sabermos se Azatioprina engorda ou emagrece, primeiro vamos consultar a sua bula. E, segundo as informações contidas no documento, o remédio não causa efeitos colaterais que possam ser diretamente associados com o aumento ou a perda de peso.

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Entretanto, para quem experimentar uma elevação ou uma diminuição do peso durante o tratamento com o medicamento, é fundamental buscar rapidamente a ajuda do médico para que ele possa verificar qual pode ter sido a origem dessa alteração e se isso pode estar associado indiretamente com Azatioprina ou se não é sintoma de algum outro tipo de condição de saúde, que precisa ser devidamente diagnosticada e tratada.

Portanto, de acordo com a bula do medicamento, não temos como afirmar se a Azatioprina emagrece ou engorda.

Efeitos colaterais de Azatioprina 

Conforme a sua bula, o medicamento pode provocar os seguintes efeitos colaterais:

  • Maior risco de desenvolvimento de doenças como linfomas não-Hodgkin, câncer de pele, sarcoma e câncer de colo de útero;
  • Ativação de focos primários de tuberculose;
  • Infecções por vírus, fungos e bactérias, que podem ser graves e incomuns como catapora e herpes-zóster e causadas por outros agentes infecciosos, em pacientes transplantados;
  • Diminuição das células brancas no sangue em decorrência do comprometimento da medula óssea;
  • Redução do número de plaquetas no sangue;
  • Infecções por vírus, fungos e bactérias em pacientes que não receberam transplantes;
  • Anemia;
  • Hipersensibilidade;
  • Inflamação no pâncreas, especialmente em pacientes que receberam transplante de rim e apresentam doença inflamatória intestinal;
  • Colestase – diminuição do fluxo da bile (líquido produzido pelo fígado) – e comprometimento das funções do fígado;
  • Tumores, inclusive linfomas não-Hodgkin, câncer de pele (melanoma e não melanoma), sarcomas (Kaposi e não-Kaposi), câncer de colo de útero, leucemia mieloide aguda e mielodisplasia;
  • Doenças graves do sangue como agranulocitose, pancitopenia, anemia aplástica, anemia megaloblástica e hipoplasia eritrocítica;
  • Danos hepáticos, que podem ser fatais;
  • Queda de cabelos;
  • Vírus JC associado à leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP, doença do sistema nervoso central de acordo com o Fleury Medicina e Saúde) após o uso de azatioprina com outros agentes imunossupressores;
  • Reações alérgicas graves da pele, possivelmente fatais, como síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica;
  • Inflamação reversível nos pulmões;
  • Náusea;
  • Inflamações no intestino como colite, diverticulite e perfuração;
  • Diarreia grave em pacientes com doenças inflamatórias intestinais.

Ao experimentar algum desses efeitos colaterais, perceber que a Azatioprina engorda ou emagrece para você, ou ter outras reações adversas durante o tratamento com o remédio, busque imediatamente o auxílio do seu médico para saber como deve proceder a partir de então.

Contraindicações e cuidados com Azatioprina 

Quem tem hipersensibilidade à azatioprina, a qualquer outro dos componentes da fórmula do medicamento ou ao Purinethol/Mercaptopurina não deve fazer uso do remédio.

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A substância não deve ser usada ainda por mulheres que estejam amamentando, pessoas que sofrem com doenças nos rins ou no fígado e por quem é portador de uma condição que faz com que o organismo produza uma quantidade muito baixa de uma substância química natural chamada tiopurina metiltransferase (TPMT).

Indivíduos que sofrem com a síndrome de Lesch-Nyhan, que já tiveram catapora ou herpes-zóster são outros que não podem fazer uso do medicamento.

Ele também não pode ser utilizado por mulheres que estejam grávidas ou que pretendem engravidar, a não ser que os benefícios avaliados pelo médico sejam maiores do que os riscos para o feto. Além disso, durante o tratamento da mulher ou do parceiro com o remédio devem ser tomadas medidas para evitar uma gestação.

É necessário conversar com o médico antes de tomar qualquer tipo de vacina porque o medicamento pode afetar os efeitos da vacina ou a reação do paciente em relação a ela. É preciso, ainda, informar ao médico a respeito de qualquer outro remédio que esteja tomando para que ele determine se existem riscos de interação entre o medicamento e Azatioprina.

Por aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de pele, recomenda-se que os pacientes que utilizam o remédio evitem a exposição aos raios do sol e à radiação ultravioleta, usem roupas que bloqueiam a luz solar e apliquem protetor solar com alto fator de proteção.

Como os imunossupressores como Azatioprina podem ativar focos primários de tuberculose, os médicos que acompanham os pacientes que usam esses remédios devem estar alertas ao aparecimento da doença ativa.

As informações são da bula de Imussuprex/Azatioprina disponibilizada pela Anvisa.

Como tomar – Posologia de Azatioprina 

Seu uso é oral e os comprimidos também não podem ser partidos, abertos ou mastigados. Quem tocar os comprimidos quebrados ou cobertos em pó de Azatioprina deve lavar as suas mãos imediatamente.

Além disso, quem deve determinar a dosagem os horários de ingestão e a duração do tratamento é o médico. Falando nisso, o tratamento não pode ser interrompido sem que haja o conhecimento do profissional.

A posologia do remédio deve ser definida por elee e pode variar bastante de pessoa para pessoa, dependendo da condição de saúde que está sendo tratada. Por sua vez, o paciente deve obedecer as recomendações do profissional para que não prejudique a própria saúde.

Para os pacientes idosos, recomenda-se que a dosagem seja a menor possível e que o médico monitore com cuidados especiais as reações do sangue desses pacientes, reduzindo a dose de manutenção ao mínimo necessário.

No mesmo sentido, para quem tem insuficiência renal e/ou hepática, também orienta-se que o médico mantenha a dosagem no limite mínimo do que é recomendado.

Nos casos de transplantes para adultos e crianças, o médico pode indicar uma dose de até 5 mg por quilo de peso corporal no primeiro dia e uma dose de manutenção de 1 mg a 4 mg por quilo de peso corporal, que é ajustada conforme as necessidades clínicas e a tolerância hematológica (do sangue).

Para as outras indicações do medicamento em pacientes adultos e crianças, a dose inicial deve ser de 1 mg a 3 mg por quilo de peso corporal diariamente, que o médico ajusta dentro dos limites conforme a reação clínica e tolerância hematológica do paciente.

Com a evidência da eficácia do tratamento, o médico deve considerar diminuir a dose para o mais baixo possível que seja capaz de sustentar esse resultado. A dose de manutenção pode variar entre menos de 1 mg a 3 mg a cada dia, também de acordo com a reação clínica e tolerância hematológica do paciente.

Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)

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Você conhece alguém que tenha tomado o medicamento e afirme que a Azatioprina engorda ou emagrece? Foi receitado esse remédio e tem receio destes efeitos colaterais? Comente abaixo.

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