10 alimentos ruins do pós-treino: erros comuns a evitar

Especialista da área:
atualizado em 12/01/2021

Quem pratica treinamentos físicos para construir massa muscular com certeza sabe da importância de fazer uma boa refeição pós-treino, com uma combinação apropriada entre proteínas e carboidratos.

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Tudo isso para restaurar os níveis de energia que foram gastos e ajudar a reparação dos músculos. Entretanto, tão importante quanto saber o que comer no pós-treino é conhecer o que não deve aparecer de maneira alguma na refeição.

Isso porque o consumo dos alimentos errados, que prejudicam a nutrição após uma sessão de treinamentos, pode colocar os esforços a perder. Mas quais são essas comidas e bebidas que devem passar longe do pós-treino? É isso o que você confere na lista a seguir:

1. Leite integral de vaca

Tem o costume de fazer um shake pós-treino com o leite integral? Então é melhor mudar esse hábito. Embora a bebida até contenha proteínas de alto valor biológico, que são importantes para um pós-treino, ela é composta por uma quantidade alta de gorduras saturadas.

Enquanto o ideal para uma refeição pós-treino é um nível menor de gorduras. O leite integral de vaca não precisa ser eliminado da dieta, no entanto, o seu consumo deve ocorrer em outros períodos do dia que não sejam um pós-treino.

2. Manteiga ou pasta de amendoim

Pasta de amendoim

Mesmo que ela tenha um pouco de proteínas e possua um elevado valor energético, não é aconselhável utilizar o ingrediente na vitamina, panqueca ou outra receita do pós-treino.

Isso porque a manteiga ou pasta de amendoim apresenta uma quantidade muito elevada de gorduras em sua composição. No entanto, qual o problema com as gorduras no pós-treino?

É que toda essa gordura torna mais lenta a digestão das proteínas e dos carboidratos que se consumiu na refeição após o treino. Eles precisariam estar prontamente disponíveis ao organismo, para a recuperação dos estoques de glicogênio e a reparação muscular.

3. Barrinhas de proteínas ou de cereais

Elas são práticas e, em muitos casos, saborosas. Entretanto, a qualidade das proteínas dessas barrinhas não costuma ser muito boa. Além disso, o teor de carboidratos e calorias presentes no produto também pode não ser adequado.

Já as barrinhas de cereais são compostas basicamente por açúcar, geralmente na forma de xarope de glicose, apresentando às vezes um pouco de fibras.

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Por outro lado, elas têm uma quantia nula de proteínas, um nutriente essencial para o pós-treino, e geralmente uma quantidade baixa de calorias.

Apesar de ter açúcar e um índice glicêmico alto, seu nível de carboidratos também é considerado pequeno. Assim, elas não podem constituir sozinhas uma refeição pós-treino. Ainda que possam aparecer como complemento do pós-treino de quem gosta de comer um docinho na refeição.

4. Chocolate

O docinho é a paixão de muitos, que costumam usá-lo como uma auto-recompensa após pegar pesado e treinar intensamente. O problema é que ele é outro alimento bastante rico em gorduras, o que não combina nada com uma refeição pós-treino de qualidade.

Adicionalmente, o chocolate costuma apresentar uma quantidade pequena de carboidratos (ao menos no caso dos bons chocolates) e não contém proteínas.

E atenção: mesmo quando se trata dos chocolates mais saudáveis com teor mais elevado de cacau, o pós-treino não é o período mais adequado para consumir o quitute. A recomendação é deixar o chocolate amargo ou meio amargo para outro momento.

5. Fast food

Fast food

Não deixe a fome gritante que aparece depois de um treino e a preguiça de preparar algo saudável com mais cuidado te levar a recorrer aos pratos de fast food. Afinal, um lanche com pão, carne, salada e queijo tem proteínas e carboidratos, certo?

Errado. O que acontece é que normalmente as proteínas desses sanduíches de fast food são de baixa qualidade.

Além disso, pode haver a mistura de cortes gordurosos de carne no lanche como forma de melhorar o sabor. Se houver a presença de bacon e ovo frito, então: mais gordura e mais atraso na absorção dos nutrientes.

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Como se não bastasse, proporcionalmente, a quantidade de carboidratos ali presentes pode não corresponder a tudo que o organismo necessita em um pós-treino.

O mesmo vale para uma pizza. Embora tenha carboidratos, ela costuma aparecer cheia de ingredientes gordurosos como queijos gordos, presunto e linguiça. Além de fornecer uma proteína de valor biológico ruim, que pode nem ser uma proteína completa.

6. Ovo frito

Sim, o ovo é um alimento saudável e uma boa fonte de proteínas. Entretanto, quando frito em qualquer tipo de óleo, o ovo ganha gorduras. Então, isso gera absorção mais lenta da albumina, a proteína do ovo.

Mas esse não é o único problema: ao comer ovo frito no pós-treino, a pessoa também fica sem os carboidratos. Não é demais lembrar que os carboidratos de alto índice glicêmico são necessários no pós-treino para facilitar o transporte dos aminoácidos da proteína de alto valor biológico.

A dica para quem deseja comer ovo no pós-treino é não usar óleo no preparo e utilizar mais claras para aumentar a quantidade de proteínas. Além disso, consumir o alimento ao lado de pão, batata, macarrão branco ou outra fonte de carboidrato de alto índice glicêmico.

7. Refrigerante

Algumas pessoas recorrem ao refrigerante como fonte de carboidratos de alto índice glicêmico. O objetivo é gerar um pico de insulina e ajudar a transportar melhor os aminoácidos da fonte de proteínas escolhida para a refeição pós-treino.

Mas se o refrigerante já faz mal no dia a dia e os profissionais de saúde costumam recomendar evitá-lo de maneira geral, como a bebida poderia ser boa para o pós-treino?

O refrigerante contém muito gás, que torna a digestão mais lenta, distende o intestino e pode aumentar a flatulência.

A bebida também possui muitas substâncias químicas, estabilizantes, conservantes e acidulantes e não funciona nem como uma boa opção de hidratação para o pós-treino.

8. Abacate

A fruta é calórica e saudável, no entanto, não é aconselhável incluí-la no pós-treino porque é rica em fibras e gorduras.

Apesar de as gorduras do abacate serem saudáveis e das suas fibras serem boas para a saúde digestiva, elas também vão tornar mais lenta a absorção dos nutrientes fundamentais para o pós-treino.

Assim, considera-se o abacate uma ótima alternativa de alimento para ser consumido longe do treino, como no café da manhã ou lanche da tarde, por exemplo. Principalmente para aqueles que precisam aumentar a quantidade de calorias consumidas diariamente.

9. Cerveja

Happy hour com cerveja depois de uma sessão cansativa de treinamentos? Afinal, a bebida contém carboidratos, não é mesmo? Na verdade, isso não é uma boa ideia.

É que a bebida alcoólica vai desidratar ainda mais a pessoa que já suou e perdeu água durante o treino. Ela também não apresenta uma boa quantidade de carboidratos e não contém proteínas. Além disso tudo, o álcool afeta o metabolismo e a boa forma.

10. Condimentos picantes

Os condimentos picantes podem até dar um sabor a mais aos alimentos. No entanto, ingredientes como pimenta e curry exigem mais tempo de digestão, o que os torna prejudiciais para o pós-treino.

Isso porque eles farão com que toda a refeição leve demora mais na digestão e prejudicarão a absorção dos nutrientes necessários para a reposição de energia e reparação dos músculos.

A nossa nutricionista também listou no vídeo abaixo os alimentos proibidos no pós-treino, não deixe de conferir:

Gostou das dicas?

Você comia um desses alimentos no seu pós-treino? Qual? Conte para nós nos comentários!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é Nutricionista - CRN-RJ 0510146-5. Ela é uma das mais conceituadas profissionais do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition. É ainda a nutricionista com mais inscritos no YouTube em português. Dra. Patricia Leite é a revisora geral de todo conteúdo desenvolvido pela equipe de redatores especializados do Mundo Boa Forma.

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