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Diabético Pode Comer Carne de Porco?

Confira se um diabético pode comer carne de porco ou se esse tipo de proteína deve ser um dos alimentos evitados por quem possui a condição.

Enquanto alguns não recusam a carne suína, outros a rejeitam por ter aversão ao alimento ou por acreditar que carne de porco faz mal à saúde. No entanto, você sabia que a carne de porco não necessariamente é ruim para o nosso organismo?

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É claro que não estamos falando dos cortes gordurosos ou das preparações em que ela é mergulhada na fritura. Entretanto, a carne de porco que é consumida nos dias de hoje já é mais saudável do que a de 20 anos atrás, por conta de melhorias no método de criação dos porcos, o que inclui uma alimentação mais equilibrada desses animais.

O alimento serve como fonte de vitamina B6, proteínas, além de conter ferro, zinco, potássio, selênio, fósforo, magnésio, vitamina B1, vitamina B3 e vitamina B12. Vale a pena conhecer os benefícios da carne de porco para a saúde e boa forma.

Para aproveitar esses benefícios, realmente é necessário dar preferência aos cortes mais magros, pois dessa forma são mais concentradas as suas propriedades saudáveis.

Mas será que todo mundo que pode consumir o alimento, mesmo nas versões mais magras? Por exemplo, você saberia dizer se um diabético pode comer carne de porco ou existe alguma restrição?

O que é a diabetes?

Para entendermos se o diabético pode comer carne de porco, antes precisamos compreender ao menos um pouco do mecanismo por trás do surgimento da doença.

A condição é caracterizada pelo desenvolvimento de níveis muito elevados de glicose (açúcar) no sangue. Essa substância é a maior fonte de energia para o nosso organismo e é oriunda dos alimentos que consumimos nas refeições.

Uma pessoa apresenta a diabetes quando o seu corpo não dá conta de produzir uma quantidade suficiente ou qualquer quantia de insulina ou não consegue utilizar o hormônio adequadamente.

Isso faz com que a glicose permaneça no sangue e não atinja as células do organismo, já que a insulina é justamente responsável por auxiliar a glicose obtida através da dieta a chegar até as nossas células e ser utilizada como energia.

Ao descobrir que sofre com a doença, é fundamental que o paciente não perca tempo e obedeça a todas as orientações que forem passadas pelo médico para o seu tratamento, incluindo seguir a melhor dieta para diabetes.

Até porque, com o passar do tempo, ter níveis elevados de glicose no sangue pode gerar uma série de complicações como doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC), doença nos rins, problemas nos olhos, doenças dentárias, danos nos nervos e problemas nos pés. As informações são do Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais (NIDDK, sigla em inglês) dos Estados Unidos.

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E então, será que o diabético pode comer carne de porco?

Segundo encontramos, quem tem diabetes não pode comer banha de porco e embutidos como toucinho, linguiça, salame, mortadela e presunto, além de precisar evitar a carne de porco.

No entanto, a doença não proíbe a presença do alimento nas refeições, apesar de ser comum que o paciente com diabetes apresente dislipidemia, ou seja, taxas elevadas de gordura no sangue, o que torna necessário restringir a ingestão de carne com gorduras.

Para quem gosta do bacon do porco, a notícia também não é lá muito boa: ele é uma das piores escolhas de fonte de proteínas para os pacientes com diabetes.

Esse julgamento também vale para outros cortes gordurosos de carne suína, que fazem parte do grupo de comidas que devem ser evitadas pelos diabéticos.

Mas qual é o problema com as gorduras?

A nutricionista Joy Bauer explicou que as carnes gordurosas podem carregar uma quantidade elevada de gorduras saturadas, que dão início à inflamação no organismo e geram uma série de efeitos colaterais.

A especialista advertiu que, como os diabéticos já têm um risco maior de desenvolver doença no coração, o consumo de carnes ricas em gorduras os coloca em um risco ainda mais elevado do que uma pessoa comum.

Embora a relação entre a ingestão de gorduras saturadas e a doença cardíaca não esteja tão clara – visto que uma análise de pesquisas não achou evidências suficientes que ligassem uma a outra – como os diabéticos já têm um risco maior de sofrer com a doença no coração, o ideal é que eles continuem a consumir pequenas quantidades de gorduras saturadas até que as pesquisas determinem novas recomendações seguras.

Além disso, o site do projeto Liga Interdisciplinar de Diabetes (Lidia) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) informa que uma alimentação rica em alimentos gordurosos pode provocar a chamada hiperglicemia tardia, que é o crescimento súbito dos níveis de glicose no sangue muito tempo depois da refeição, dependendo do conteúdo de gordura presente no organismo.

A explicação da Lidia é que a gordura demora mais tempo para ser digerida e, consequentemente, também leva mais tempo para ser absorvida. O site do projeto da UFRGS aconselha que os diabéticos controlem a ingestão de comidas gordurosas e monitorem a glicemia até cinco horas após fazer uma refeição com gorduras.

No lugar de se jogar nos bacons gordurosos, o recomendado é que a pessoa com diabetes componha o seu prato com fontes magras de proteínas como o lombo magro de porco, por exemplo.

A questão do sódio

Você provavelmente já deve ter ouvido falar que o sódio faz mal para a saúde, não é mesmo? Pois bem, se para qualquer pessoa já é aconselhável optar pelos cortes de carne de porco que tenham o menor teor possível de sódio, para o diabético isso é especialmente fundamental.

A nutricionista Ellie Krieger exemplificou que as carnes suínas curadas como o bacon e a linguiça podem carregar quantidades elevadas de sódio, e quem tem diabetes não pode consumir mais do que 1.500 mg de sódio por dia.

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Indivíduos com diabetes já estão em risco de ter doença no coração e doença renal e uma dieta rica em sódio aumenta mais esse risco.

No mesmo sentido, a Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, informou que o excesso de sódio também pode provocar problemas como retenção de líquidos, endurecimento dos vasos sanguíneos, hipertensão, ataque cardíaco AVC e insuficiência cardíaca.

Como você provavelmente deve lembrar, algumas dessas condições também fazem parte da lista de complicações que podem ser provocadas por um quadro de diabetes.

O ideal mesmo

É que o diabético consulte o seu médico e nutricionista para saber quais cortes de carne de porco podem ser incluídos na dieta sem prejudicar a sua saúde e em que quantidade e frequência esses alimentos podem ser consumidos.

Precisamos lembrar que cada quadro de diabetes tem as suas especificidades e pode exigir diferentes cuidados com a alimentação e o restante do tratamento da condição.

Tenha em mente ainda que este artigo serve unicamente para informar e jamais pode substituir as orientações profissionais e qualificadas do médico e do nutricionista.

Vídeos:

Referências Adicionais:

Você já tinha ouvido falar que diabético pode comer carne de porco? Possui a condição e costuma comer? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é uma das nutricionistas mais conceituadas do país, sendo muito solicitada para palestras, consultoria a empresas e atendimento personalizado para atletas, pessoas com condições especiais de saúde e pessoas que desejam melhorar a forma física de forma saudável. É a nutricionista com mais inscritos no YouTube em português. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España). É também membro da International Society of Sports Nutrition. Dra. Patricia Leite é a revisora geral de todo conteúdo desenvolvido pela equipe de redatores especializados do Mundo Boa Forma. Dra. Patricia Leite é uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento.

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