Diabético pode comer carne de porco?

Especialista da área:
atualizado em 11/03/2022

Confira se um diabético pode comer carne de porco ou se esse tipo de proteína deve ser um dos alimentos evitados por quem possui essa condição de saúde.

Enquanto alguns não recusam a carne suína, outros a rejeitam por ter aversão ao alimento ou por acreditar que carne de porco faz mal à saúde. No entanto, você sabia que a carne de porco não é necessariamente ruim para o nosso organismo?

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É claro que não estamos falando dos cortes gordurosos ou das preparações em que ela é mergulhada na fritura.

Entretanto, a carne de porco que é consumida nos dias de hoje já é mais saudável do que a de 20 anos atrás, por conta de melhorias no método de criação dos porcos, o que inclui uma alimentação mais equilibrada desses animais.

O alimento serve como fonte de proteínas, além de conter ferro, zinco, potássio, selênio, fósforo, magnésio, vitaminas B1, B3, B6 e B12. Vale a pena conhecer os benefícios da carne de porco para a saúde e boa forma.

Para aproveitar esses benefícios, realmente é necessário dar preferência aos cortes mais magros, pois é onde se concentra as suas propriedades mais saudáveis.

Mas será que todo mundo que pode consumir o alimento, mesmo nas versões mais magras? Por exemplo, você saberia dizer se um diabético pode comer carne de porco ou existe alguma restrição?

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O que é diabetes?

kit cuidados com a diabetes
A diabete é uma doença crônica e se não for controlada pode provocar diversos problemas à saúde

A diabetes é uma doença caracterizada por níveis muito elevados de glicose (açúcar) no sangue.

A glicose é a maior fonte de energia para o nosso organismo e é obtida através dos alimentos que consumimos nas refeições, predominantemente aqueles ricos em amido, como por exemplo arroz, batatas, massas e pães.

Uma pessoa desenvolve a condição quando o seu corpo não consegue produzir uma quantidade suficiente de insulina ou não consegue utilizar o hormônio de maneira adequada.

Isso faz com que a glicose se acumule na corrente sanguínea caso a insulina não esteja disponível para levá-la até as células.

Níveis elevados de glicose no sangue pode gerar uma série de complicações como doença cardiovasculares, doença nos rins, problemas nos olhos, problemas dentários e nos pés, além de danos no sistema nervoso.

E então, será que o diabético pode comer carne de porco?

A doença não proíbe a presença do alimento nas refeições, apesar de ser comum que o paciente com diabetes apresente dislipidemia, ou seja, taxas elevadas de gordura no sangue, o que torna necessário restringir a ingestão de carne com gorduras.

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Portanto, quem tem diabetes não deve consumir cortes gordurosos de carne suína, como a costela e embutidos como toucinho, linguiça, salame, mortadela e presunto, que fazem parte do grupo de comidas que devem ser evitadas pelos diabéticos.

Para quem gosta do bacon do porco, a notícia também não é lá muito boa: ele é uma das piores escolhas de fonte de proteínas para os portadores de diabetes.

No entanto, existem cortes magros de carne suína, como o filé mignon suíno, o pernil, a bisteca e o lombo de porco, que apresentam um nível bem menor de gordura quando comparado a outros cortes suínos. 

Mas qual é o problema com as gorduras?

carne de porco gordurosa
A carne de porco possui cortes muito gordurosos

A nutricionista Joy Bauer explicou que as carnes gordurosas podem carregar uma quantidade elevada de gorduras saturadas, que dão início à inflamação no organismo e geram uma série de efeitos colaterais.

A especialista advertiu que, como os diabéticos já têm um risco maior de desenvolver doença cardíaca, o consumo de carnes ricas em gorduras os coloca em um risco ainda mais elevado do que uma pessoa comum.

Muito embora a relação entre a ingestão de gorduras saturadas e a doença cardíaca não esteja tão clara, visto que uma análise de pesquisas não achou evidências suficientes que ligassem uma a outra, como os diabéticos já têm um risco maior de sofrer com doenças cardíacas, o ideal é que eles consumam pequenas quantidades desse tipo de gordura.

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Além disso, o site do projeto Liga Interdisciplinar de Diabetes (Lidia) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) informa que uma alimentação rica em alimentos gordurosos pode provocar a chamada hiperglicemia tardia, que é o crescimento súbito dos níveis de glicose no sangue muito tempo depois da refeição, dependendo do tipo de gordura presente no organismo.

A explicação deste projeto é que a gordura demora mais tempo para ser digerida e, consequentemente, também leva mais tempo para ser absorvida.

Sendo assim, eles aconselham que os diabéticos controlem a ingestão de comidas gordurosas e monitorem a glicemia até cinco horas após fazer uma refeição rica em gorduras.

A questão do sódio

Você provavelmente já deve ter ouvido falar que o sódio faz mal para a saúde, não é mesmo? Pois bem, se para qualquer pessoa já é aconselhável optar pelos cortes de carne de porco que tenham o menor teor possível de sódio, para o diabético isso é especialmente fundamental.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), os adultos saudáveis devem consumir menos do que 5 g de sal diariamente (o que equivale a 2 g de sódio), sendo que indivíduos com pressão arterial elevada e outras condições de saúde precisam consumir quantias ainda menores do que essas.

A nutricionista Ellie Krieger exemplificou que as carnes suínas curadas, como o bacon e a linguiça, podem carregar quantidades elevadas de sódio, e quem tem diabetes não pode consumir mais do que 1,5 g de sódio por dia.

Indivíduos com diabetes já apresentam um risco maior de ter doenças no coração e rins, e uma dieta rica em sódio aumenta ainda mais esse risco.

No mesmo sentido, a Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, informou que o excesso de sódio também pode provocar problemas como retenção de líquidos, endurecimento dos vasos sanguíneos (arteriosclerose), hipertensão, ataque cardíaco, AVC e insuficiência cardíaca.

Conte com uma ajuda profissional

Carne de porco
O diabético só deve consumir os cortes magros da carne suína

É que o diabético consulte o seu médico e nutricionista para saber quais cortes de carne de porco podem ser incluídos na dieta sem prejudicar a sua saúde e em que quantidade e frequência esses alimentos podem ser consumidos.

Precisamos lembrar que cada quadro de diabetes tem as suas especificidades e pode exigir diferentes cuidados com a alimentação e o restante do tratamento da condição.

Vídeos

Fontes e referências adicionais

Você já tinha ouvido falar que diabético pode comer carne de porco? Possui a condição e costuma comer? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é Nutricionista - CRN-RJ 0510146-5. Ela é uma das mais conceituadas profissionais do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition.

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1 comentário em “Diabético pode comer carne de porco?”

  1. A sensação é que diabetico morreu é esqueceu de deitar.

    A alimentação é limitadissima, a única coisa liberada é capim, como alface, é outras verdaduras, quase pastar na verdade.

    A sensação não é de viver, é sim de sobrevida, mas com preço bastante alto.

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