Estudos mostram benefícios em ajudar o próximo para sua saúde física e mental

Especialista da área:
atualizado em 01/12/2020

Quando se fala em cuidar da saúde tanto física quanto mental, o que vem à sua mente? Seguir uma dieta balanceada? Praticar atividades físicas com frequência? Dormir bem? Controlar a ansiedade e o estresse? Incluir momentos de lazer para relaxar da correria?

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Sim, tudo isso realmente é fundamental para a saúde do corpo e da mente. Mas existe outra coisa que também pode trazer benefícios: a prática da caridade ou de atos que ajudam ao próximo.

Isso de acordo com o psicólogo e doutor em psicologia clínica Scott Bea, em artigo para o centro médico acadêmico americano Cleveland Clinic.

“Todos nós sabemos que doar ajuda os outros. Seja se a gente se voluntariar em organizações, oferecer suporte emocional a pessoas próximas ou doar para caridades. Mas estudos mostram que doar também é bom para o doador – estimulando a sua saúde física e emocional”.

De acordo com o doutor em psicologia clínica, um estudo no International Journal of Psychophysiology observou que pessoas que ofereceram suporte social a outras apresentaram uma pressão arterial mais baixa em comparação àqueles que não ofereceram.

Além disso, o apoio aos outros também ajudou na recuperação de eventos associados a doenças coronárias, completou.

Conforme o psicólogo, pesquisadores também apontaram que as pessoas que dedicaram o seu tempo para ajudar outras através de envolvimento comunitário ou organizacional tinham maior autoestima, menos depressão e menos estresse em comparação àqueles que não faziam isso.

Uma vida mais longa e mais alegre

Casal feliz

Ademais, Scott Bea também mencionou que estudos já atribuíram uma vida mais longa e maior alegria com os benefícios do ato de doar.

“De acordo com um estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley, pessoas com 55 anos voluntárias de duas ou mais organizações eram 44% menos propensas a morrer em um período de cinco anos do que aqueles que não se voluntariavam”.

“Mesmo levando em conta muitos outros fatores como idade, exercício, saúde geral e hábitos negativos como fumar”, acrescentou.

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Adicionalmente, encontraram-se números similares em um estudo da Universidade de Michigan. O estudo analisou idosos que ajudavam amigos, parentes ou vizinhos ou concediam suporte emocional aos seus cônjuges.

Ajudar ao próximo também pode deixar uma pessoa mais alegre. Conforme explicou o doutor em psicologia clínica, biologicamente o ato de doar pode ativar regiões cerebrais ligadas ao prazer, à ligação com as outras pessoas e à confiança.

Dar presentes pode ser um presente

“Eu consigo recordar de dar para as minhas filhas um dólar para comprar presentes para nós no feriado enquanto elas estavam no ensino fundamental. Quando elas voltaram para casa, não podiam esperar pelo feriado para nos dar o presente”, exemplificou.

“Elas insistiram que nós abríssemos imediatamente. Elas podiam ser muito pacientes para receber presentes. Mas os seus cérebros estavam prestes a experimentar a satisfação de presentear”, acrescentou.

Além disso, existem evidências de que, ao dar presentes, ocorre a secreção de substâncias químicas associadas a boas sensações cérebro.

Por exemplo: a serotonina (mediadora do humor), a dopamina (substância química do bem-estar) e a oxitocina (uma substância associada à compaixão e à ligação com outras pessoas).

“Pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde (dos Estados Unidos) analisaram imagens por ressonância magnética funcionais de sujeitos que doaram para várias caridades. Assim, eles identificaram que doar estimula a via mesolímbica, o centro de recompensa do cérebro”, disse.

“O ato de doar libera endorfinas e cria o que se chama de ‘helper’s high’ (algo como uma sensação de euforia ao ajudar alguém). E como os outros ‘highs’, esse também é viciante”, finalizou.

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Fontes e Referências Adicionais

Você costuma ajudar o próximo? Como se sente ao fazer uma boa ação? Compartilhe conosco nos comentários!

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1 comentário em “Estudos mostram benefícios em ajudar o próximo para sua saúde física e mental”

  1. Concordo. Ajudar o próximo é ótima terapia, quando este sentimento bonito de empatia parte do coração mais forte para o mais fraco, aquele que precisa de ajuda. Voluntários não costumam ter insônia, depressão, síndromes e outras mazelas do corpo e do espírito, porque estão focados no outro que sofre, sentindo a dor dele, tentando minorá-la, se não for possível acabar com ela, de vez. Empatia é a senha, esquecer de olhar para o próprio umbigo e caminhar na direção de quem sofre uma dor maior, um desalento, um impedimento momentâneo ou definitivo, físico ou moral, um luto. Doar-se em prol de uma causa, que não seja apenas a sua própria, esse o mapa da mina. Pode ser Proteção Animal, também, se você se identifica com os animais abandonados que comem o pão que o diabo amassou, por conta de tutores irracionais e inferiores. Quando a gente enxuga a lágrima alheia, a gente para de chorar à toa.

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