Glifage emagrece mesmo?

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atualizado em 02/08/2021

A fama dos poderes emagrecedores do Glifage é grande. Esse remédio é mais um dos medicamentos que, ainda que indicados para outros fins, aparecem frequentemente nas listas informais de remédios para emagrecer.

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Na verdade, o princípio ativo do Glifage (o cloridrato de metformina) é indicado como tratamento para o diabetes tipo 2, bem como para o tratamento auxiliar do diabetes 1, em conjunto com as doses de insulina.

Entretanto, os indivíduos tratados com Glifage apresentam um emagrecimento atípico para casos de diabetes, o que projetou a fama de que o Glifage pode ser usado para esse fim. Mas será que o Glifage emagrece mesmo?

Como funciona o Glifage?

O cloridrato de metformina presente no Glifage trata a diabetes ao combater a hiperglicemia, isto é, o excesso de açúcar no sangue. Esse medicamento é especialmente indicado para diabetes tipo 2, no qual o problema não é a falta de insulina, mas sim a resistência das células à influência desse hormônio.

Nesse sentido, a ação do Glifage é tripla. Em primeiro lugar, o Glifage torna as células mais sensíveis à insulina, aumentando a eficiência desse hormônio e, portanto, estimulando a utilização da glicose pelas células. Além disso, o Glifage provoca uma diminuição dos níveis de glicose no sangue ao retardar a sua absorção no intestino, bem como a sua síntese no fígado.

Emagrecimento com Glifage

pílula de emagrecimento

A diabetes tipo 2 é uma doença amplamente relacionada à obesidade. Isso ocorre pois a pessoa sofre, em geral, com o excesso de insulina no sangue, uma vez que o corpo tenta compensar a ineficiência da atuação deste hormônio ao levar a glicose para o interior das células. Com isso, acaba produzindo quantidades cada vez maiores desse hormônio.

O problema é que um dos efeitos colaterais do excesso de insulina é o estímulo ao acúmulo de gordura, promovendo o ganho de peso. Além disso, níveis altos deste hormônio estão associados à fome intensa, de modo que o ganho de peso se dá também indiretamente.

Dessa forma, o Glifage emagrece ao combater esses dois mecanismos. Uma vez que o medicamento torna as células mais sensíveis à insulina, o corpo precisa produzir menos desse hormônio, o que impacta positivamente no acúmulo de gordura e na fome, dois fatores extremamente benéficos para a perda de peso.

Além disso, a perda de peso é amplamente beneficiada pela síntese e pela absorção lentas da glicose, uma vez que níveis excessivamente altos de glicose estimulam o ganho de peso.

Apesar dessa conexão lógica, ainda é necessário perguntar: Glifage emagrece mesmo?

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Glifage emagrece mesmo?

Em um estudo publicado em 2012 no Experimental and clinical endocrinology and diabetes (Endocrinologia experimental e clínica e diabetes em tradução livre), foi observado que 154 pacientes obesos tratados com cloridrato de metformina (substância ativa do Glifage) tiveram uma perda de peso entre 5,8 e 7 kg, comparado a 0,8 a 3,5 kg de perda nas pessoas que não ingeriram a substância (grupo de controle).

Portanto, a conclusão é que o Glifage é sim capaz de promover a perda de peso, que é mais acentuada em pessoas com resistência severa à insulina, comparado àquelas com sensibilidade a este hormônio, independentemente do gênero, idade e IMC (índice de massa corporal).

Esse efeito também foi descrito em uma publicação no site especializado Diabetes.co.uk, em Janeiro de 2019, relatando que a substância pode ajudar portadoras de diabetes a emagrecer pela redução do apetite.

O outro lado da moeda

É preciso ter em mente que o Glifage não é produzido com o objetivo de promover o emagrecimento.

Além disso, há sempre a dúvida sobre a real origem da perda de peso nos diabéticos, uma vez que eles seguem frequentemente dietas muito controladas.

Há entre os céticos a desconfiança de que o emagrecimento seja uma ilusão. A justificativa é que como os tratamentos para o diabetes frequentemente causam ganho de peso, pode ser que o Glifage, por não promover este efeito, seja associado ao emagrecimento, sem que ele de fato estimule a perda de peso.

E por último, essas pessoas relatam que não há evidências suficientes para acreditar que o Glifage emagrece mesmo em pessoas que não são diabéticas, e que esse efeito é ilusório, sem nenhuma garantia ou evidência.

O que já é consenso na comunidade científica

açúcar na mesa do consultório médico

A alternativa mais defendida pelos especialistas para quem deseja emagrecer é manter uma alimentação balanceada, reduzindo o consumo de açúcares e carboidratos, além de substituir os carboidratos simples pelos complexos. Isso já é uma excelente forma de evitar o excesso de glicose e, assim, diminuir os níveis de insulina e evitar que as células desenvolvam resistência à ela.

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Contraindicações e efeitos colaterais do Glifage

O Glifage é contraindicado em vários casos. Durante a gravidez e a lactação, as mulheres não devem usar esse medicamento, que também é contraindicado para pessoas com insuficiência renal ou com um quadro de desidratação, causado por exemplo, por diarreias e vômitos.

Em caso de insuficiência cardíaca, de infecções e de febre, o Glifage também não deve ser administrado, fato que se aplica também aos casos de intoxicação alcoólica ou de alcoolismo crônico. Em virtude da insuficiência renal, recomenda-se especial cautela ao administrar o Glifage a pacientes idosos.

Os efeitos colaterais do Glifage são numerosos. Casos de náuseas, vômitos, diarreia e gases são muito comuns, seguidos pela dor de cabeça e por distúrbios do paladar. Bem mais raros são casos de hipoglicemia e de diminuição da absorção de vitamina B12, bem como de irritações na pele e de hepatite.

A acidose lática, fenômeno no qual os músculos apresentam fraqueza e mal funcionamento, também é um efeito colateral raro e bastante perigoso. Recomenda-se, além disso, extrema cautela quanto a interações com outros medicamentos. Para evitar esse perigo, o aconselhamento de um médico é indispensável.

Overdose de Glifage

Felizmente, o uso de Glifage é amplamente seguro quanto à dose. O seu princípio ativo, o cloridrato de metformina, se mostrou seguro em doses de até 85 g, sem verificação de hipoglicemia. Nesses casos, há somente o perigo da acidose lática, que requer tratamento emergencial.

Em todo caso, doses elevadas não são recomendadas, cabendo a um médico determinar a dosagem correta a ser rigorosamente obedecida.

Fontes e referências adicionais

Conhece alguém que tenha emagrecido com o Glifage? Comente abaixo!

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2 comentários em “Glifage emagrece mesmo?”

  1. Bom tem 3 meses que estou em fase de emagrecimento seguindo uma dieta rigorosa mais nos dois primeros meses meu medico me receitou o femprporex para ajudar na perca de peso junto com a injeçao saxena. perdi 10kl em dois meses agora no retorno ele me receitou dois termogenicos gsk 516 e o glifarde ainda nao pesei mais eu sei que emagreci mais ainda pois continuo com a dieta e fazendo exercicios 5 vezes na semana. muitas pessoas criticam o uso do remedio para emagrecer, mais eu digo o remedio por si só na emagrece, vc precisa manter uma dieta saudavel e praticar exercicios sou a prova disso o remedio e um auxilio pois ele inibe a ansiedade de vc comer muito e fora da hora certa, mais se vc nao mudar os habitos alimetares nao tem como vc atingir o objetivo de emagrecer. eu nao vou ficar dependente do remedio para sempre por isso a mudança tem que partir da sua mente. emagrecer nao e facil mais nao e impossivel eu estava ja com 90 kilos minha meta e perder 36 kl ja perdi 10k passo fome e vontade sim mais esta valendo a pena. a obesidade e uma doença grave que acarreta outras doenças entao se vc almeja ter um vida longa e saudavel vale a pena se esforçar para emagrecer. fica a minha dica nao foque a penas em remedios caros para emagrecer mude a su mente primeiro e seus habitos alimentares assim vc tera um resultado bom.

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