O Que Causa Pedra nos Rins – Tratamento, Alimentação e Dicas Sobre a Condição

Especialista:
atualizado em 19/05/2020

Quando pensamos em problemas nos rins, é normal que lembremos de uma doença grave como a insuficiência renal crônica. Entretanto, existem outros problemas que podem afetar o órgão e exigem a nossa atenção, como é o caso das pedras nos rins.

Também conhecidas pelo nome de cálculo renal, nefrolitíase ou litíase renal, elas são depósitos duros constituídos de minerais e sais que podem ser formados dentro do aparelho excretor urinário. Eles podem afetar qualquer parte do trato urinário – desde os rins até a bexiga – e geralmente são produzidos quando a urina fica concentrada, permitindo que os minerais cristalizem e se juntem.

Quem tem histórico familiar ou pessoal da doença, não consome água o suficiente, segue uma dieta rica em sódio, tem obesidade, passou pela cirurgia de bypass gástrico, sofre com doenças digestivas como diarreia crônica ou doença intestinal inflamatória ou tem problemas de saúde como acidose tubular renal, cistinúria, hiperparatiroidismo (produção excessiva de hormônios nas glândulas paratireoides) e determinadas infecções do trato urinário apresenta maiores chances de desenvolver uma cálculo renal.

Quem já teve ou conhece alguém que sofreu com as pedras nos rins sabe como a condição pode ser dolorosa. Essa dor pode aparecer quando as pedras saem dos rins e quando elas são expelidas através da uretra.

O que causa as pedras nos rins?

As pedras nos rins não têm uma única causa definida, porém, sabe-se que elas são formadas quando a urina possui mais substâncias formadoras de cristal, como cálcio, oxalato e ácido úrico, do que o líquido presente na urina dá conta de diluir. Quando a urina também não possui substâncias que impeçam esses cristais de se juntarem é criado um ambiente ideal para a formação dos cálculos renais.

Existem diferentes tipos de pedras nos rins: algumas são formadas por cálcio, outras por ácido úrico, e há ainda os cálculos renais de estruvita e as nefrolitíases de cistina. O tipo de pedra renal formada no organismo de uma pessoa depende da sua questão genética.

Os sintomas das pedras nos rins

A dor é um sintoma clássico da condição. Pode ser uma dor severa na lateral e nas costas, abaixo das costelas, uma dor que irradia ao abdômen inferior e até a virilha, uma dor que surge em ondas e oscila em termos de intensidade e uma dor que aparece ao urinar.

Conforme o cálculo se movimenta pelo trato urinário, a dor provocada por ele também pode mudar de local.

Entretanto, as pedras nos rins também podem provocar os seguintes sintomas:

  • Urina vermelha, rosa ou marrom;
  • Urina turva ou com odor desagradável;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Necessidade persistente de urinar;
  • Urinas mais frequentes que o habitual;
  • Urinar em pequenas quantidades;
  • Febre e calafrios, caso uma infecção também esteja presente.

Ao ficar preocupado por experimentar um ou mais sintomas associados às pedras nos rins, já vale a pena procurar o auxílio médico. Entretanto, a ocorrência de dificuldade para liberar urina, sangue na urina, dor acompanhada de náusea e vômito e dor acompanhada de febre e calafrios exige o atendimento médico imediato.

O tratamento para pedra nos rins

A maior parte das pedras nos rins pequenas associadas a sintomas mínimos não exigem um tratamento invasivo. Nesses casos, o médico pode recomendar a ingestão de muita água, o uso de remédios analgésicos para aliviar a dor ou de medicamentos do tipo alfa-bloqueadores, que ajudam a relaxar os músculos da uretra, auxiliando a eliminar a pedra nos rins mais rapidamente e com menos dor.

No entanto, essas estratégias devem sempre ser adotadas conforme as orientações do médico, que saberá indicar o que é melhor para cada quadro particular de cálculo renal e para cada paciente, conforme o seu histórico e estado atual de saúde.

Já quando as pedras nos rins são muito grandes para serem expelidas pelo paciente ou causam sangramento, dano renal ou infecção urinária, o médico poderá recomendar:

  1. Procedimento com ureteroscópio: trata-se de um tubo fininho equipado com uma câmera, que serve para localizar o cálculo renal, que então será quebrado em pedaços menores para que seja eliminado pela urina;
  2. Litotripsia extracorpórea com ondas sonoras: as ondas quebram os cálculos para que eles possam ser expelidos pela urina;
  3. Nefrolitotomia percutânea: cirurgia para remoção de grandes pedras nos rins;
  4. Tratamento do hiperparatiroidismo ou cirurgia na glândula paratireoide para interromper a formação dos cálculos: o hiperparatiroidismo favorece o desenvolvimento de pedras nos rins.

A alimentação e as pedras nos rins

Embora isso varie de acordo com o tipo e o tamanho do cálculo renal, a condição pode prejudicar o funcionamento dos rins. Por isso, é bem importante obedecer ao tratamento recomendado pelo médico e adotar estratégias, como as que você vai conferir na lista a seguir, para prevenir o surgimento ou o reaparecimento de pedras nos rins.

1. Consumir bastante água

A desidratação é um dos fatores de risco para o desenvolvimento de pedras nos rins, ao passo que a água é importante para diluir as substâncias presentes na urina que podem formar os cálculos renais.

Para quem já tem cálculos renais, a recomendação costuma ser ingerir mais de 2,5 litros de água diariamente. Entretanto, se você tem algum problema de saúde neste sentido ou alguma outra condição associada ao consumo de água, o ideal é obedecer a recomendação do seu médico.

2. Evitar os alimentos ricos em oxalato

As pedras renais de oxalato de cálcio são as mais comuns – elas são formadas quando o cálcio na urina se junta ao oxalato, uma substância química naturalmente em uma série de alimentos como batata doce, beterraba, quiabo, espinafre, nozes, produtos à base de soja, chá preto e chocolate. oxalato

Esses alimentos aumentam a probabilidade de formação de pedras nos rins de oxalato nas pessoas que possuem a tendência genética a elas. Portanto, para se prevenir contra os cálculos renais à base de oxalato de cálcio ou contra a recorrência desse tipo de pedra renal é importante evitar o consumo desses alimentos em grandes quantidades e principalmente na versão crua, pois é dessa forma que o oxalato está mais presente.

Como saber se o meu cálculo renal é de oxalato de cálcio ou não? Basta perguntar ao médico, pois ele consegue identificar isso por meio do exame de urina. Uma vez que souber qual é o seu tipo de cálculo renal, pergunte ao médico quais alimentos devem ser evitados para que essas pedras nos rins não sejam formadas novamente.

Quando estiver com essa lista de alimentos em mão, algo que vale a pena fazer é perguntar ao próprio médico ou a um nutricionista quais outras comidas sem oxalatos podem ser usadas para substituir em termos de nutrientes os alimentos evitados, para que o fornecimento ao organismo dos nutrientes encontrados nessas comidas não seja prejudicado.

3. Não usar suplementos de cálcio

Ao ficar sabendo que suas pedras nos rins eram formadas por cristais de cálcio, o paciente pode se questionar se deve restringir os alimentos fontes de cálcio da sua alimentação. Entretanto, a recomendação para esses pacientes não costuma ser necessariamente a de evitar fontes naturais do mineral, mas sim a de não fazer uso de suplementos à base de cálcio.

Não custa lembrar que o cálcio é um nutriente importantíssimo para o organismo, especialmente em relação aos ossos, e deixar de consumi-lo poderá trazer os problemas associados à deficiência de cálcio para a saúde.

Por isso, antes de tomar qualquer decisão quanto a sua dieta e suplementação, o paciente precisa consultar o médico, que vai saber orientar melhor, conforme o tipo de cálculo renal encontrado.

4. Controlar a ingestão de sal e sódio

As dietas ricas em sal e sódio aumentam a quantidade de cálcio que os rins precisam filtrar e, portanto, elevam a propensão de ter pedras nos rins formadas por cálcio. É importante lembrar que o sódio está presente no sal, mas também é encontrado em temperos e molhos prontos, embutidos, enlatados e outros alimentos processados e industrializados, por exemplo.

Tem dificuldades para cortar o consumo de sal e sódio nas refeições? Então, as dicas de como diminuir o sal e o sódio da dieta certamente vão ser úteis para você.

5. Tomar cuidado com o excesso de proteínas

A formação de pedras de ácido úrico nos rins está associada a uma dieta rica em proteínas, entre outros fatores. Portanto, quem já teve esse tipo de cálculo renal provavelmente vai precisar diminuir o seu consumo de proteínas.

Entretanto, como as proteínas são essenciais para o organismo, esse controle ou redução da ingestão do nutriente precisa ser feito sob o acompanhamento do médico ou nutricionista para que outros problemas de saúde sejam evitados.

Com informações da Mayo Clinic, organização da área de serviços médicos e pesquisas médico-hospitalares dos Estados Unidos, da Harvard Health Publishing (Publicação de Saúde de Harvard) e do site WebMD.

Vídeo:

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Fontes e Referências adicionais:

Você já sabia o que causa pedra nos rins? Já passou por isso e sentiu essa terrível dor? Comente abaixo!

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