Sibutramina Faz Mal? Efeitos Colaterais e Riscos

Especialista:
atualizado em 10/09/2019

Usado como remédio para emagrecer, a sibutramina é uma substância polêmica que apresenta alguns riscos e efeitos colaterais sérios à saúde. Apesar de ser recomendada por alguns endocrinologistas, é preciso colocar na balança os seus benefícios e riscos antes de iniciar o tratamento.

Vamos te ajudar a entender melhor se a sibutramina faz mal, como o composto atua no organismo e mostrar todos os efeitos colaterais causados pelo uso desse medicamento.

Sibutramina – O que é

A sibutramina é o princípio ativo de um medicamento usado para tratar transtornos depressivos, mas seu uso para emagrecer tem crescido de maneira alarmante. No entanto, no fim de 2010 foi retirado das prateleiras nos Estados Unidos e seu uso também é proibido em países da Europa, mas continua sendo comercializado no Brasil sob prescrição médica.

Para que serve

A sibutramina atua afetando algumas substâncias químicas no cérebro que participam da manutenção do peso. Ela é indicada em conjunto com uma dieta adequada e exercícios físicos para tratar obesidade associada a problemas sérios de saúde como diabetes, colesterol alto, pressão alta ou outros problemas sérios que afetam o sistema cardiovascular ou o metabolismo.

O principal mecanismo de ação da sibutramina ocorre no sistema nervoso central do organismo. A substância é capaz de afetar neurotransmissores presentes naturalmente no cérebro como a serotonina, hormônio que participa da regulação do apetite e do humor. Assim, a sibutramina atua como um inibidor de apetite que facilita a perda de peso.

Sibutramina faz mal?

A sibutramina tem efeitos colaterais graves que podem sim fazer mal à saúde. O uso dessa substância com o intuito exclusivo de emagrecer não é indicado, a menos em casos de obesidade muito extremos que põem em risco a saúde do paciente.

Se precisar usar o medicamento, seu uso deve ser feito com acompanhamento médico regular para monitorar o possível surgimento de efeitos adversos perigosos.

Efeitos colaterais

A sibutramina tem uma lista imensa de efeitos colaterais e não é à toa que já foi banida de vários países da Europa e dos Estados Unidos. Dentre os efeitos adversos mais comuns e mais leves relacionados ao uso de sibutramina estão incluídos:

  • Boca seca;
  • Dor de estômago;
  • Alterações de apetite;
  • Constipação;
  • Dor de cabeça;
  • Dor nas costas;
  • Dor abdominal;
  • Dor nas articulações;
  • Nervosismo ou irritabilidade;
  • Tontura;
  • Sintomas depressivos leves;
  • Sintomas de gripe como nariz escorrendo ou entupido;
  • Dor de garganta ou tosse;
  • Alterações na pele como calor, vermelhidão ou formigamento;
  • Surgimento de acne;
  • Dificuldade para dormir ou sonolência excessiva;
  • Erupção cutânea leve.

Efeitos colaterais mais graves incluem:

  • Ansiedade
  • Batimentos cardíacos acelerados ou irregulares;
  • Falta de ar ou dificuldade para respirar;
  • Agitação ou euforia;
  • Alucinações;
  • Febre alta;
  • Tremores;
  • Reflexos hiperativos;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Perda de coordenação;
  • Pupilas dilatadas;
  • Rigidez muscular;
  • Suor;
  • Confusão mental;
  • Sensação de desmaio;
  • Hemorragias nasais ou sangramento na gengiva anormais;
  • Pressão arterial muito elevada;
  • Visão embaçada;
  • Zumbido nos ouvidos;
  • Convulsões;
  • Dor no peito;
  • Dormência súbita ou fraqueza.

Efeitos colaterais mais graves que necessitam de atenção especial e ajuda médica imediata incluem:

  • Depressão;
  • Quadros psicóticos;
  • Episódios de manias;
  • Pensamentos suicidas e até mesmo tentativas de suicídio.

Sintomas de reações alérgicas como urticária, dificuldade para respirar, inchaço no rosto, lábios, língua ou garganta podem ser observados se você for alérgico a algum componente da fórmula do medicamento. Nesses casos, você também deve procurar ajuda médica emergencial o mais rápido possível.

Riscos

Quando a sibutramina foi proibida nos EUA em 2010, a Anvisa revisou os riscos do uso da sibutramina e concluiu que os seus benefícios no tratamento de obesidade são maiores do que os seus riscos. Por esse motivo, seu uso continua sendo permitido no Brasil desde que obtido com receita médica de controle especial e que seja usada de acordo com orientação médica e para nenhum outro fim.

Ainda assim, existem muitos riscos associados ao medicamento que você precisa estar atento. A sibutramina faz mal e deve ser contraindicada para pessoas com problemas de saúde como:

  • Hipertensão grave ou descontrolada;
  • Distúrbios alimentares como anorexia ou bulimia;
  • Histórico de doenças arterila coronariana ou aterosclerose;
  • Histórico de doença cardíaca como insuficiência cardíaca congestiva ou distúrbio no ritmo cardíaco;
  • Histórico de ataque cardíaco ou acidentes vascular cerebral;

Outras condições de risco incluem:

  • Uso de pílulas ou substâncias estimulantes ou psicoativas (como álcool e cigarro);
  • Glaucoma;
  • Doença no fígado ou nos rins;
  • Depressão;
  • Problemas na tireóide;
  • Epilepsia ou distúrbio convulsivo;
  • Sangramentos ou distúrbio de coagulação no sangue;
  • Histórico de cálculos biliares;
  • Uso por adolescentes menores de 16 anos e idosos maiores de 65 anos.

Interações medicamentosas

O uso de sibrutamina é contraindicado se você estiver usando ou usou nos últimos 15 dias antecedentes ao início do tratamento medicamentos como: inibidores de monoamina oxidase (MAO) como a furazolidona, isocarboxazida, fenelzina, rasagilina, selegilina ou tranilcipromina.

Ao usar esses medicamentos ao mesmo tempo da sibutramina, o resultado no organismo pode ser fatal. Assim, tenha certeza de que não usou nenhum desses medicamentos antes de iniciar o uso de sibutramina.

Dependência química

O uso de sibutramina por muito tempo pode causar dependência química e o medicamento não deve ser usado por períodos mais longos do que 2 anos. Ou seja, o cérebro pode ficar viciado na substância devido ao aumento de neurotransmissores que trazem sensação de bem estar.

Assim, também não é recomendado interromper o uso do medicamento por conta própria. É preciso que a dosagem seja diminuída aos poucos sob supervisão médica para evitar sintomas de abstinência.

Cuidados

  • Não use álcool: Não use sibutramina e bebidas alcoólicas ao mesmo tempo. Por ser uma substância psicoativa, o álcool quando combinado com sibutramina pode resultar em sintomas de euforia extrema podendo resultar em um surto psicótico.
  • Não dirija: Como a sibutramina dá sono, não é indicado dirigir, operar máquinas ou praticar atividades que exigem atenção constante pois o risco de acidentes é alto.
  • Gravidez: Na gravidez, a sibutramina é classificada na categoria C, que significa que há indícios em estudos em animais de que a substância pode causar danos ao feto, mas não existem provas científicas em humanos. Dessa forma, não é indicado usar o medicamento sem antes conversar com um médico.

Considerações Finais

A sibutramina é uma substância aprovada pela Anvisa cujo uso é seguro desde que usado sob orientação médica e desde que o acompanhamento médico seja feito regularmente. Além disso, é preciso ter um cuidado especial para pessoas que apresentam as condições de risco mencionadas nesse artigo, especialmente pessoas que têm depressão ou apresentam alguns sintomas de depressão e ansiedade. Nesses casos, a sibutramina faz mal, podendo ser muito perigosa e causar efeitos colaterais graves como surtos psicóticos.

Dessa forma, o ideal é verificar com o seu médico se não existem outras opções para o tratamento da sua obesidade para evitar os riscos potenciais desse medicamento. Se chegarem à conclusão de que os benefícios superam os efeitos adversos, use exatamente da forma que o seu médico indicar e faça o acompanhamento avisando o profissional da saúde sobre qualquer efeito colateral que for observado durante o tratamento para que a dose possa ser ajustada.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já imaginava que a sibutramina faz mal em determinadas ocasiões? Já tomou este medicamento para emagrecer, mesmo sabendo dos riscos e efeitos colaterais? Comente abaixo!

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Sobre Julio Bittar e Dra. Patricia Leite

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