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12 Remédios para Concentração Mais Usados e Seus Efeitos

Com uma rotina cada vez mais corrida e muitas informações para processar ao mesmo tempo, muitas vezes nos sentimos sem foco e concentração para atividades que exigem atenção.

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Algumas pessoas conseguem organizar a rotina e lidar bem com toda essa pressão, já outras recorrem a remédios para concentração para melhorar o desempenho e conseguir dar conta de toda a demanda do dia a dia.

Confira aqui uma lista com os remédios para concentração mais usados e descubra como eles afetam o seu cérebro e quais são os seus efeitos no organismo humano.

Remédios para concentração

Alguns estudos sugerem que vários jovens procuram nootrópicos com o intuito de melhorar a atenção e a concentração no estudo ou no trabalho. Por definição, nootrópicos são substâncias naturais ou sintéticas que podem turbinar funções cognitivas como a memória, a concentração e o aprendizado.

Muitos dos medicamentos usados para esse fim são remédios prescritos para pessoas que sofrem de Transtorno do Déficit de Atenção (TDA) e para aqueles que sofrem de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Outros são apenas suplementos ou vitaminas que fornecem energia extra ao cérebro para realizar atividades que demandam concentração.

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Apesar de poderem melhorar algumas funções cerebrais, o uso de medicamentos prescritos sem orientação médica, além de ser uma prática ilegal, pode ser perigoso para a saúde. Assim, alertamos que esse é um artigo informativo e que em caso de dúvidas ou esclarecimentos, é recomendado procurar um médico.

Os remédios para concentração e alguns suplementos listados abaixo são usados com a promessa de melhorar a memória, manter o estado de alerta, melhorar a motivação, estimular a criatividade e melhorar a função cognitiva em geral. Além disso, alguns deles são usados para tratar transtornos e reduzir declínios nas funções cerebrais relacionados com o avanço da idade.

Remédios para concentração mais usados e seus efeitos

1. Anfetaminas

Medicamentos da classe das anfetaminas como o Adderall, o Vyvanse e o Dexedrine são estimulantes prescritos usados no tratamento de pessoas com TDAH. No entanto, remédios como esse são usados “off-label” para aumentar o estado de alerta em pessoas comuns. O uso “off-label” significa que um medicamento é usado para outro fim que não está especificado na bula do produto.

Dentre os riscos de usar anfetaminas “off-label” estão o risco de ficar viciado na substância e a ocorrência de efeitos adversos que incluem ansiedade, sudorese, insônia, perda de peso, redução da libido e náuseas. Além disso, o Adderall pode causar problemas mais graves como episódios de psicose, ataques cardíacos e até morte súbita.

2. Metilfenidatos

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Outra classe de remédios de prescrição são os metilfenidatos que compreendem medicamentos como a Ritalina e a Concerta. A Ritalina é muito usada “off-label” para ficar acordado por mais tempo e melhorar funções cerebrais como o foco e a memória.

Assim como as anfetaminas, os metilfenidatos são medicamentos aprovados pela Food and Drug Administration para tratar TDAH. Segundo estudo de 2016 publicado no periódico científico Current Neuropharmacology, a Ritalina também pode ser usada para o tratamento de lesões cerebrais traumáticas para melhorar funções como a concentração.

Além disso, outros estudos mostram que baixas doses de metilfenidatos ajudam a melhorar o desempenho cognitivo e a memória, mas que doses mais altas podem prejudicar essas funções e a concentração principalmente em cérebros jovens.

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Os efeitos adversos desses medicamentos incluem nervosismo, visão turva, sudorese, redução do apetite, perda de peso e náuseas.

3. Cafeína

A cafeína é um dos estimulantes naturais mais usados no mundo. De acordo com estudo publicado em 2003 no Food Additives and Contaminants, a substância atua no sistema nervoso central diminuindo o cansaço e aumentando o estado de alerta.

Algumas pesquisas também sugerem que a cafeína ajuda a melhorar a função cerebral, melhorando a concentração e a memória.

4. Fosfatidilserina

A fosfatidilserina é encontrada naturalmente no cérebro. A suplementação pode funcionar como remédio para concentração e ajudar a prevenir o declínio da função cerebral com o passar dos anos.

Além disso, pessoas jovens e saudáveis têm usado o suplemento para melhorar as habilidades de raciocínio e a memória.

5. Óleo de peixe

O óleo de peixe é um suplemento dietético muito usado como fonte de ácidos graxos do tipo ômega 3, que têm sido associados a diversos benefícios para a saúde, incluindo a saúde do cérebro. Ácidos graxos como o ácido docosahexaenóico (DHA) e o ácido eicosapentaenoico (EPA), que são tipos de ômega 3, são essenciais para a boa saúde cerebral.

O DHA desempenha um papel importante na estrutura do cérebro. Já o EPA apresenta efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes que ajudam a proteger o cérebro contra o envelhecimento.

Quanto ao desempenho cognitivo, o consumo de DHA está relacionado com melhores habilidades de raciocínio, memória e tempo de reação. Além disso, esse suplemento é capaz de beneficiar pessoas com leve declínio em funções cerebrais.

Assim, o óleo de peixe é capaz de reduzir o estresse e melhorar a concentração e o estado de alerta, além de manter a boa saúde cerebral e retardar o envelhecimento.

6. Ginkgo biloba

Ginkgo biloba é um dos suplementos mais procurados como remédios para concentração. Segundo pesquisa publicada em 2011 no periódico Neuroradiology, o suplemento aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro e ajuda a melhorar funções cerebrais como a memória e o foco.

Porém, esse suplemento pode causar efeitos colaterais como constipação e alterações no índice glicêmico e na pressão arterial, prejudicando o funcionamento normal do organismo.

7. Creatina

Além de ser usada para melhorar o desempenho nos treinos e aumentar os ganhos de massa muscular, a creatina também é usada como um suplemento para melhorar funções como a memória e a concentração.

Também há relatos de que a creatina pode tratar declínios cognitivos observados em pacientes com mal de Parkinson ou doença de Huntington.

8. Resveratrol

O resveratrol é um composto antioxidante presente naturalmente em frutos roxos e vermelhos como uvas, mirtilos e framboesa.

De acordo com estudo de 2015 publicado no periódico científico Scientific Reports, suplementos de resveratrol previnem a deterioração do hipocampo, porção do cérebro associada a funções como a memória, o que poderia melhorar o desempenho no estudo e no trabalho.

9. Acetil-L-carnitina

A acetil-L-carnitina é um aminoácido natural do nosso corpo que desempenha uma função importante na produção de energia.

Segundo estudo de 2012 publicado na revista científica Current Opinion in Gastroenterology, o uso de suplementos de acetil-L-carnitina ajuda a melhorar o estado de alerta e a memória. Outros estudos indicam que o suplemento pode evitar o declínio da função cerebral e melhorar o processo de aprendizagem.

No entanto, há relatos de efeitos adversos como diarreia, vômitos e náuseas.

10. Bacopa monnieri

Trata-se de uma erva usada tradicionalmente na medicina ayurvedica para melhorar a função cerebral em geral.

Segundo alguns estudos, o uso de Bacopa monnieri pode melhorar funções cognitivas como a memória e o aprendizado e a reduzir o declínio da função cerebral através da proteção das funções sinápticas nos nervos cerebrais.

11. Rhodiola rosea

De acordo com estudo publicado em 2000 no periódico científico Phytomedicine, a Rhodiola rosea ajuda a melhorar o estímulo ao processamento mental e a reduzir a fadiga. Desde a antiguidade, essa erva tem sido usada para promover o bem-estar e preservar a função cerebral.

Há indícios de que ela serve como um remédio para concentração por ajudar a melhorar o desempenho mental e físico quando estamos esgotados e sem energia.

12. Modafinil

O Modafinil, conhecido comercialmente como Provigil, é usado no tratamento de uma condição chamada de narcolepsia, que é um tipo de distúrbio do sono que causa muita sonolência diurna.

O medicamento também é usado por pessoas que querem se sentir mais alertas, mais motivadas e mais concentradas em suas tarefas. Estudos indicam que ele é capaz de melhorar funções como planejamento, memória e concentração em pessoas saudáveis. No entanto, a longo prazo o medicamento pode causar danos à memória.

Outros suplementos e remédios para concentração

  • S-adenosil metionina: Presente naturalmente no organismo, a S-adenosil metionina é uma substância que ajuda a evitar o declínio da função cerebral.
  • Ashwagandha: Essa erva é utilizada para acalmar os nervos e aumentar a concentração. Diversos estudos indicam que a Ashwagandha pode ser útil para reduzir a ansiedade. Entretanto, não há evidências de que ela realmente aumenta a concentração.
  • Donepezila: Trata-se de um fármaco utilizado para o tratamento de doenças neurodegenerativas como o mal de Alzheimer. No entanto, algumas pessoas usam o remédio para concentração e para melhorar a memória. O uso indevido desse medicamento pode causar dificuldades para dormir, vômitos e perda de apetite.
  • Huperzina A: A Huperzina é usada para melhorar a memória através da proteção ao neurotransmissor acetilcolina que está envolvido em várias funções cerebrais importantes.
  • L-Deprenyl: O L-Deprenyl, conhecido também como cloridrato de selegilina é um medicamento inibidor da monoamina oxidase que ajuda a estabilizar o humor e melhorar funções como a atenção. Essa substância é usada por quem tem mal de Parkinson, mas também é muito procurada para melhorar a concentração.
  • Aniracetam e piracetam: Esses compostos são nootrópicos que atuam melhorando a circulação sanguínea, reduzindo a ansiedade e estimulando funções como a criatividade e o foco. Muitas pessoas usam o aniracetam ou o piracetam para estimular o aprendizado, a concentração e a memória. No entanto, eles não são aprovados pelo Food and Drug Administration e podem causar efeitos adversos como ansiedade, vertigem e náusea.
  • Outros suplementos vitamínicos e ervas: Há relatos de que as seguintes vitaminas, suplementos dietéticos e ervas ajudam a melhorar funções cerebrais como a memória, o foco e o estado de alerta: tirosina, vitamina C, vitamina B3, vitamina B6, vitamina B12, gotu kola, alecrim, tulsi, ginseng, tirosina, triptofano, L-teanina e sangue de dragão. Porém, mais pesquisas precisam ser feitas para atestar a eficácia desses compostos como remédios para concentração.

Vale a pena tomar remédios para concentração?

Remédios e suplementos usados para melhorar a concentração atuam melhorando a função cerebral geral. No entanto, grande parte deles só é eficaz para pessoas que sofrem de alguma condição mental ou deficiência nutricional no cérebro.

Além disso, o uso indevido de remédios prescritos é crime e pode causar efeitos colaterais indesejados como ansiedade, aumento da frequência cardíaca, euforia, aumento da pressão arterial sanguínea e insônia.

O uso de estimulantes por tempo prolongado pode desencadear problemas mais graves como comportamentos agressivos, paranoia, problemas mentais e até doenças cardíacas.

Por fim, não há evidências científicas contundentes de que os suplementos e remédios como os citados nesse artigo são realmente eficientes no aumento da concentração. Considerando isso e o fato do risco de efeitos adversos, não vale a pena recorrer a esse recurso para aumentar a produtividade.

Outras formas naturais de melhorar a concentração

Há muitas outras maneiras de melhorar a concentração, tais como:

– Meditação

Poucos minutos de meditação por dia ou até mesmo antes de uma sessão de estudo ou antes de iniciar o trabalho podem ajudar a reduzir o estresse e acalmar a mente. Isso ajuda a aumentar o foco e a concentração.

– Sono de qualidade

Dificilmente você vai conseguir se concentrar com sono. O descanso é essencial para que o cérebro possa estar alerta e concentrado no dia seguinte. Jovens adultos devem dormir uma média de pelo menos 7 horas por noite.

– Exercícios físicos

A prática de atividades físicas pode ajudar a melhorar a circulação sanguínea e aumentar a oxigenação no cérebro. Boas concentrações de oxigênio no cérebro ajudam a melhorar o humor, a memória, a concentração e até a capacidade de aprendizagem.

– Dieta saudável

Por fim, uma boa alimentação é essencial para ter corpo e mente funcionando em pleno equilíbrio. O importante é ter uma dieta balanceada e saudável que inclua a maior variedade de alimentos saudáveis para que você possa estar sempre cheio de energia para desenvolver o seu potencial máximo.

Referências adicionais:

Você já precisou tomar remédios para concentração? Quais deles já testou e teve melhores resultados? Comente abaixo!

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Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite
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