Estresse oxidativo – O que é, causas e como evitar

Especialista da área:
atualizado em 20/01/2021

Em um mundo onde as pessoas estão cada vez mais expostas a poluentes, radiação solar e a alimentos de má qualidade, entender o que é o estresse oxidativo se tornou uma questão de saúde.

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Por isso, vamos conhecer melhor o que é esse tipo de agressão ao nosso corpo, como ela ocorre e o que podemos fazer para preveni-la.

O que é o estresse oxidativo?

radicais livres e estresse oxidativo
Os radicais livres em excesso causam o estresse oxidativo

O estresse oxidativo é causado pela ação dos radicais livres no organismo, que levam a danos às células e ao seu DNA. E são esses danos, quando em excesso, que levam ao desenvolvimento de diversas doenças, muitas delas associadas ao envelhecimento.

Então, quanto maior o desequilíbrio entre a quantidade de radicais livres e a de antioxidantes, maior a quantidade e a gravidade desses danos às células, e maior a chance do aparecimento de doenças.

Alguns dos problemas causados pelo estresse oxidativo são:

Além do mais, o estresse oxidativo também contribui para o envelhecimento precoce da pele.

O que são radicais livres?

Os radicais livres são moléculas instáveis produzidas por nosso corpo, que tem o potencial de causar a oxidação de células saudáveis.

Mas, o próprio organismo tem um sistema que lida com esses radicais livres, e evitam 99% dos seus danos.

Entretanto, existem fatores que levam ao aumento da quantidade dessas substâncias. São eles:

  • Poluição;
  • Raios-x;
  • Radiação solar;
  • Álcool;
  • Cigarro;
  • Agrotóxicos;
  • Aditivos químicos presentes em alimentos;
  • Estresse;
  • Excesso de gorduras saturadas.

Assim, por mais que nosso corpo consiga lidar com os radicais livres produzidos por nosso metabolismo, fatores externos acabam contribuindo para o aumento do estresse oxidativo.

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Causas do estresse oxidativo

Depressão e ansiedade são causas do estresse oxidativo
Depressão e ansiedade são causas do estresse oxidativo

Apesar de a oxidação ser um processo natural do corpo, existem fatores que aumentam o desequilíbrio entre os antioxidantes e radicais livres. São eles:

1. Infecções

Muitas infecções desencadeiam a formação de radicais livres pelo corpo, que levam ao desenvolvimento do estresse oxidativo.

E é por esse motivo que algumas infecções estão associadas ao desenvolvimento de câncer, problemas hepáticos, inflamações generalizadas e problemas neurodegenerativos.

As principais infecções ligadas ao estresse oxidativo, de acordo com um estudo publicado no Oxidative medicine and cellular longevity, são:

  • HIV;
  • Epstein-Barr;
  • H. pylori;
  • Hepatites B e C.

2. Estresse psicológico crônico

Da mesma forma que as doenças infecciosas, o estresse psicológico, que pode se manifestar pela depressão ou ansiedade por exemplo, também leva ao aumento da produção de radicais livres, contribuindo assim para o estresse oxidativo.

E o estresse oxidativo, em contrapartida, é um elemento potencializador de doenças psiquiátricas, o que leva a um ciclo vicioso, com o estresse psicológico levando ao estresse oxidativo, que por sua vez piora o quadro psicológico.

3. Sono desregulado

Uma boa noite de sono é de extrema importância para a manutenção da saúde, uma vez que é o momento que o corpo pode reduzir seu metabolismo e acelerar seus processos de desintoxicação,  reparação de danos e renovação celular.

Por isso, pessoas com uma rotina de sono desregulada tem maior chance de sofrer com o estresse oxidativo e com o desenvolvimento de problemas crônicos.

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4. Deficiência de antioxidantes na dieta

Os antioxidantes que ingerimos na alimentação ajudam o corpo a combater os danos causados pelos radicais livres.

Assim, uma dieta pobre nesses nutrientes contribui para um maior estresse oxidativo, principalmente quando associada ao sedentarismo e outros fatores de risco.

5. Sedentarismo

Um estilo de vida sedentário aumenta o estresse oxidativo, além de aumentar também a chance de desenvolvimento de sobrepeso e obesidade, que também são fatores de risco para o estresse oxidativo.

6. Toxinas ambientais

A enorme quantidade de toxinas ambientais a que as pessoas estão diariamente expostas é uma fonte significativa de estresse oxidativo, e incluem:

  • Poluição do ar;
  • Bolor;
  • Biotoxinas;
  • Venenos, como inseticidas;
  • Agrotóxicos.

Essas substâncias agem por duas vias: causam o estresse oxidativo diretamente e diminuem as defesas antioxidantes do corpo.

7. Excesso de gorduras saturadas

O consumo regular e em excesso de gorduras saturadas tem um efeito inflamatório no corpo, o que leva a um aumento do estresse oxidativo.

Além disso, uma dieta rica nesse tipo de gordura aumenta a chance de sobrepeso e obesidade, que também são causadores dessa condição..

8. Tabagismo

O tabagismo causa estresse oxidativo, gerando grandes quantidades de radicais livres no corpo, além de reduzir a capacidade do organismo de produzir seus próprios antioxidantes.

Estresse oxidativo e envelhecimento

envelhecimento devido ao estresse oxidativo
Cada vez mais os pesquisadores estão atribuindo ao estresse oxidativo as causas do envelhecimento

O envelhecimento é um estado fisiológico em que há um declínio progressivo das funções dos órgãos, e está associado ao desenvolvimento de doenças relacionadas à idade.

Entretanto, as causas exatas dessas mudanças fisiológicas que levam ao envelhecimento permanecem desconhecidas, e provavelmente estão relacionadas a um processo multifatorial.

Mas existe uma teoria, cada vez mais aceita, que afirma que o envelhecimento tem como causa principal a ação dos radicais livres.

Assim, de acordo com pesquisadores italianos em um estudo publicado no periódico Clinical interventions in aging, é o estresse oxidativo leva ao aparecimento das doenças comumente associadas a idade, o declínio cognitivo e à perda de função dos órgãos, incluindo a pele.

Isso quer dizer que, se o envelhecimento for causado pelo estresse oxidativo, ele pode ser desacelerado por estratégias ambientais, nutricionais e farmacológicas.

E é por isso que uma infinidade de pesquisas sobre o efeito dos antioxidantes vem se desenvolvendo nos últimos anos.

Como tratar e prevenir o estresse oxidativo?

vegetais e frutas
Ingerir frutas e vegetais em boa quantidade é uma forma de combater o estresse oxidativo

É impossível evitar completamente o estresse oxidativo e a exposição a radicais livres, porém, existem coisas que você pode fazer para minimizar os impactos na sua saúde.

Um bom método para prevenir o estresse oxidativo é garantir que você obtenha a quantidade suficiente de antioxidantes através da sua dieta.

Então, comer cinco porções por dia de uma variedade de frutas e vegetais é a melhor maneira de fornecer ao seu corpo o que ele precisa para manter o equilíbrio entre radicais livres e antioxidantes.

 Exemplos de frutas e vegetais incluem:

E você ainda pode fazer combinações dessas e de outras fontes de antioxidantes, como sucos detox, sopas e saladas.

Mas existem outras formas que ajudam a reduzir o estresse oxidativo, como veremos a seguir:

  • Não fume, e evite também a exposição ao fumo passivo;
  • Diminua a ingestão de álcool;
  • Quando possível, evite se expor à fumaça de carros, fábricas etc.;
  • Mantenha um peso adequado, uma vez que a obesidade e o sobrepeso causam estresse oxidativo;
  • Mantenha uma rotina moderada e regular de exercícios físicos;
  • Use protetor solar, pois ele previne danos da luz ultravioleta à sua pele;
  • Durma ao menos 7 horas por noite;
  • Cuidado com produtos químicos, e isso inclui produtos de limpeza.
Fontes e Referências adicionais

Você já tinha ouvido falar do estresse oxidativo? Pretende fazer mudanças em sua rotina para evitá-lo? Comente abaixo.

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Sobre Marcela Gottschald

Marcela Gottschald é Farmacêutica Clinica - CRF-BA 8022. Graduada em farmácia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2013. Residência em Saúde mental pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Experiência em pediatria e nefrologia, com ênfase em unidade de terapia intensiva. Ela faz parte da equipe de redatores do MundoBoaForma.

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