Ressaca

15 Remédios para Ressaca Mais Usados – Efeitos e Cuidados

Acordar com uma ressaca no dia seguinte a uma festa não é agradável para ninguém. Ingerir álcool, principalmente em grandes quantidades, pode gerar efeitos adversos desagradáveis como dor de cabeça, cansaço, náusea, tontura e sensibilidade à luz e ao som, por exemplo.

Apesar de não ser a melhor das sensações, a ressaca costuma desaparecer sozinha, mas os seus sintomas podem durar até 24 horas, o que pode causar problemas e desconfortos durante um dia inteiro, principalmente a pessoas mais sensíveis.

Vamos abordar alguns remédios para ressaca, sintéticos ou caseiros, que costumam funcionar aliviando os sintomas para que você possa se recuperar o mais rápido possível dessa condição.

Ressaca

A ressaca consiste em uma série de sinais e sintomas desagradáveis que ocorrem horas após uma pessoa ingerir muito álcool. Às vezes, a quantidade não precisa ser exorbitante para sofrer uma ressaca no dia seguinte. Além de ser extremamente desagradável, a ressaca pode afetar seu desempenho no trabalho ou interferir em atividades simples que exigem um pouco do seu raciocínio, por exemplo.

Apesar de não estar diretamente relacionada à quantidade de bebida que é ingerida, na maioria dos casos a ressaca tem maior probabilidade de ocorrer quanto mais álcool for consumido. Não há uma quantidade exata de álcool que você pode tomar sem ter uma ressaca no outro, dia pois isso varia de pessoa para pessoa.

Sintomas

Os principais sintomas da ressaca incluem:

  • Fadiga;
  • Fraqueza;
  • Sede excessiva;
  • Boca seca;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Dor de estômago;
  • Dificuldade para dormir;
  • Sensibilidade à luz e ao som;
  • Tontura;
  • Tremor;
  • Menor capacidade de concentração;
  • Distúrbios do humor podendo apresentar sintomas de depressão, ansiedade e irritabilidade;
  • Batimento cardíaco acelerado.

Como ocorre a ressaca

As ressacas são causadas pelo consumo excessivo de álcool de uma só vez. Porém, algumas pessoas são mais sensíveis à substância e podem sofrer com ressacas até mesmo com apenas uma dose de bebida alcoólica. Do mesmo modo, existem pessoas resistentes ao álcool que conseguem beber bastante sem sentir nenhum sintoma de ressaca.

Muitos fatores como peso corporal, sexo, idade, tipo de bebida e situação do estômago (cheio ou vazio) podem influenciar na concentração de álcool presente no sangue.

Estudos mostram que ao atingir uma concentração de 0,11 a 0,12% de álcool no sangue, você já deve mostrar sintomas de ressaca. Não parece muito, mas para algumas pessoas isso pode ser alcançado com duas ou três doses de álcool, enquanto outras podem precisar de bem mais.

De acordo com o professor John McNeil, da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, o principal problema da ressaca é a desidratação. Isso porque o álcool reduz a quantidade liberada de um hormônio antidiurético que resulta em maior excreção de líquido do que realmente foi ingerido.

Além disso, o acetaldeído é um composto tóxico ao nosso organismo que é produzido durante a decomposição do álcool. Geralmente, o acetaldeído é convertido em acetato no próprio organismo, que não é uma espécie tóxica, mas se houver grandes quantidades de acetaldeído no corpo, pode ser que a velocidade de conversão em acetato não seja rápida o bastante, causando danos ao nosso corpo.

A presença de acetaldeído no nosso organismo pode causar náuseas, vômitos, suor excessivo, vermelhidão na pele, expansão dos vasos sanguíneos que leva à dor de cabeça, sono interrompido, fadiga e baixo nível de açúcar no sangue causando problemas de foco e concentração.

Fica claro que alguns órgãos e compartimentos do nosso organismo são afetados pelo consumo do álcool, podendo causar a ocorrência dos sintomas da ressaca, como por exemplo:

  • Urina excessiva: Como já mencionado, o próprio álcool pode fazer com que o corpo produza mais urina. Urinar mais vezes pode levar à desidratação, que gera sintomas da ressaca como tontura e sede;
  • Sistema imunológico afetado: A ingestão de álcool desencadeia uma resposta inflamatória no sistema imunológico do nosso organismo. E isso pode liberar alguns agentes que causam sintomas físicos como dificuldade de concentração, problemas de memória, redução de apetite e perda de interesse em atividades habituais.
  • Irritação no estômago: O consumo de álcool pode resultar em uma irritação no revestimento do estômago. Isso acontece porque o álcool aumenta a produção de ácido no estômago e esse excesso pode irritar as paredes estomacais causando dor abdominal, náuseas e vômitos.
  • Redução dos níveis de açúcar: O álcool é uma substância muito perigosa para os diabéticos. Ele é capaz de diminuir os níveis de açúcar no sangue, causando sintomas como fadiga, fraqueza, alterações de humor, tremores e, em casos graves, convulsões.
  • Expansão dos vasos sanguíneos: O álcool pode fazer com que os vasos sanguíneos se expandam, o que pode resultar em dores de cabeça.
  • Sonolência: Não é à toa que em alguns eventos com bebidas alcoólicas, muitas pessoas que excedem o consumo de álcool acabam dormindo em algum cantinho no fim da festa. O sono pode ser induzido pelo consumo de álcool. Porém, ele prejudica os estágios mais profundos do sono, fazendo com que a pessoa tenha um sono leve que não recarrega as energias. Isso ajuda a aumentar a sensação de cansaço que surge durante a ressaca.

Melhores remédios para ressaca 

O tratamento ou uma cura milagrosa para ressaca não existe. Mas há algumas coisas que você pode tentar para amenizar os sintomas. A seguir, listamos alguns medicamentos, remédios caseiros e dicas para se recuperar de uma ressaca mais rapidamente, além de explicar como funcionam cada um desses remédios para ressaca no nosso organismo.

1. Líquidos

Pode parecer clichê, mas a água é o melhor remédio caseiro para ressaca. É recomendado consumir bastante água e suco de frutas para evitar a desidratação causado pela álcool. Além disso, especialistas indicam consumir água de coco e bebidas eletrolíticas esportivas como o Gatorade, que contêm sódio, potássio e minerais para repor os nutrientes perdidos durante a desidratação.

2. Alimentos de fácil digestão

O consumo de alimentos leves e de rápida digestão pode ajudar a aliviar sintomas estomacais como náuseas e dor de estômago, além de aumentar os níveis de açúcar no sangue, reduzindo sintomas como fraqueza e mudanças de humor. Alimentos fáceis de digerir são bananas, torradas e biscoitos, por exemplo. Além disso, sopas e caldos podem ajudar a repor sais minerais perdidos durante a desidratação.

Outro aliado na luta contra a ressaca é a frutose, um tipo de carboidrato presente em alguns alimentos doces que ajuda a acelerar o processamento do álcool pelo organismo e a reabastecer as fontes de energia no organismo.

Encontrada principalmente em frutas, a frutose é capaz de reduzir sintomas de ressaca como a fadiga e a sonolência. Isso porque, quando há muito álcool no corpo, os estoques de glicogênio são convertidos em glicose e eliminados pela urina. A ausência de glicose gera sintomas como fraqueza e falta de concentração durante uma ressaca.

Dessa forma, a ingestão de carboidratos como frutose e glicose ajuda a repor a glicose no organismo, restabelecendo o estoque de energia no corpo.

3. Analgésicos

Analgésicos de venda livre nas farmácias como ibuprofeno, aspirina ou naproxeno sódico podem ser usados como remédios para ressaca por quem está sofrendo com sintomas como a dor de cabeça. Esses medicamentos atuam aliviando dores de cabeça e relaxando os músculos. Eles também suprimem substâncias químicas presentes no nosso organismo chamadas de prostaglandinas, que são produzidos quando sentimos dor, febre e processos inflamatórios estão em curso.

Uma dica é evitar o paracetamol (acetaminofeno), já que este combinado com álcool em excesso pode causar danos no fígado. Se estiver sentindo dores no estômago, esses medicamentos também podem piorar a irritação no revestimento estomacal e, por esse motivo, é indicado tomá-los com o estômago cheio.

Os analgésicos em poucas quantidades não costumam causar efeitos colaterais, mas seu uso em excesso pode causar aumento da pressão arterial, hepatite e irritações no estômago que podem resultar em gastrite.

4. Dimenidrinato 

O dimenidrinato é o princípio ativo de diversos medicamentos para náusea e vômito como o Dramin. Essa substância atua bloqueando os impulsos nervosos no trato gastrointestinal, suprimindo náuseas e vômitos. Tais remédios devem ser usados apenas durante a ressaca e nunca devem ser tomados como medida preventiva antes de beber, por exemplo. Isso porque esses medicamentos têm efeito sedativo que podem ser potencializados pelo consumo de álcool.

Os principais efeitos colaterais do remédio são sonolência ou insônia, retenção da urina, dor de cabeça, tontura, nervosismo e boca seca.

5. Dihidromiricetina

A dihidromiricetina ou ampelopsina é um extrato de uma planta chamada Hovenia Dulcis que ajuda a neutralizar os efeitos da ressaca. Segundo pesquisadores, a substância é um flavonoide que evita que o álcool se ligue a receptores presentes no cérebro impedindo a comunicação entre os neurônios e evitando que os sintomas da ressaca sejam observados.

6. Engov

O Engov é uma marca registrada e talvez o mais conhecido entre os remédios para ressaca. Composto por substâncias como ácido acetilsalicílico, cafeína, hidróxido de alumínio e maleato de mepiramina, o Engov atua aliviando a dor e reduzindo processos inflamatórios, além de proteger o estômago. Dessa forma, os sintomas mais comuns da ressaca como náuseas, vômitos e dor de cabeça são evitados.

Em algumas pessoas, esse medicamento pode causar efeitos colaterais que podem incluir tontura, tremores, constipação, agitação, insônia ou sonolência, náusea e vômitos.

7. Cardo de leite ou silimarina

O cardo de leite é um remédio natural que pode ser usado para ajudar a desintoxicar o fígado em casos de ressaca mais intensas. Ele atua decompondo as toxinas como o álcool presentes no fígado em compostos intermediários. A silimarina, que é o ingrediente ativo do cardo de leite, ajuda a estimular a excreção mais rápida dessas substâncias. Além disso, o cardo de leite apresenta vitaminas do complexo B como as vitaminas B1, B6 e B12 e outros nutrientes importantes para o organismo que podem ser esgotados pelo álcool.

O cardo de leite é facilmente encontrado em lojas de produtos naturais e de suplementos nutricionais inclusive na forma de suplementos.

8. Carvão ativado

O carvão ativado geralmente é usado por pessoas com intoxicação alimentar ou algum outro desconforto gastrointestinal. Ele também é muito usado em casos de envenenamento para absorver as toxinas ou até mesmo em casos de overdose de substâncias. Na ressaca, a ideia é que o carvão ativado atue como um filtro de toxinas no organismo, eliminando o álcool e os resíduos do seu metabolismo, como o acetaldeído, do corpo.

A vantagem de usar o carvão é que não há efeitos colaterais, a menos que seja utilizado em muito excesso.

9. Extrato de cactos

O extrato de cactos pode ajudar no alívio de sintomas da ressaca como náusea, alteração de apetite e boca seca. Um estudo realizado em 2004 com 55 pessoas mostrou que os indivíduos que tomaram o extrato de cactos duas horas antes de beber de 5 a 10 doses de bebida alcoólica apresentaram risco 50% menor de ter sintomas fortes de ressaca. Dessa forma, o extrato de cactos é um dos remédios para ressaca que atuam como uma medida preventiva.

10. Suco verde

O suco verde ou o famoso detox é capaz de eliminar toxinas presentes no fígado. Dessa forma, ele ajuda o corpo a se recuperar do excesso de álcool ao ajudar a remover qualquer resíduo proveniente da ingestão de álcool, melhorando os sintomas da ressaca como dor de cabeça e enjoô.

11. Complexo B 

A vitamina B pode ajudar a evitar a ressaca porque ao ingerir muito álcool, o corpo perde vitaminas do complexo B. Dessa forma, se for para um evento em que sabe que vai beber bastante bebida alcoólica, coma alimentos ricos em vitaminas do complexo B algumas horas antes para deixar o corpo com um bom estoque. Esses alimentos incluem ovos, carnes, leites e derivados.

12. Gengibre

Muitos estudos indicam que beber chá de gengibre pode ser útil para aliviar sintomas de ressaca como náusea e dores de estômago. Um estudo publicado em 2003 na revista científica American Journal of Physiology e outra pesquisa publicada em 2008 na Prescrire International chegaram à mesma conclusão de que o chá de gengibre e o de hortelã podem servir como remédios para ressaca por reduzir náuseas e enjoos associados a ela. O chá verde também pode ser útil para ajudar a desintoxicar o fígado do excesso de bebida.

13. Cafeína

A cafeína está presente em alguns remédios para ressaca como alguns analgésicos. Porém, ela não é capaz de curar a ressaca. O que acontece é que ela é uma substância estimulante que ajuda a diminuir alguns sintomas como falta de energia, sonolência e dor de cabeça. Ela também é diurética e por isso é importante se manter bem hidratado para que a desidratação não piore.

14. Cisteína

A cisteína é um aminoácido que pode ser ingerido como suplemento ou através de alimentos como ovos, cebola e brócolis, que são ricos nesse aminoácido, para aliviar os sintomas pós-ressaca.

Isso ocorre porque a cisteína é usada pelo organismo para produção de glutationa, que é uma substância envolvida na degradação do acetaldeído. O acetaldeído, como já mencionado, é uma toxina gerada quando há um grande consumo de álcool. Dessa forma, a ingestão de cisteína ajuda a acelerar o processo de degradação do acetaldeído, fazendo com que os sintomas da ressaca sejam eliminados ou reduzidos.

15. Aspargos

Os aspargos são vegetais que ajudam a diminuir os sintomas da ressaca. Um estudo publicado em 2009 no Journal of Food Science indica que os aminoácidos presentes nos aspargos aumentam a velocidade com a qual as nossas células são capazes de eliminar o álcool do organismo.

Além disso, eles apresentam efeito diurético que ajuda a eliminar as toxinas presentes no corpo, além de proteger o fígado de danos. Da mesma forma que a cafeína, é preciso se manter hidratado para não perder ainda mais água devido ao poder diurético do espargo.

Cuidados

Existem alguns cuidados que você pode tomar para evitar que episódios de ressaca se repitam e até mesmo para saber agir em casos de emergências que acontecerem com você ou que você presencie.

– Tipo de bebida

Qualquer tipo de bebida alcoólica pode causar uma ressaca. Porém, existem alguns tipos que contêm substâncias chamadas de congêneres, que dão sabor e uma cor mais escura a muitas bebidas.

Os congêneres são encontrados em maiores quantidades em bebidas alcoólicas como licores escuros como conhaque e Bourbon. Essas substâncias apresentam maior probabilidade de te causar uma ressaca ou potencializar os sintomas da mesma se comparadas com quantidades iguais de outras bebidas que contêm álcool mas são mais claras.

– Excessos

Se você tem ressacas com frequência, vale a pena procurar ajuda. Pode ser difícil para você distinguir um vício de uma curtição comum de final de semana ou eventos especiais.

Dessa forma, o ideal é que se você notar que está tendo ressacas com muita frequência, buscar ajuda médica pois pode ser que você esteja desenvolvendo um vício e é melhor tratá-lo de imediato antes que ocorram complicações como crises de abstinência quando você não ingere bebida alcoólica, por exemplo. Lembre-se de que nada em excesso é saudável.

– Emergências

Existem alguns sinais que indicam que uma pessoa consumiu álcool demais e seu organismo não está lidando bem com todo esse volume de bebida. Esses sintomas incluem: confusão mental, convulsões, respiração lenta (normalmente menos de 8 respirações por minuto) ou respiração irregular (intervalo de mais de 10 segundos entre as respirações), pele azulada ou pálida, temperatura corporal baixa, inconsciência e desmaios.

Se alguém perto de você apresentar esses sintomas, chame ajuda médica imediatamente pois ela pode entrar em coma alcoólico ou ter complicações ainda mais graves.

Dicas

1. Não abuse do álcool 

A prevenção é sempre o melhor caminho. Quanto menos álcool você ingerir, menores as chances de você ter uma ressaca.

Além disso, existe um mito de que a ressaca pode ser curada com mais álcool. Não caia nessa. A última coisa que você precisa durante uma ressaca é agravar a desidratação no seu organismo.

2. Não beba de estômago vazio 

Beber com o estômago vazio pode fazer com que a produção extra de ácido no estômago te deixe enjoado e com ânsia de vômito mais rapidamente. Além de neutralizar esse ácido excedente, a presença de comida no estômago acelera o processo de absorção do álcool pelo corpo.

3. Não misture álcool com outras drogas

Ao usar álcool em conjunto com outras drogas como a nicotina do cigarro, por exemplo, a probabilidade de ocorrer uma ressaca no dia seguinte é muito maior.

4. Durma bem

Mesmo que o álcool prejudique a qualidade do seu sono, tente dormir o maior tempo possível após ingerir bastante álcool. Isso geralmente diminui os sintomas da ressaca no dia seguinte.

5. Hidrate-se

A hidratação é crucial para uma recuperação da ressaca ou até mesmo para evitá-la. Se você estiver sempre bem hidratado, o álcool não irá causar desidratações severas nem sintomas desagradáveis da ressaca associados com a perda de água.

6. Evite cafeína

Apesar da cafeína ser um componente de diversos analgésicos, o consumo de café pode aumentar a irritação do estômago e atrapalhar o sono, prejudicando a sua recuperação.

7. Vá devagar

Tente não tomar mais que uma dose de bebida alcoólica a cada hora e sempre respeite os seus limites. Não beba demais para entrar em uma brincadeira ou para impressionar alguém. A ressaca e os malefícios que o álcool pode causar no organismo não valem a pena.

8. Beba com moderação

A dica mais importante de todas é essa. Se você beber com consciência e respeitar os limites do seu corpo, é muito improvável que tenha um ressaca. Apesar de existirem todos esses remédios para ressaca e truques para curá-la, a regra de ouro é evitar o consumo de bebidas alcoólicas em excesso sempre que possível.

Referências adicionais:

Você costuma sofrer muito depois de um dia de bebedeira? Quais desses remédios para ressaca já experimentou e realmente funcionaram para você? Comente abaixo!

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Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)



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