Infralax Dá Sono? Para Que Serve, Posologia e Efeitos Colaterais

Especialista:
atualizado em 09/06/2020

Veja se Infralax dá sono, para que serve esse medicamento, qual é a sua posologia e possíveis efeitos colaterais de seu consumo.

Se a falta de sono atrapalha a hora de dormir para descansar e repor as energias, o excesso de sono nos deixa bem indispostos para fazer as tarefas do dia a dia como trabalhar, estudar, cuidar dos filhos e da casa, praticar exercícios físicos e preparar refeições saudáveis com cuidado.

Mas sabe qual é um dos fatores que pode causar a sonolência? O uso de determinados remédios. Mas será o Infralax um deles?

Vamos investigar se o remédio pode ser uma das possíveis causas da sonolência excessiva ou se ele não interfere tanto assim com o sono.

O que é e para que serve Infralax?

Antes de entrarmos propriamente na discussão de Infralax dá sono ou não, vamos ficar mais familiarizados com esse medicamento e conhecer qual é a sua indicação.

Pois bem, o que temos aqui é um remédio composto por cafeína, carisoprodol, diclofenaco sódico e paracetamol, que pode ser indicado para o tratamento de reumatismo – que é conjunto de doenças que pode afetar as articulações, músculos e esqueleto, caracterizado por dor, restrição de movimento e eventual presença de sinais inflamatórios.

Alguns exemplos dessas doenças incluem: lombalgia (dor da coluna lombar), osteoartrites, crise aguda de artrite reumatoide ou outras artropatias (doenças nas articulações) reumáticas, crise aguda de gota (deposição de cristais de ácido úrico junto às articulações e outros órgãos) e estados inflamatórios agudos pós-traumáticos e pós-cirúrgicos.

O medicamento também pode ser prescrito como auxiliar no tratamento de processos inflamatórios graves decorrentes de quadros infecciosos. Ele é de uso oral e adulto e a sua venda requer a apresentação da receita médica branca comum. As informações são da bula de Infralax, disponibilizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

E então, Infralax dá sono mesmo?

Para descobrirmos isso, o que resolvemos fazer foi novamente consulta a bula do medicamento. De acordo com as informações do documento, é possível sim ficar com sono ao seguir um tratamento com o remédio, mas isso não ocorre necessariamente com todos os pacientes que tomam Infralax.

Isso porque a sonolência aparece listada como um dos possíveis efeitos colaterais do medicamento, entretanto, ela está classificada no grupo das reações adversas incomuns do remédio, conforme detalha a sua bula.

Por outro lado, o remédio também pode tirar o sono – já que a insônia também é apresentada como um dos efeitos colaterais comuns que podem ser provocados pelo medicamento. Em outras palavras, enquanto pode ser incomum que o medicamento dê sono, ele pode ser uma das possíveis causas da insônia.

Caso você experimente tanto a sonolência como a insônia ao longo do tratamento com Infralax, principalmente se isso ocorrer de maneira expressiva, informe o seu médico a respeito do problema.

Outros efeitos colaterais de Infralax

Falando neles, vale registrar que o medicamento também pode provocar as seguintes reações adversas, segundo relata a sua bula:

Reações muito comuns:

  • Aumento das enzimas do fígado.

Reações comuns:

  • Cefaleia (dor de cabeça);
  • Tontura;
  • Tremor;
  • Dor;
  • Hemorragia gastrointestinal;
  • Perfuração gastrointestinal;
  • Úlceras gastrointestinais;
  • Diarreia;
  • Indigestão;
  • Náusea;
  • Vômitos;
  • Constipação (prisão de ventre);
  • Flatulência;
  • Dor abdominal;
  • Pirose (azia);
  • Retenção de fluidos corpóreos;
  • Edema (inchaço);
  • Rash (erupção cutânea);
  • Prurido (coceira);
  • Edema facial;
  • Anemia;
  • Distúrbios da coagulação;
  • Broncoespasmo;
  • Rinite;
  • Zumbido;
  • Febre;
  • Doença viral.

Reações incomuns:

  • Hipertensão;
  • Insuficiência cardíaca congestiva;
  • Vertigem;
  • Agitação;
  • Depressão;
  • Irritabilidade;
  • Ansiedade;
  • Alopecia (queda de cabelo);
  • Urticária;
  • Dermatite;
  • Eczema.

Reações raras:

  • Meningite asséptica;
  • Convulsões;
  • Pancreatite;
  • Hepatite fulminante;
  • Insuficiência hepática;
  • Depressão respiratória;
  • Pneumonia;
  • Perda auditiva;
  • Agranulocitose (diminuição do número de granulócitos – tipos de glóbulos brancos – no sangue, em consequência de um distúrbio na medula óssea);
  • Anemia aplástica;
  • Anemia hemolítica;
  • Reações anafilactóides;
  • Dermatite esfoliativa;
  • Eritema multiforme;
  • Síndrome Stevens-Johnson (forma grave de reação alérgica caracterizada por bolhas em mucosas e em grandes áreas do corpo);
  • Necrólise epidérmica tóxica (descamação grave da camada superior da pele).

Reações sem frequência conhecida:

  • Arritmia cardíaca;
  • Vasodilatação periférica (altas doses);
  • Infarto do miocárdio;
  • Angina;
  • Aumento do risco de eventos cardiovasculares;
  • Redução da perfusão esplâncnica (em neonatos prematuros);
  • Palpitações;
  • Taquiarritmia;
  • Alargamento do complexo QRS do eletrocardiograma (doses moderadas a altas);
  • Hipotensão ortostática (pressão baixa ao levantar-se);
  • Síncope;
  • Problemas dermatológicos como pustulose exantematosa generalizada aguda, dermatite de contato, dermatite liquenoide, dermatose bolhosa linear, necrose de pele e fasceíte necrosante;
  • Acidose;
  • Hipoglicemia;
  • Hiperglicemia;
  • Distúrbios hidroeletrolíticos (hipocalemia, hipercalemia e hiponatremia – respectivamente, níveis baixos de potássio no sangue, taxas elevadas de potássio no sangue e níveis baixos de sódio no sangue);
  • Redução de testosterona circulante;
  • Aumento da estrona (hormônio estrogênico)
  • Aumento das globulinas carreadoras de hormônios sexuais;
  • Rabdomiólise (destruição das células musculares);
  • Aumento da perda de massa óssea;
  • Hipotermia;
  • Aumento da atividade motora do cólon;
  • Cirrose hepática;
  • Fibrose hepática;
  • Hepatotoxicidade;
  • Doença inflamatória intestinal;
  • Ulceração colônica;
  • Constrição dos diafragmas intestinais;
  • Perda proteica;
  • Esofagite;
  • Proctite (inflamação na mucosa do reto);
  • Enterocolite pseudomembranosa (inflamação intestinal);
  • Melena (fezes escuras, que podem aparecer na companhia de sangue);
  • Icterícia
  • Doença fibrocística das mamas;
  • Redução das taxas de concepção;
  • Aumento das taxas de gestações múltiplas (homens);
  • Efeitos no sangue como coagulação intravascular disseminada, meta-hemoglobinemia e porfiria aguda intermitente;
  • Sepse;
  • Anafilaxia;
  • Reação de sensibilidade cruzada (meprobamato);
  • Reação de hipersensibilidade imune (quadriplegia, tontura, ataxia, diplopia, confusão mental, desorientação, edema angioneurótico e choque anafilático);
  • Dorsalgia (dor na região dorsal) crônica;
  • Paralisia muscular;
  • Fasciculações (contração de grupos musculares);
  • Destruição acetabular (no acetábulo, cavidade articulatória do osso ilíaco que recebe a cabeça do fêmur);
  • Aumento da vigília;
  • Hemorragia cerebral;
  • Síndrome de abstinência;
  • Redução da capacidade cognitiva;
  • Alucinações;
  • Psicose;
  • Drogadição (dependência, mediante o uso prolongado);
  • Amnésia;
  • Acidente vascular cerebral;
  • Encefalite (inflamação no cérebro);
  • Mioclonia (contração, tremor ou espasmo involuntário no músculo);
  • Parestesia (dormência ou formigamento no corpo);
  • Retinopatia (lesão na retina);
  • Infiltrado de córnea;
  • Visão borrada;
  • Conjuntivite;
  • Alteração do timbre de voz;
  • Problemas renais como insuficiência renal aguda síndrome nefrótica, nefrotoxicidade, necrose papilar, cistite, disúria, hematúria, nefrite intersticial, oligúria, poliúria, proteinúria e angioedema;
  • Dispneia;
  • Hiperventilação;
  • Taquipneia (aceleração da respiração);
  • Edema agudo de pulmões;
  • Pneumonite (inflamação nos pulmões).

Ao experimentar um ou mais dos efeitos colaterais mencionados acima ou ainda qualquer outro tipo de reação adversa, procure rapidamente o auxílio médico, mesmo se não imaginar que se trate de um problema tão grave assim.

Isso é importante para verificar a real seriedade do sintoma, receber o tratamento necessário e saber se deve continuar ou não a fazer uso do medicamento.

Contraindicações e outros cuidados com Infralax

O remédio, que pode ser utilizado somente sob prescrição médica, é contraindicado nos seguintes casos:

  • Hipersensibilidade (alergia) a quaisquer dos componentes de sua fórmula;
  • Insuficiência cardíaca, hepática e renal grave;
  • Hipertensão arterial grave;
  • Gipertensão intracraniana (pressão alta no cérebro);
  • Trauma cranioencefálico (trauma no cérebro);
  • Atividade reduzida do citocromo CYP2C19 (enzima do fígado);
  • Hipersensibilidade aos anti-inflamatórios (por exemplo: ácido acetilsalicílico), com desencadeamento de quadros reativos como os asmáticos, nos quais pode ocasionar acessos de asma, urticária ou rinite aguda;
  • Crianças e adolescentes.

A utilização do medicamento também não é aconselhado para as mulheres grávidas e as mulheres que amamentam.

Já nos seguintes casos, o tratamento com Infralax exige cautela:

  • Histórico dispepsia (indigestão), sangramento gastrointestinal ou úlcera péptica;
  • Pacientes idosos;
  • Risco de danos nos rins;
  • Doença nos rins;
  • Problemas cardiovasculares;
  • Doenças no fígado;
  • Doenças obstrutivas ou restritivas no pulmão.

O medicamento pode dificultar o diagnóstico de condições agudas na região abdominal. No entanto, recomenda-se que a interrupção do uso de Infralax ocorra sempre sob a orientação médica.

Não se deve usar álcool e substâncias depressoras do sistema nervoso central durante o tratamento com o remédio. Os pacientes que fazem uso do remédio devem evitar dirigir carros, motos ou outros veículos e operar máquinas porque o medicamento pode interferir com a habilidade de executar tais atividades com segurança.

Ao receber a indicação do médico para usar Infralax, o paciente deve listar todos os remédios, suplementos e plantas que já use para que o profissional verifique se não pode fazer mal usar Infralax ao mesmo tempo em que a substância em questão.

O usuário também precisa contar que usa Infralax quando receber a solicitação do médico para realizar algum exame. As informações são da bula de Infralax, disponibilizada pela Anvisa.

Como tomar – A posologia de Infralax

A bula do medicamento informa que a dose mínima diária recomendada do remédio é de um comprimido a cada 12 horas e que não se deve ultrapassar a dosagem máxima diária de um comprimido a cada oito horas, ou seja, de três comprimidos por dia.

Entretanto, o documento adverte que é o médico quem deve definir a dosagem indicada de Infralax, assim como a duração do tratamento com o remédio para cada paciente, com base em uma análise individual do caso clínico e levando em consideração a idade e as condições gerais de cada pessoa.

Segundo a bula, devem ser administradas as doses mais baixas que forem eficazes e, sempre que for possível, o tratamento não deverá se estender por mais do que 10 dias. Jamais use uma dose de Infralax maior do que a indicada pelo seu médico ou use o medicamento por mais tempo do que o determinado pelo profissional.

O documento também alerta que nos casos de tratamentos com duração de mais de 10 dias com o remédio deverá ser realizado hemograma (exame de sangue) e provas de função hepática (do fígado) antes do início do tratamento e de tempos em tempos na sua sequência.

Atenção: este artigo serve unicamente para informar e jamais pode substituir a leitura da bula na íntegra e a consulta ao médico que precisam ocorrer antes do início do uso de qualquer medicamento, o que inclui Infralax.

Fontes e Referências adicionais:

Você já tinha sentido que Infralax dá sono para você? Precisa do medicamento para alguma condição? Comente abaixo!

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