Testosterona na mulher: como saber se está baixa e como aumentar

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atualizado em 17/05/2022

A testosterona na mulher desempenha funções muito importantes, apesar de estar em concentrações bem mais baixas do que nos homens, cerca de 20 a 30 vezes. 

Sua importância está relacionada com o processo reprodutivo e atua, principalmente, próximo à etapa de ovulação do ciclo reprodutivo, aumentando a libido na mulher, visto que as chances de engravidar são maiores nessa fase. 

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Além disso, a testosterona na mulher auxilia no bem-estar geral, estando presente no processo de ganho de massa muscular, emagrecimento, saúde óssea e disposição física. 

Os primeiros sinais de que os níveis de testosterona estão baixos na mulher são a diminuição da libido, dificuldade para ganhar massa muscular, dores nas articulações e falta de disposição e interesse pelas atividades do dia a dia. 

Além dos sinais e sintomas, a testosterona pode ser dosada em um exame de sangue, o que ajuda a saber se ela está baixa. 

Hábitos de vida saudáveis e prática de atividade física estão entre as medidas mais eficientes para aumentar a testosterona na mulher. 

Veja mais detalhes sobre a importância da testosterona na mulher, como saber se ela está baixa, possíveis causas e como aumentar seus níveis no sangue. 

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Funções da testosterona na mulher

A função da testosterona na mulher que mais se destaca é o equilíbrio hormonal. Quando os hormônios estão equilibrados em nosso corpo, sentimos menos cansaço, temos uma libido saudável e não sofremos com desânimos inexplicáveis diante de atividades antes tranquilas e, até, prazerosas. 

É claro que esses sintomas podem estar relacionados com outras causas, além do desequilíbrio hormonal, por exemplo, com a depressão. Mas, se os sintomas não melhoram com antidepressivos e com outras abordagens terapêuticas, talvez seus níveis de testosterona estejam baixos. 

As causas para o desequilíbrio hormonal são diversas e incluem o estresse em excesso, maus hábitos alimentares, sedentarismo, uso de contraceptivos e a menopausa

No período pós-menopausa, a testosterona ajuda na redução da gordura corporal e da atrofia vaginal, uma inflamação no canal vaginal que leva à secura, coceira, irritação e dor durante o ato sexual.

A testosterona na mulher também desempenha funções importantes para a saúde do sistema musculoesquelético, promovendo a densidade mineral dos ossos, que protege contra faturas e problemas de saúde, como a osteoporose

Os músculos também se beneficiam, quando os níveis de testosterona estão normais na mulher, ao serem mais responsivos aos estímulos de hipertrofia, isso significa que o hormônio promove o ganho de massa muscular. 

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A testosterona também contribui para a diminuição da formação de placas de gordura, colesterol e outras substâncias na parede dos vasos sanguíneos, prevenindo obstruções do fluxo sanguíneo, que causam o AVC.

Testosterona na mulher: como saber que está baixa

Mulher sem libido
A baixa libido é um dos principais sinais de testosterona baixa na mulher

Os sinais e sintomas de baixos níveis de testosterona na mulher aparecem em curto e longo prazo: 

  • Desejo sexual reduzido (libido baixa)
  • Ganho de peso
  • Perda de massa muscular
  • Perda de densidade óssea
  • Doenças cardiovasculares
  • Alterações de humor
  • Aumento da ansiedade
  • Memória fraca
  • Afinamento capilar
  • Pele seca

Como a testosterona na mulher está intimamente relacionada com a libido, níveis baixos do hormônio podem levar ao desenvolvimento da síndrome ou transtorno do desejo sexual hipoativo (DSH).

Essa síndrome é marcada pelo pouco ou inexistente interesse pela atividade sexual, acompanhado por sintomas emocionais, como estresse, frustração, tristeza, autoestima baixa, depressão e fadiga. 

Ainda não há um nível de testosterona estabelecido para se diagnosticar a DSH, sendo necessária a reposição do hormônio, em grande parte dos casos. 

Ao suspeitar de níveis de testosterona anormais, o médico ou médica pode solicitar um exame de testosterona, que é feito a partir de uma amostra de sangue. Neste exame, são feitas as dosagens de testosterona total e livre.

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A testosterona total se refere ao total de testosterona produzida pelo corpo, e a livre é a porção que está disponível no momento para ser absorvida e usada pelo organismo. 

Possíveis causas

As possíveis causas por trás da testosterona baixa na mulher são:

  • Uso prolongado de contraceptivos orais e adesivos.
  • Disfunção dos ovários, que passam a produzir menos testosterona. Isso pode acontecer por causa de tratamentos para o câncer (quimioterapia e radioterapia), distúrbios alimentares e menopausa. 
  • Efeitos colaterais de algumas medicações, como anti-hipertensivos e opioides.
  • Tumor na glândula pituitária (hipófise) no cérebro

Testosterona na mulher: como aumentar

Testosterona
A testosterona injetável é apenas um dos meios de aumentar o hormônio na mulher

Os níveis normais de testosterona na mulher ficam dentro do intervalo de 20 a 60 ng/dL, sendo que a concentração de testosterona livre varia de acordo com a fase do ciclo menstrual e com o período do dia. Seus níveis são maiores pela manhã e durante a fase folicular do ciclo menstrual. 

Quando os níveis de testosterona estão abaixo de 20 ng/dL, o médico ou médica ginecologista pode indicar a reposição do hormônio

Mas, vale ressaltar que existem muitos debates científicos relacionados à reposição de testosterona na mulher. Muitos pesquisadores-médicos são contra o uso de testosterona, pois não há dados suficientes que indiquem, precisamente, os níveis ideais do hormônio para a saúde feminina.

O tratamento é mais indicado para mulheres no pós-menopausa, que estejam sofrendo com a síndrome do desejo sexual hipoativo. 

A reposição de testosterona nunca deve ser feita indiscriminadamente, sem prescrição médica e sem um diagnóstico que justifique o tratamento. Sendo assim, a testosterona não deve ser utilizada com o objetivo de promover o ganho de massa muscular

Apesar dos debates, o seu médico ou médica ginecologista é a pessoa mais capacitada para avaliar as suas condições de saúde e necessidade de tratamento, que pode ocorrer das seguintes formas:

  • Testosterona injetável
  • Testosterona em comprimidos: geralmente são manipulados e combinam a testosterona com o estrogênio. 
  • Testosterona em gel (androgel): o gel é manipulado com propionato de testosterona e seu local de uso é na região externa da vagina. 

Quando se opta por realizar a reposição do hormônio testosterona, o tratamento é desenvolvido para durar pouco tempo, no máximo 6 meses, durante o qual você fica em observação e faz exames regulares, para acompanhar a resposta do seu organismo ao tratamento.  

Todo esse cuidado é necessário, devido aos efeitos colaterais que a reposição de testosterona pode causar: 

  • Aumento dos riscos de desenvolvimento de câncer de mama e de ovário.
  • Aumento dos riscos de infarto e trombose.
  • Aumento da deposição de gordura visceral, que é prejudicial para o coração e o fígado, principalmente.
  • Resistência à insulina, gerando distúrbios metabólicos no controle da glicemia. 
  • Aparecimento ou aumento da quantidade de acne.
  • Aumento da quantidade de pelos faciais.
  • Retenção de líquido.
  • Aumento da oleosidade da pele.
  • Aumento dos riscos de calvície de padrão masculino.
  • Voz mais grave.
  • Aumento do tamanho do clitóris.

Tratamentos naturais

Existem opções naturais que ajudam a elevar a produção de testosterona na mulher e incluem bons hábitos alimentares e estilo de vida saudável. 

Os alimentos que mais auxiliam no aumento da produção de testosterona são aqueles ricos em proteínas, zinco, magnésio, vitamina B6 e ômega-3:

  • Ovos: são ricos em proteína, vitamina B6 e ômega-3.
  • Amêndoas e sementes de abóbora: você pode adicioná-las às saladas, sopas, iogurte e mingau, pois são ricas em magnésio e zinco. 
  • Vegetais verde-escuros: brócolis, rúcula, escarola, espinafre, couve e agrião são ricos em vitamina B6, ferro e magnésio.  
  • Peixes gordos: salmão, sardinha, atum e cavala são ricos em ômega-3 e proteínas. 
  • Feijão preto: rico em vitaminas do complexo B, proteínas, zinco e magnésio. 

Além da alimentação, é importante controlar o estresse, pois ele aumenta os níveis de cortisol e, consequentemente, diminui os níveis de testosterona. 

Você pode praticar técnicas de meditação, respiração, cuidar da higiene do sono e considerar o acompanhamento de um psicoterapeuta, para te ajudar a controlar o estresse e a ansiedade.  

A prática de exercícios físicos aeróbicos e de resistência, com regularidade e sem excessos, aliada a bons hábitos alimentares também contribui para o aumento natural da produção de testosterona. 

Fontes e referências adicionais

Você sabia da importância da testosterona para a saúde da mulher? Quais sintomas de testosterona baixa você já conhecia? Que hábitos você pretende inserir no seu dia a dia para melhorar a produção de testosterona? Comente abaixo!

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