Adoçantes naturais

8 Tipos de Adoçantes Naturais – Análise e Cuidados

Uma forma de proporcionar um gostinho doce às preparações culinárias, sem utilizar o açúcar, é fazer uso dos chamados adoçantes, que não causam a elevação dos níveis de glicose no sangue e carregam uma quantidade mais baixa de calorias que o açúcar.

Quem passa pelas prateleiras dos supermercados em busca de opções de adoçantes para a sua dieta, provavelmente já percebeu que existem diversas variedades do produto. Entre elas, estão os adoçantes naturais, aqueles que são extraídos a partir de vegetais e frutas.

Os adoçantes artificiais, produzidos em laboratório, já foram associados a efeitos colaterais como dores de cabeça, enxaqueca, encolhimento da glândula timo, que faz parte do sistema imunológico e atua na produção dos glóbulos brancos do sangue, enfraquecimento dos rins e do fígado e distúrbios de humor.

Existe uma grande controvérsia sobre a segurança dos adoçantes artificiais. Alguns institutos e pesquisadores afirmam que alguns dos artificiais são seguros, mesmo em quantidade e frequência mais elevada (ex: Sucralose), enquanto outros são mais arriscados (ex: Sacarina).

Veja também:

  1. Adoçante sucralose faz mal?
  2. Adoçante sacarina faz mal?
  3. Adoçante xilitol faz mal?
  4. Adoçante aspartame faz mal?

Você pode estar no grupo de pessoas que prefere não arriscar e ficar somente com os adoçantes naturais. Então, veremos as principais opções mais abaixo.

Uma curiosidade interessante é que um estudo publicado no Journal of the American Dietetic Association (Jornal da Associação Americana de Dietética, tradução livre) mostrou que utilizar adoçantes naturais como mel e xarope de ácer pode aumentar a ingestão de antioxidantes.

Os antioxidantes são compostos que combatem a ação dos radicais livres no organismo, que causam doenças como câncer e resultam no envelhecimento precoce.

8 tipos de adoçantes naturais 

Vamos conhecer a partir de agora alguns tipos de adoçantes naturais que podem ser utilizados em substituição ao açúcar de mesa e aos adoçantes artificiais:

1 . Sorbitol

É o açúcar extraído de algas marinhas e frutas como a maçã e a ameixa. Ele tem um poder adoçante 50% maior do que a sacarose e carrega 2,6 calorias a cada grama. Lembrando que o açúcar traz 4 calorias. É possível aplicar o sorbitol em geleias, biscoitos, gomas de mascar, balas, refrigerantes e panetones.

Entretanto, este adoçante natural apresenta algumas desvantagens: ele pode não ser o ideal para ser utilizado por pessoas com diabetes e apresenta uma ação laxativa se consumido em concentrações elevadas. Outros possíveis efeitos colaterais associados ao sorbitol são a náusea, desconforto estomacal e desidratação.

Recomenda-se não misturar o adoçante com bebidas alcoólicas para não piorar sintomas como náusea, vômito, desidratação e boca seca. Ele também não é considerado seguro para mulheres que estejam grávidas e amamentando os seus bebês.

Além disso, é importante ter cuidado porque apesar de estar na lista de adoçantes naturais, sendo encontrado nas algas e nas frutas de forma natural, o sorbitol também pode ser produzido em laboratório, sendo assim um adoçante artificial. Ele ainda foi apontado em uma lista do Dr. Axe sobre os cinco piores tipos de adoçantes.

2. Stévia

Também chamado de esteviosídeo, trata-se de um adoçante extraído a partir de uma planta nativa da América do Sul conhecida como stevia rebaudiana. Ele adoça mais de 200 vezes mais do que o açúcar e pode ser utilizado em altas temperaturas como em alimentos que vão ao fogo.

Disponível em gotinhas, pacotes e tabletes dissolúveis, o adoçante contém zero calorias e zero carboidratos. A stévia pode ser utilizada por diabéticos e não apresenta efeitos colaterais. O único problema é que ela pode deixar um gostinho amargo nos alimentos.

Ao procurar pelo adoçante, é preciso tomar cuidado para não levar uma versão associado a um adoçante artificial como o ciclamato de sódio, mas sim sua versão verdadeiramente natural.

3. Agave

Ele é extraído a partir de uma planta mexicana e apresenta um poder adoçante maior que o do açúcar convencional. Apesar de apresentar um baixo índice glicêmico, que significa que não causa uma elevação rápida nos níveis de açúcar no sangue, ele não deve ser utilizado por indivíduos diabéticos.

No entanto, o agave comercializado é bem diferente do adoçante natural feito pelos mexicanos. Isso porque na indústria ele passa por um processo em que o seu fluido de açúcar é exposto ao calor e a enzimas, que destrói as propriedades saudáveis da planta e dá origem a uma espécie de xarope.

Outro problema é que esse agave processado é rico em frutose – 85% de sua composição corresponde a esse açúcar. O perigo de incluir muita frutose na dieta é o de acumular gordura abdominal, aumentar a taxa de triglicerídeos, elevar o colesterol ruim (LDL) e contribuir com a resistência à insulina, que está associada à diabetes.

4. Mel puro

Ele é um dos adoçantes naturais mais conhecidos, tendo 64 calorias a cada porção equivalente a uma colher de sopa, porém fornece enzimas, antioxidantes, ferro, zinco, potássio, cálcio, fósforo, vitamina B2, vitamina B3 e vitamina B6. Juntos, esses nutrientes neutralizam os radicais livres e promovem o crescimento das bactérias do bem (flora intestinal) que fazem parte do trato digestivo.

Ou seja, ao mesmo tempo em que adoça, o mel faz bem para a saúde. Entretanto, para obter esses benefícios é preciso certificar-se de que trata do mel puro e não do pasteurizado, que perde boa parte das vantagens da versão natural deste adoçante. O mel não é a melhor opção para diabéticos.

5. Açúcar de coco 

Ele é obtido por meio de um processo de extração da seiva das flores do coco, seguido de um aquecimento e de uma evaporação. Cada colher de sopa de açúcar de coco é composta por 45 calorias.

O ingrediente também apresenta um índice glicêmico baixo e serve como fonte de antioxidantes, ferro, zinco, cálcio, potássio e fósforo. Diabéticos também não deve fazer uso do açúcar de coco em quantidade.

6. Xarope de ácer ou xarope de bordo (maple syrup)

O produto é nativo da América do Norte e passa por processos de perfuração da árvore para obter a seiva, ebulição e filtragem para ser adquirido. Rico em antioxidantes, é mais um dos adoçantes naturais que oferece boas doses de manganês, além de conter potássio, cálcio e zinco em sua composição.

Recomenda-se comprar o xarope de ácer ou bordo de classe B, que é dotado de mais antioxidantes benéficos para o organismo.

7. Xilitol

O xilitol é um açúcar proveniente do álcool que apresenta 2,4 calorias a cada grama e adoça de maneira similar ao açúcar tradicional. Segundo o Authority Nutrition, ele pode ajudar a diminuir os riscos de cáries dentárias e a prevenir a osteoporose.

O adoçante ainda não aumenta os níveis de glicose no sangue ou as taxas de insulina. Porém, ele pode causar problemas digestivos caso seja ingerido em altas doses.

Ele não é considerado seguro para ser consumido por mulheres que estejam grávidas ou em processo de amamentação de seus bebês.

8. Eritritol

O eritritol tem ficando um pouco mais conhecido recentemente. Ele é menos calórico do que outros adoçantes naturais como o xilitol e o sorbitol. Possui 0,24 calorias por grama. Lembrando que o açúcar tem 4 calorias por grama. Com apenas 6% das calorias do açúcar, ele ainda tem 70% da doçura.

O Eritritol possui uma estrutura química única que faz com que nossos corpos não o quebrem. Então, o adoçante passa praticamente sem alterações pelo nosso organismo, sem causar quaisquer efeitos metabólicos prejudiciais do excesso de açúcar ou os problemas digestivos associados a outros polialcoóis. Em produção de larga escala, o Eritritol é criado quando um tipo de levedura fermenta a glicose.

Estudos em humanos mostraram muito poucos efeitos colaterais, em maioria pequenos problemas digestivos em algumas pessoas.

Você tem o costume de utilizar adoçantes naturais ou artificiais em seu dia a dia? Qual é o seu preferido para cada tipo de alimento? Comente abaixo!

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Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite


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